sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Colisão de trens deixa 35 feridos na Alemanha

foto Markus Probwitz
Acidente provocou descarrilamento de cinco vagões com 250 passageiros. Quatro feridos estão em estado grave.

Uma colisão entre um trem de passageiros e outro de carga na noite desta sexta-feira (1º) perto da estação de Mannheim, no sudoeste da Alemanha, deixou 35 feridos, quatro deles em estado grave, anunciou a operadora Deutsche Bahn.

O acidente aconteceu pouco antes das 21h locais (16h, pelo horário de Brasília) e provocou o descarrilamento de cinco vagões em que viajavam 250 passageiros. O trem fazia o trajeto entre Graz, na Áustria, e Sarrebruck, na Alemanha, indicou a companhia. Dois vagões viraram.

Primeiramente a empresa havia anunciado que 12 ficaram feridos, um em estado grave.
A Deutsche Bahn indicou 12 feridos, um em estado grave, e pouco depois, por volta das 23h, anunciou que a retirada dos passageiros já tinha sido concluída, mas que a estação de Mannheim permanecerá fechada até nova ordem.

O trem de carga pertence à empresa ERS Railways e estava a caminho de Duisburg (oeste), de onde iria para Sopron, na Hungria.

G1 – 01/08/2014

terça-feira, 29 de julho de 2014

Trem Regional Paulista fica no papel

Com todas as letras, o Secretário de transportes metropolitanos, Jurandir Fernandes, prometeu que em 2014 teríamos um trem regional para a cidade de Jundiaí. Chegado o ano do mundial de futebol, não temos sequer obras contratadas.
Na sequencia desta linha, viria outra cidade que seria contemplada com o transporte de trens para passageiros: Campinas. O importante município tem pelo menos sete projetos sendo discutidos, mas todos eles estão parados ou em “velocidade reduzida”.
Conheça os projetos
Trem de Alta Velocidade – o primeiro estudo é de 1981, destinado à implantação do trem de alta velocidade, ligando Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas e foi retomado na década de 90, por meio de um acordo de cooperação com a Alemanha. Sob a coordenação do Geipot, o projeto Transcorr estudou todas as alternativas de investimentos. Em 2007, o governo federal incluiu no Programa Nacional de Desestatização (PND). O leilão do trem, em 2010, não atraiu interessados. O projeto foi alterado e não saiu mais da gaveta.
Trem Campinas – Poços de Caldas – com custo estimado em US$ 70 milhões, segundo um estudo de 2003 feito pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), seria um investimento com uma taxa de retorno, na época, calculada em 30% ao ano (hoje, os custos de capital nos projetos do governo, como a concessão de aeroportos, é de 6%). Não saiu do estágio de estudo
Trem Campinas – Araraquara – estudo do BNDES, esse trem ligaria as duas cidades por 192 quilômetros de ferrovia, cortando a segunda região mais rica do Estado em uma hora e meia. Esse trecho chegou a ser considerado um dos mais viáveis em uma série de possíveis ferrovias para o País. Não saiu do estágio de estudo.
Trem Bandeirantes – previsto para ligar Campinas a São Paulo, saindo do Terminal Barra Funda na Capital, passando por Jundiaí e chegando na estação central de Campinas, com possibilidade de ligação até o aeroporto de Viracopos. Estudo elaborado em 2006 pela espanhola Ineco em parceria com a brasileira Setepla Tecnometal Engenharia apontou que o trem seria viável se o poder público assumisse a infra-estrutura, a parte mais cara do projeto. O custo previsto era de R$ 2,7 bilhões. Não saiu do estágio de estudo
Trem Regional – O trecho São Paulo a Jundiaí, com possibilidade de ser estendido até Campinas, é um dos planejados pelo governo do Estado. Os outros são São Paulo a Sorocaba e São Paulo a Santos. Já foram contratadas empresas para fazer os projetos funcionais. Está em projeto.
Trem Intercidades – projeto a ser executado por meio de parceria público-privada, prevê 431 quilômetros de ferrovia que ligarão Americana a Santos, Taubaté a Sorocaba e que se cruzarão em São Paulo. O custo previsto para interligar a macrometrópole — Campinas, Vale do Paraíba, São Paulo e Santos — está estimado em R$ 20 bilhões, sendo R$ 4 bilhões de recursos públicos. Na eventualidade de o empreendimento atrair o setor privado, todos os estudos e projetos do trem regional entrarão como contrapartida do governo no intercidades. Governo do Estado prevê licitar o projeto ainda neste semestre.
Circuito – trecho entre Campinas, Amparo, Pedreira e Jaguariúna para o transporte de cargas e passageiros. O custo é de R$ 155 milhões para a elaboração do projeto e execução da obra. Há interesse das indústrias dessa região em participar do empreendimento. Continua na gaveta.
“Falta ousadia dos governos para viabilizar a implantação de empreendimentos ferroviários. Falta principalmente vontade política”, afirmou o especialista em transporte Gervásio Solindo.
Ele lembrou o projeto do TAV, por exemplo, foi pensado pela primeira vez em 1981, quando a Empresa de Planejamento de Transportes (Geipot) realizou os primeiros estudos sobre a viabilidade da construção de um sistema ferroviário de alta velocidade para o transporte de passageiros entre Rio de Janeiro e São Paulo.
“Em nenhum lugar do mundo os trens de alta velocidade são empreendimentos privados. Em todos os países são estatais, mas aqui se quis inovar e deu o esperado. Mais um projeto importante foi parar no fundo da gaveta”, afirmou em publicação do jornal Correio Popular de Campinas
O presidente do Núcleo Regional Campinas do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), Alan Cury, diz que a grande dificuldade em colocar em prática os projetos férreos está justamente no abandono estratégico de linhas férreas que o Brasil assumiu: “Mesmo tendo enormes cicatrizes rasgando a cidade em todos os sentidos, com raios de curvas favoráveis à implantação de trilhos, eles só terão sentido se fizerem parte de um todo, transportando pessoas de origens a destinos potenciais, de onde poderão baldear de forma ordenada com outros modais, incluindo calçadas e ciclovias”, afirmou.
Segundo Alan, isso significa que esses projetos devem estar integrados a um Plano Diretor Regional de Mobilidade, contemplando o Estado de São Paulo, a região metropolitana e os principais vetores econômicos como Sorocaba-Campinas
Esses sete projetos ferroviários, e outros que virão, são mais que necessários, disse. “São fundamentais a uma cidade que não para de crescer. Não há como vislumbrar o futuro de Campinas, sem que a cidade esteja na vanguarda da mobilidade nacional”, disse.
O presidente do Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano (CMDU), Fábio Bernils, avalia que os projetos hoje engavetados indicam pelo menos que os poderes públicos iniciaram a discussão de outro modelo de transporte de pessoas, uma vez que o modelo existente sobre pneus está cada vez mais saturado, ineficiente e inseguro: “Mas essa iniciativa necessita de um planejamento estratégico para poder de fato acontecer. O que nos deixa apreensivos é como as relações entre essas três esferas de poder (União, Estado e Município) irá se realizar. Até que ponto a política partidária e até mesmo o corporativismo irão comprometer esses projetos”, afirmou
Para Bernils, o trem de alta velocidade, o trem regional e mesmo o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) municipal são projetos de grande importância na ampliação e no novo conceito do aeroporto de Viracopos: “Sem um modelo de transporte sobre trilhos, seja qual for sua velocidade, Viracopos ficará sufocado. Nesse contexto o planejamento estratégico comandado por uma agência ou outro órgão, desde que possibilite a efetiva participação da sociedade civil, é de extrema importância. Tem que haver comprometimento, seriedade e empenho político para realmente fazer acontecer”, disse Bernils.
Renato Lobo 

ViaTrolebus – 28/07/2014

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Trem vazio descarrila e prejudica circulação na Linha 11-Coral da CPTM

Composição manobrava entre Brás e Tatuapé quando o problema ocorreu. Incidente tinha reflexo na Linha 12- Safira.

Um trem vazio descarrilou e prejudicava a circulação na Linha 11-Coral, da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), no início da manhã desta sexta-feira (25). A Linha 12-Safira também tem reflexos.

A composição manobrava entre Brás e Tatuapé, por volta das 5h30, quando problema ocorreu. Às 7h, a via foi desobstruída, porém, o sistema continua apresentando lentidão.

Os trens continuavam a circular com velocidade reduzida e maior tempo de parada entre Luz e Estudantes. As plataformas da estação Guaianazes estavam lotadas. Os funcionários da CPTM restringiam a entrada dos passageiros na estação para evitar a superlotação, como informou o Bom Dia São Paulo. 

A Linha 12-Safira apresentava lentidão entre as estações Brás e Calmon Viana. Não há previsão para normalização do sistema.


G1- 25/07/2014

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Corintianos perdem último trem do Metrô e se revoltam

Presidente do Corinthians
Jogo contra o Bahia, no Itaquerão, terminou por volta de meia-noite,
Dezenas de torcedores que foram assistir à vitória do Corinthians sobre o Bahia, no Itaquerão, pela Copa do Brasil, perderam o último trem do Metrô, que partiu da Estação Corinthians-Itaquera por volta de 0h24 desta quinta-feira. Outros entraram correndo e conseguiram ultrapassar o portão apenas no último minuto. Inconformados, os torcedores que não embarcaram a tempo reclamaram da TV Globo, detentora dos direitos de transmissão, e do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, considerados culpados pelo horário da partida, que começou às 22 horas de quarta-feira. 
O trajeto entre a arena corintiana e a estação Corinthians-Itaquera é feito, a pé, em cerca de 15 minutos e, por isso, muitos torcedores não chegaram a tempo. Quem perdeu o Metrô teve de recorrer às lotações no Metrô Itaquera e aos ônibus extras que a Prefeitura ofereceu com ponto final no Terminal Parque Dom Pedro. A pressa dos torcedores, preocupados com o horário do transporte, fez com que o escoamento fosse rápido. Por volta de 0h30, poucos torcedores procuravam a alternativa.
A maioria dos torcedores, no entanto, decidiu não correr riscos com o horário e começou a sair do Itaquerão por volta de 26 minutos do segundo tempo. Com isso, não viram o terceiro gol, marcado por Renato Augusto, aos 44 minutos, de pênalti. Foi o caso do aposentado Ariovaldo Inácio, de 71 anos. "Sempre fui aos jogos, mas esse horário é um absurdo. Tive de sair 15 minutos antes para pegar o Metrô e outra condução", disse o corintiano. "Conheço pessoas que pagaram R$ 180 no ingresso e tiveram de sair na metade do segundo tempo porque moram em Francisco Morato", reclamou o torcedor Agnelo Matos.
Veja – 24/07/2014
Comentário do SINFERP

Não é mais fácil mudar o horário dos jogos? O ideal é que funcionasse 24 horas, mas não há vias e linhas que poderiam estar disponíveis enquanto outras estão em manutenção, serviço que é realizado na madrugada.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Novo trem de passageiros para Vitória (ES) começa a circular em agosto

foto Lincoln Zambietti
Com mais conforto e segurança, 56 novos carros foram fabricados na Romênia; não haverá alteração no preço da passagem.

Começa a circular, na primeira quinzena de agosto, os novos trens que farão a ligação de Belo Horizonte a Vitória. Os novos trens foram fabricados na Romênia e embarcaram no porto de Vitória no final de 2013. Com mais conforto e segurança, não haverá alteração no preço da passagem. Serão, ao todo, 56 novos carros, sendo dez executivos (R$ 91) e 30 econômicos (R$ 58).

Os carros da classe executiva ganharão mais espaço. Antes com quatro poltronas por fileira, os carros passam a ter somente três, com direito a som e iluminação individual. O ar condicionado passa a atender toda a locomotiva (o que impede a abertura das janelas), que também oferecerá pontos de energia elétrica acessíveis aos passageiros em toda a sua extensão. O investimento foi de cerca de U$ 80 milhões.

A Vale, responsável pela ferrovia, ainda estuda o destino para os trens antigos. Segundo Paulo Curto, gerente de operações do trem de passageiros da Estrada de Ferro Vitória a Minas, eles poderão ser enviados para atender às atividades de mineração no continente africano.


O Tempo – Camila Bastos - 22/07/2014

terça-feira, 22 de julho de 2014

Passageiros andam nos trilhos dos trens da SuperVia (RJ)

Uma falta de energia ocorreu entre as estações de São Cristóvão e Central.

Na manhã desta segunda-feira, um trem que seguia de Queimados para a Central parou de funcionar em São Cristóvão. O equipamento que liga o trem à rede elétrica apresentou defeito, por esse motivo, o trecho entre as estações São Cristóvão e Central do Brasil ficou sem energia por dez minutos, e alguns trens dos ramais Japeri e Santa Cruz precisaram aguardar ordem de circulação.

Alguns passageiros que estavam em uma composição a cerca de 500 metros da estação Central do Brasil abriram as portas da composição e desembarcaram na via. Imediatamente, equipes de atendimento foram direcionadas ao local da ocorrência e as equipes técnicas estão em São Cristóvão para realizar os reparos necessários.

A SuperVia já divulgou novas informações e a circulação dos ramais de Japeri e Santa Cruz está normalizada.


Band.com – 22/07/2014

Estações do metrô de Salvador (BA) não têm licença para funcionar; CCR tem outras pendências

foto Netto Jr
Mais de 15 processos de licenciamento de áreas e uso de equipamentos da CCR Bahia – empresa que opera o metrô de Salvador – seguem pendentes na prefeitura. Antes mesmo da inauguração, no último dia 11 de junho, sequer o alvará de funcionamento tinha sido emitido pela Superintendência de Controle e Ordenamento do Uso do Solo do Município (Sucom).

O Bahia Notícias apurou que hoje, 40 dias após o início das operações, nenhuma das quatro estações ativas – Acesso Norte, Brotas, Campo da Pólvora e Lapa – possui Habite-se, autorização para início de utilização de construções ou edificações. Segundo informações obtidas no Palácio Thomé de Souza, a concessionária desconhecia que cada terminal, individualmente, precisava de um documento. Vistorias realizadas pela Sucom nas unidades já detectaram problemas diversos, a exemplo de falta de extintor de incêndio em local correto, sinalização de saídas de emergência, ausência de detectores de fumaça, bem como outras divergências entre o que foi aprovado no projeto original e o que está em atividade.

Até mesmo restrições da CCR no Cadin – espécie de SPC para prestadores da administração pública – foi identificada, como dívida de aproximadamente R$ 2 mil de prestador de serviço terceirizado por falta de recolhimento de contribuições previdenciárias.

Fontes municipais apontam que, como as pendências não põem em risco a segurança do meio de transporte, a Sucom precisou fazer "vistas grossas" a algumas irregularidades e ter "muita boa vontade" com o empresa de transporte sobretudo por dois motivos.

O próprio prefeito ACM Neto solicitou a flexibilização das normas, pelo fato de o modal ser "importante para a cidade". Já a CCR, que assumiu o serviço após uma década de obras, tem dificuldades para levantar parte da papelada exigida. Embora o governador Jaques Wagner já tenha dito a interlocutores que a prefeitura "está matracando licenças" de interesses do Estado, devido às eleições, no Município a tese é de que, se o sistema fosse de importância exclusivamente privada, o metrô ainda estava emperrado sobre os trilhos.


Bahia Notícias – Evilásio Júnior - 21/07/2014