sexta-feira, 21 de outubro de 2011

O trem São Paulo-Santos (SP)

Santos (SP)

O Governo do Estado estuda reativar ou criar uma nova linha de trem de passageiros que ligue Santos à capital paulista. O objetivo é de que em um ano o estudo, que já foi contratado pela CPTM (Companhia de Trens Metropolitanos), já esteja concluído. Segundo a CPTM, já foram abertas as propostas técnicas, de habitação e comercial para verificar a viabilidade do funcionamento da linha.

A empresa não informou de quanto será o investimento nesta fase de estudos, mas afirmou que a ideia é que as obras sejam implantadas por meio de uma PPP (Parceria Público Privada). De acordo com o secretário de Desenvolvimento Metropolitano do Estado de São Paulo, Edson Aparecido, ainda não é possível apontar qual será o traçado exato da linha ou se a antiga ferrovia que ligava Santos a Jundiaí será retomada. “É isso que o projeto funcional vai nos apontar, já com toda a necessidade de obtenção de licenças ambientais e a relação custo/benefício da obra".

Para o engenheiro e diretor de pós-graduação, pesquisa e extensão da Unisanta e diretor do Conselho de Engenharia do Estado de São Paulo, Aureo Pasqualeto Figueiredo, tecnicamente, as duas opções são viáveis.

“A ligação São Paulo-Santos é especial em razão do que chamamos de Serra do Mar. Por isso seria preciso um sistema especial de tração. Nas linhas de hoje, que são a Sorocabana e a antiga Santos-Jundiaí, existem estes sistemas. No segundo caso, a inclinação chega a 10%, por isso os trens possuem cremalheiras, que atuam nas engrenagens alavancando as locomotivas, que vencem um trecho de 8 km em 22 minutos. Isto quer dizer que, tecnicamente, não existe problema. Basta que os trens sejam aptos a vencer este trecho e haja vontade política de tornar o projeto viável", disse.

A CPTM afirmou, por meio da assessoria, que não acredita na possibilidade de aproveitamento da antiga linha. Para a companhia, a inclinação da ferrovia acarretaria na perda da agilidade dos trens e, consequentemente, na queda da competitividade para o sucesso da opção de transporte.

Band – 21/10/2011

Comentário do sindicato:


É bom lembrar que o transporte de passageiros por ferrovia, entre São Paulo e Santos, já existia pela antiga Santos-Jundiai e Sorocabana, antes que apareçam dizendo que é uma novidade. Conheça o Glacier Express.

10 comentários:

Wagner disse...

dizem que a inclinação indo pela sorocabana (ramal de jurubatuba + mairinque-santos) é menos inclinada, se eu fosse a cptm faria logo esse trem e colocaria preços proximos aos dos onibus.

Sindicato dos Ferroviários da Sorocabana - São Paulo TREM Jeito disse...

Bom dia, Wagner.

O problema maior não é a inclinação, mas a tecnologia de via e do material rodante a ser empregado. A saber, em primeiro lugar, se as indústrias ferroviárias instaladas no Brasil produzem trens adequados para as atuais condições, ou se irão fazer uma via para atender as limitações dos trens existentes no Brasil. Em segundo lugar, se não vão facilitar a vida das con$trutora$, propondo "tudo novo". Infelizmente, essa questão fica mais por conta dos interesses dos negócios, do que das necessidades sociais. Não duvide se aparecer um iluminado sugerindo um trem-bala.
Abraço

Paulo Roberto Filomeno disse...

É curioso como as pessoas que tratam desse assunto e deveriam estar por dentro do assunto não utilizam os termos corretos... falar em "antiga ferrovia que ligava Santos a Jundiaí"..., como se ela não estivesse em plena operação pela CPTM e MRS chega a ser engraçado. Realmente, como diz o comentário do Sindicato, alguém ainda poderá dizer que um trem São Paulo-Santos será uma grande novidade...
Mas falando do problema, vejo que uma via em simples aderência (como a da antiga EFS) teria a desvantagem de ter uma grande extensão (só para descer a serra são 42 km no trecho da ex-EFS). E uma ligação ferroviária SP-Santos por simples aderência é algo que já vem sendo procurado de todas as formas desde a duplicação da São Paulo Railway em 1900. Até um túnel direto de SP a Cubatão já se propôs. Talvez uma nova cremalheira, no leito do antigo funicular (cabo de aço) adaptada a trens de passageiros,possa ser uma solução viável, haja visto existem diversos trens de passageiros em países montanhosos como a Suiça. O sistema cremalheira em uso pela MRS é utilizado por trens de carga, que sem dúvida requer mais força do que velocidade. Infelizmente o sistema funicular foi desativado e nada foi preservado. A utilização deste leito seria o único meio desta ligação SP-Santos poder ser realizada de forma mais rápida e sem grandes obras, apenas é claro verificando a situação das pontes e obras de arte que ainda sobrevivem. E fazer grandes obras para uma ligação ferroviária SP-Santos a inviabilizaria desde já.

Sindicato dos Ferroviários da Sorocabana - São Paulo TREM Jeito disse...

Paulo Roberto. Até a CPTM fez questão de "esquecer" que é herdeira da Santos-Jundiai, Sorocabana e Central. Não briga por nada. Nem mesmo por um leito ferroviário desativado, e que não está nas mãos de nenhuma concessionária, e que vai de Osasco até Embu. Imagine quantos pessoas, em vários municípios, poderiam ser atendidas por trens metropolitanos da CPTM. Indicamos o Glacier Express para demonstrar como, na Europa, cria-se um trem para resolver dificuldades topográficas. No Brasil, resolve-se a condição topográfica (caríssima) para atender as limitações dos trens.
Abraço

Fernando Schülter disse...

Excelente iniciativa, parabens ao sindicato.

O Paulista merece e agradece.

Sindicato dos Ferroviários da Sorocabana - São Paulo TREM Jeito disse...

Gratos, Fernando. Esperamos continuar atendendo as suas expectativas. Volte sempre

Anônimo disse...

Se o governo fosse pagar as promessas que faz, teria de reinaugurar o BANESPA de novo.

SINFERP disse...

Bem, Anônimo, nesse caso, restaria torcer para que o Banespa não se atolasse novamente em dividas, e fosse, depois, depois, trocado pelos nossos trens e metrô. rsrsr

eduardo disse...

bom dia, olha eu sou morador em embu guaçu e todo santo dia vejo o trem (de carga) passando pela nossa cidade. O que sempre escuto é que não tem como fazer linha de passageiros por causa da linha de carga. Ai me pergunto. Em Curitiba tem a linha de trem que vai para paranaguá (diariamente) e funciona muito bem. Porque aqui não acontece o mesmo?
Por exemplo.
A linha esmeralda (Osasco-Grajau) poderia ser extendida facilmente até o rodoanel e consequentemente a linha da sorocabana. Fazendo ali um ramal. Tanto para Santos como para o interior a atingindo cidades tais como (Embu Guaçu,Itapecerica, Cotia, Vargem Grande, São Roque, Ibiuna, Mairinque, Sorocaba entre outras). E outra linha acompanhando o rodoanel (atingindo Santo André,São Bernardo do Campo,Ribeirão Pires,Zona Leste e chegando até a estação de Poá ou Mauá.
Sabe, sou apaixonado pelo nosso estado e se todos fizessem a sua parte (Governo Federal, Estado e Municípios e População). A NAÇÃO sairia ganhando. Não é difícil de fazer isto. Basta QUERER.....Se isso pudesse chegar até o governador e pudesse ser visto com carinho e apreço a qualidade de vida de mais de 25 milhões de paulistas teriam mais locomoção em São Paulo. Alguns vão dizer que vai ser gastar milhões, que não tem necessidade. Mas vou dizer que se o ex-governador Paulo Maluf não tivesse a coragem de criar o aeroporto de Cumbica, o que seria de são paulo hoje....

SINFERP disse...

Verdade, Eduardo. No caso de Paranaguá, dirão que trata-se de um trem turístico. Em nosso trecho metropolitano, porém, soubemos da existência de um leito de via inativo, que está sob o domínio da CPTM, e que vai até Embu. Em se confirmando essa informação, o que esperam para ligar municípios no entorno de Embu a Osasco?