terça-feira, 8 de março de 2011

Saiba o que é Pendolino (trem pendular de alta velocidade)

Pendolino (do italiano, diminutivo de pendolo, que significa pêndulo) é a marca de uma série de trens de alta velocidade com tecnologia pendular, desenvolvidos e fabricados pela Fiat Ferroviária (hoje Alstom). É utilizado na Eslovênia, Finlândia, Itália, Portugal, República Checa, Reino Unido e Suíça.
A ideia de um trem que inclinava (pendular) tornou-se popular nas décadas de 1960 e 70, quando vários operadores ferroviários, impressionados pelos trens de alta velocidade introduzidos em França (TGV) e Japão (Shinkansen), quiseram ter uma velocidade similar sem ter de construir uma linha paralela dedicada (como estes países estavam a fazer, e o Brasil está por fazer). Trem pendular é um trem com um mecanismo reclinável que permite que ele atinja velocidades avançadas em trilhos de linhas férreas tradicionais. Esse mecanismo, chamado sistema pendular, consiste em eixos com capacidade de se inclinar até 8 graus em relação aos trilhos, permitindo que as curvas possam ser feitas em velocidades de até 230 km/k, sem risco de acidente ou desconforto para os passageiros.
Na Itália foram estudadas várias possibilidades para as linhas em exploração (incluindo um modelo com carros fixos e bancos pendulares). Vários protótipos foram construídos e testados e em 1975 um protótipo do Pendolino, o ETR 401, que foi posto em serviço, construído pela Fiat e usado pela Rede Ferroviária Italiana. Em 1987 começou a ser usada uma nova frota de Pendolinos, os ETR 450, que incorporavam algumas tecnologias do infortunado projeto britânico APT. Em 1993 a nova geração, o ETR 460, entrou em serviço.
Usa bitola 1,435 m. e desenvolve velocidade de até 230 km/h. A mesma bitola do TAV brasileiro, com velocidade máxima prevista em 350 km/h, mas a custo infinitamente menor.

Fonte básica wikipédia

Veja o Pendolino ETR 480 elétrico em ação.


Uma boa opção de trens regionais, para uso da malha ferroviária paulista, mediante aproveitamento e remodelação das linhas existentes, sem a necessidade megalomaníaca dos TAVs da vida. Os pendolinos são tracionados por energia elétrica, embora existam versões eletricidade-diesel (ICE-TD). E pensar que a malha ferroviária paulista (FEPASA) tinha 42% de trechos eletrificados, em 1980, quando o restante da malha nacional apenas 8,7%. Onde foi parar essa rede? O gato comeu. A escolha desse modelo está sendo sugerida por consultoria que estuda a implantação do trem regional São Paulo-Sorocaba.

Abaixo vídeo de um ICE-TD, um pendular a diesel, e ao mesmo tempo elétrico.


Como se vê, São Paulo TREM Jeito


2 comentários:

Luiz Carlos Leoni disse...

Eis aí uma ótima opção para os planejados pelo governo federal para os 21 trens de passageiros regionais, para uso da malha ferroviária brasileira, mediante aproveitamento e remodelação das linhas existentes, sem a necessidade de grandes intervenções.

Os trens pendulares Acela e Superpendolino são tracionados por energia elétrica, inclusive os na versão flex, 3 kVcc / 25 kVca embora existam versões eletricidade-Diesel (ICE-TD), que poderão ser utilizados em cidades onde não possuem alimentação elétrica.

A escolha desse modelo está sendo sugerida por consultorias, como a “Halcrow” no volume 4 parte 2 anexo B Comparação de material rodante, que estudam a implantação dos trens regionais, com futura utilização como TAV quando as suas linhas exclusivas estiverem prontas a partir de 2020 se não atrasar, podem ser fabricados na bitola de 1,6 m. e são da categoria de velocidade de até 250 km/h.
A grande vantagem da Tecnologia Pendular para trens de passageiros é justamente pelo fato de circular bem em vias sinuosas e curvas fechadas, comum em países europeus americanos e brasileiros, sem muitas retificações e com baixo investimento.

Pois bem. Não é empregado no Brasil porque a indústria ferroviária transnacional, e aqui instalada, não os fabrica, embora a CAF e a Alstom os fabriquem no exterior.

Conclusão: construímos ferrovias para que se adequem aos trens aqui fabricados, e não ao contrário. Isso explica, também, a falta de padrão entre trens e plataformas na CPTM-SP e Supervia-RJ entre outras. As indústrias não fabricam o que necessitamos. Nós, é que nos ajustamos ao que elas fabricam.

Algumas montadoras transnacionais, e a Embraer tem condições de fabricá-los no Brasil.

“Não interessa o que se trata de levar a termo; o que interessa é perseverar até o fim” Confúcio

SINFERP disse...

Essa é a nossa proposta, Luiz Carlos, mas parece que "eles" só se interessam por obras faraônicas. Conclusão: nada sai do papel.