segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Leilão de sucata ferroviária não tem proposta


Os 411 vagões classificados como “bens não operacionais e inservíveis para o setor ferroviário” pelo Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) ainda terão que enferrujar por mais algum tempo no pátio de Triagem Paulista, em Bauru.

Ninguém se interessou em comprá-los na licitação realizada na manhã de ontem na sede da Unidade Regional da inventariança da extinta RFFSA (Rede Ferroviária [1957-2007). 


Segundo edital, todo o patrimônio nacional foi colocado à venda por R$ 2,5 milhões, fracionados em sete lotes distintos. Nem assim alguém apareceu com alguma proposta oficial. “Houve uma grande variação no preço da sucata. Talvez isso tenha afastado os compradores”, sugeriu o diretor ferroviário do Dnit, Marco Aurélio.



Novo adiamento

Por conta do “sumiço” de interessados, o leilão acabou adiado mais uma vez. Aliás, isso já não é nenhuma novidade para essa tentativa de venda do Dnit.

Lançado em novembro do ano passado, o edital passou por uma tentativa de impugnação movida por um leiloeiro público oficial, negada por uma comissão dia 10 de dezembro – três dias antes da data inicial para o leilão.

O processo acabou adiado para 18 de janeiro. Motivo: ninguém apareceu. O Dnit, então resolveu remarcar o leilão para ontem para “ampliação do número de prováveis licitantes”.

Históricos

Seja quanto tempo levar, a tentativa de leilão em Bauru é a primeira do gênero no país, segundo a política mais recente do governo federal de esvaziar os pátios ferroviários.


É importante salientar que todo o material histórico não está sendo vendido”, frisou Aurélio. “Trata-se de alguns vagões de carga, truques de madeira. São itens que já estão à disposição inclusive das prefeituras”.Atualmente, a administração bauruense já dispõe de 17 itens, entre vagões e locomotivas – entre estes, os utilizados regularmente para os passeios de Maria Fumaça.


Rede Bom Dia – 02/02/2013

2 comentários:

Luiz Carlos Leoni disse...

Enquanto este material de baixa qualidade, que obviamente não despertou nenhum interesse pelos sucateiros, os 12 trens da serie 5000 da CPTM em bitola de 1,6 m (36 unidades) em carroceria em aço inox com 30 anos, e em condições de uso em cidades como Teresina-PI, Natal-RN, Maceió-AL, João Pessoa-PB operadas pela CBTU que ainda os utilizam em bitola métrica, foram todos arrematados, e hoje as lembranças são só fotografias.

"Só o erro é que precisa do apoio do governo. A verdade, essa fica de pé por si própria"
Thomas Jefferson

SINFERP disse...

Ah, Luiz Carlos. Os trens da série 5000 conhecemos, e muito bem. Tremenda sacanagem, como sempre.