sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Estado e município dialogam sobre ações para viabilizar implantação do VLT, em Goiânia (GO)


Após aprovação dos termos finais do edital de licitação pela Câmara Deliberativa, documento passa por avaliação do Tribunal de Contas para posterior publicação. Percurso terá 13 quilômetros.

Reunião da Câmara Deliberativa do Transporte Coletivo da Região Metropolitana de Goiânia, ocorrida na tarde de segunda-feira, resultou na aprovação unânime dos termos finais do edital que possibilitará a construção do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) na capital. O prefeito Paulo Garcia acompanhou a discussão do projeto, junto ao governador Marconi Perillo, e informou que a administração municipal participa do processo de implantação do VLT com recursos do PAC da Mobilidade. "Foram-nos destinados R$ 430 milhões e o município de Goiânia destinou 50% desse recurso ao Estado para que desenvolvesse o projeto inicial do VLT", disse o prefeito.

Segundo Paulo Garcia, o que era de responsabilidade da prefeitura foi realizado da forma mais rápida possível, e a próxima participação do Executivo municipal será na homologação do edital de licitação. "Fizemos a reunião, aprovamos essa modalidade inédita para nós. É uma experiência nova - da concessão patrocinada - e agora cabe ao governo do Estado a execução e o desenvolvimento do projeto", ressaltou Garcia.

Para iniciar a efetiva construção do VLT, o edital do projeto passará ainda pela avaliação do Tribunal de Contas do Estado (TCE) para que posteriormente possa ocorrer a publicação e consequente seleção da empresa responsável pela obra. De acordo com o secretário estadual das Cidades e de Desenvolvimento da Região Metropolitana, Silvio Sousa, estima-se que a conclusão do VLT ocorrerá em dois anos, a partir do início das obras.

O secretário informou ainda dados sobre a tecnologia que será utilizada na construção do VLT, que diminuirá os transtornos causados na cidade. "A obra vai ser implantada a partir das pontas e a partir do meio encontrando com as pontas, em quatro frentes de trabalho. Serão 200 metros a cada 15 dias, liberando o tráfego para veículos e pessoas onde o trilho já esteja implantado". Para Silvio Sousa, o modelo usado resultará em uma redução dos impactos causados no comércio, na vida das pessoas e no trânsito de veículos.

VLT

O Veículo Leve Sobre Trilhos unirá o Terminal Padre Pelágio e o Terminal Novo Mundo, fazendo a ligação leste-oeste de Goiânia, em um percurso de 13 quilômetros de extensão. Haverá 12 estações, com distância de 850 metros entre uma e outra, e cinco terminais. 

Os trens serão de modelo francês, com motores individuais por roda, ocasionando a diminuição do consumo de energia. Serão 13 composições, com dois carros, e cada uma delas terá capacidade para 750 passageiros.

Na região do VLT, serão construídas ainda inserções urbanas de alto impacto, como calçadões, ciclovias, equipamentos urbanos de última geração, piso tátil - que tem função de orientar pessoas com deficiência visual ou com baixa visão, atendendo as normas internacionais de mobilidade e acessibilidade.

Diário da Manhã – 95/02/2013

Comentário do SINFERP

Pena que nada disso aconteça em São Paulo, onde, ao que tudo indica, vai-se continuar apostando no modal rodoviário, abrindo espaço para o BRT, o velho ônibus com nova roupagem.

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