quinta-feira, 21 de abril de 2011

Saiba o que é Trem Regional

Trem Regional é um trem de passageiros que opera entre cidades. Tem, portanto, menos paradas e é mais rápido do que os trens urbanos (metropolitanos). Opera além dos limites das zonas urbanas, e interliga cidades próximas ou distantes, com paradas (ou não) nas cidades intermediárias.  Opera com intervalos maiores do que os trens urbanos (metropolitanos), normalmente com base em horários, e não em intervalos, como é o caso dos metropolitanos, horários esses que são determinados em função da demanda de passageiros. Costuma ser a demanda que determinada também as estações de paradas. Os chamados “expressos” são os que costumam ligar dois pontos, com um menor número de paradas intermediárias.

Na Inglaterra, por exemplo, as linhas regionais são servidas pelo Class 380, um trem pendolino, que desenvolve velocidade-cruzeiro em torno de 200 km/h.

São esses trens que poderiam ligar as cidades do interior do Estado de São Paulo entre si, além da capital. E pensar que tivemos uma malha ferroviária que foi literalmente desmontada, ou simplesmente entregue ao setor privado (concessionárias), exclusivamente para o transporte de carga, que hoje resiste ao direito de passagem, isto é, o uso das linhas por outras empresas ou destinações, embora, o correto – do ponto de vista do pleno uso e da segurança – é que carga e passageiros trafeguem em vias segregadas (separadas, independentes).

Pelo andar da carruagem, em torno das desinformações sobre o projeto do TAV brasileiro, um trem regional como esse atenderia perfeitamente a demanda do trecho São Paulo-Rio, a um custo e a um preço justos.

Um Class 380 em ação


Um comentário:

Leoni disse...

”Trens regionais pendulares de passageiros de médio e longo percurso São Paulo-Minas-Brasília.”

Para que possamos ter definido um trajeto para trens regionais de passageiros de médio e longo percurso São Paulo - Brasília, utilizando o canteiro central da Rodovia dos Bandeirantes-SP (em uma 2ª etapa) passando por muitas das cidades citadas abaixo entre outras, além de um trajeto coerente para cargas, (dupla função) com o fator de sazonalidade igual a zero, deveremos tomar as seguintes providências;

1ª fase Interligar a ferrovia Norte / Sul com ramal para Brasília-DF com a Ferrovia Centro Atlântica FCA existente passando pelas cidades de Anápolis-GO, Araguari, Uberlândia, Uberaba-MG que hoje se encontram operando somente em bitola métrica, com a implantação de bitola mista ( 1,0 + 1,6 m ), passando por Ribeirão Preto, até o ponto que se encontram com a bitola larga em Campinas, aí já seguindo para Jundiaí e a capital-SP.

2ª fase Interligar em linha paralela com a ferrovia Norte / Sul passando por Goiânia, Anápolis, Itumbiara-GO, Monte Alegre de Minas, Prata e Frutal-MG e adentrando pelo centro norte de SP na cidade de Colômbia, e a partir daí seguindo por ferrovias existentes por Barretos, Bebedouro, Jaboticabal, até Araraquara no centro de São Paulo, com bifurcação para Panorama ou para a estação Júlio Prestes na capital-SP, ambos os trajetos como função de linhas troncos.

A maior parte destas propostas é a de se utilizar ao máximo os trechos ferroviários existentes que se estejam desativados ou subutilizados, mas que se encontram-se em regiões de grande potencial, que no passado já possuíram ferrovias a fazer parte de seu desenvolvimento, e que inexplicavelmente se encontram abandonadas, principalmente no estado de São Paulo, e o trecho novo complementar se limita a, ligação ferroviária Norte / Sul, Anápolis, Itumbiara-GO Colômbia-SP ~380 km, a maior parte em Minas Gerais. (Esta ligação tem a função de interligar na menor distância em bitola larga os pontos onde se encontram paralisadas ao Norte Anápolis-GO com a ao Sul Colômbia-SP), que hoje não existe, em um tempo, distância e custo de implantação muito inferior à proposta original, além que poderá ser utilizada como trens de passageiros.

Notas:
1ª Fica definida a cidade de Panorama-SP de onde deve partir rumo ao Rio Grande do Sul a continuidade da ferrovia Norte / Sul.
2ª Alguns trechos entre Colômbia e Panorama-SP se encontram em estado precário, ou erradicados, portanto devem ser refeitos.
3ª A utilização do canteiro central da Rodovia dos Bandeirantes entre São Paulo e Campinas em uma segunda etapa se faz necessário, pois o trecho existente se encontra saturado.