segunda-feira, 6 de julho de 2015

Trem Orient Express inaugura rota rumo a Berlim em 2016

O lendário trem Venice Simplon-Orient-Express apresenta uma nova viagem. A nova rota conecta três capitais europeias históricas: Londres, Paris e Berlim, e a saída inaugural parte de Londres com destino a Berlim no dia 2 de junho de 2016. Durante a jornada de dois dias, os passageiros vão poder relaxar e desfrutar a viagem conforme o trem atravessa o norte da França, o interior alemão e chega a tempo de aproveitar o fim de semana em Berlim, uma das cidades mais fascinantes da Europa.
Os vagões originais em estilo art déco do Venice Simplon-Orient-Express remetem aos anos 1920, com marchetaria na madeira, móveis ornamentais e os elegantes vagões-restaurantes, que trazem desde a alta gastronomia até os coquetéis clássicos, champagnhe e entretenimento no bar. As cabines noturnas mais parecem um quarto de hotel e oferecem ainda mordomos particulares. O trem retorna de Berlim para Paris ou Londres no dia 4 de junho de 2016, e os preços para cabine dupla, com todas as refeições a bordo, começam em US$ 3.206 por pessoa. 
Glamurama – 05/07/2015

domingo, 5 de julho de 2015

Prefeito Eduardo Paes apresenta primeiro trem do VLT (RJ)

O prefeito Eduardo Paes apresentou neste domingo (05/07) o primeiro dos 32 trens que vão integrar o sistema de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) na cidade. O novo transporte de passageiros ligará a Rodoviária Novo Rio, na Região Portuária, ao Aeroporto Santos Dumont, no Centro, a partir do primeiro semestre de 2016.

O novo modal de transporte não terá cobradores nem catracas no interior dos vagões. As bilheterias serão instaladas em quatro estações - Rodoviária, Central do Brasil, Praça 15 e Aeroporto Santos Dumont -, onde será possível comprar a passagem. Cada módulo vem equipado com oito validadores de Bilhete Único. O sistema prevê a instalação de 32 pontos de paradas para o embarque e desembarque de usuários. Não haverá cancelas ao longo dos 28 quilômetros de trilhos.

- O VLT representa a libertação do Centro, eliminando essa confusão de ônibus e, aos poucos, devolvendo qualidade de vida para quem mora na região, evitando grandes deslocamentos. Ele será integrado às barcas, aos trens, ao metrô e aos BRTs. Além de representar a volta do bonde, que sempre foi uma marca do Rio, concebido para tornar a cidade mais justa e melhor — disse Paes. 

O VLT entrará em funcionamento após passar por uma série de testes. As avaliações estáticas (veículo parado) já começaram a ser feitas para verificar os sistemas de informação; já as dinâmicas (veículo circulando) serão realizadas no fim do ano, para observar o nivelamento, a frenagem, a aceleração e outros itens das composições.

Cada trem vai transportar 420 passageiros a uma velocidade média de 15km/h a 17km/h, em intervalos de três a três minutos e meio, de acordo com a linha, demanda e horário. O primeiro trecho do VLT terá como eixo principal a ligação entre a rodoviária e o aeroporto. O segundo interligará a Central do Brasil à Praça 15. 
A Secretaria Municipal de Transportes vai divulgar em breve o número exato de linhas de ônibus municipais que serão substituídas após a implantação gradativa do VLT. Até o fim do ano, mais quatro composições, fabricadas na França, chegam ao Rio. Todas passarão por testes antes de entrarem em operação. No primeiro trimestre de 2016, os trens fabricados em Taubaté, interior de São Paulo, começam a ser entregues. 
A concessão do serviço tem prazo de 25 anos. O novo meio de transporte receberá investimentos de R$ 1,157 bilhão, sendo R$ 532 milhões com recursos federais do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC2) e R$ 635 milhões viabilizados por meio de Parceria Público Privada (PPP) da Prefeitura do Rio.
Com design inovador, o trem — concebido de forma a reduzir o impacto visual — promove harmonia e integração das composições ultramodernas às construções históricas de boa parte do trajeto. Na área interna do veículo, predominam as cores verde e azul, em homenagem à paisagem do Rio.
O inovador sistema de fornecimento de energia APS (alimentação pelo solo) fará com que o Rio de Janeiro seja a segunda cidade do mundo a ter um VLT em operação totalmente livre de catenárias, cabos aéreos de captação da energia. O primeiro deste tipo está em operação em Dubai, na Ásia.
Interdições
Algumas vias do Centro do Rio sofreram novas interdições para as obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) desde sábado (04/07). A Praça da República foi interditada entre a Avenida Presidente Vargas e Rua da Constituição. As obras fecharam também novo trecho da Rua da Constituição, entre a Praça da República e a Rua Gomes Freire. Os cruzamentos ao longo das vias foram mantidos, e a Rua República do Líbano passou a operar em mão invertida.
Quem circula pela região de ônibus deve ficar atento às mudanças nos pontos e itinerários das linhas, a partir das 14h de sábado. Os ônibus municipais das linhas 313, 371, 383, 391 e 202 terão itinerário alterado. Já os ônibus intermunicipais que terão novo trajeto serão as linhas 426A, 520D, 535D, 540D, 749D, 1520D, 2520D, 2535D, 490B e 522B.
Para auxiliar a população, a CET-Rio vai fazer uma operação com faixas instaladas em cruzamentos trarão informações aos motoristas sobre alterações e novas rotas. A operação de trânsito será reforçada com o deslocamento de 21 operadores de tráfego especificamente para os trechos e utilização de 12 painéis de mensagens variáveis adicionais. 

Jornal do Brasil – 05/06/2015

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Empresa de delator da Lava Jato é citada em cartel dos trens (SP)

O cartel teria beneficiado a T'Trans, empresa que está na mira do Ministério Público paulista e do Cade por ter participado do cartel no setor metroferroviário paulista.

São Paulo - As investigações dos maiores escândalos recentes envolvendo governos do PT e do PSDB mostram que empresas de um dos delatores da Lava Jato e executivo que admitiu ter participado do esquema de cartelização nas licitações da Petrobras Augusto Ribeiro Mendonça foram subcontratadas no esquema que, segundo o Ministério Público de São Paulo, permitiu a cartelização de licitações do Metrô e da CPTM.
A prática teria beneficiado a T'Trans, empresa que está na mira do Ministério Público paulista e do Cade por ter participado do cartel no setor metroferroviário paulista.
A própria T'Trans surgiu de uma sociedade entre Massimo Giavina-Bianchi e a empresa PEM Engenharia, de Augusto Ribeiro Mendonça, em 1997.
A sociedade durou até 2006 e atualmente os ex-sócios respondem cada um a ações penais na Justiça por envolvimento em diferentes escândalos que envolvem cartelização de empresas.
Enquanto Augusto Mendonça é réu em duas ações penais na Justiça Federal no Paraná acusado de ter atuado em um cartel no setor petrolífero, pago propinas a funcionários da Petrobras e para o PT, Massimo Bianchi responde a três ações penais na Justiça de São Paulo por ter supostamente atuado em um cartel e cometido crimes financeiros em licitações do Metrô e da CPTM durante os governos do PSDB em São Paulo.
As investigações do Grupo Especial de Delitos Econômicos (Gedec) do Ministério Público de São Paulo mostram ainda que, em ao menos duas licitações sob suspeita, as empresas de Augusto Mendonça foram subcontratadas de forma a beneficiar a empresa de seu então sócio:
1)Licitação internacional 83578 da CPTM para o fornecimento e instalação do sistema para transporte sobre trilhos para implantação da Ligação Capão Redondo - Largo do Treze, conhecida como Linha 5 - Lilás do Metrô, concluída no ano 2000;
2) Licitação internacional nº 40015212/2005, da Companhia do Metropolitano de São Paulo - Metrô, para elaboração do projeto executivo, fornecimento e implantação de sistemas para o trecho Ana Rosa - Ipiranga e sistemas complementares para o trecho Ana Rosa - Vila Madalena da Linha 2 - Verde do Metrô de São Paulo, concluída em 2005.
No primeiro caso, no ano 2000, 21 dias após vencer a licitação, o consórcio Sistrem, formado por Alstom, Siemens, CAF e Daimler Chryisler, subcontratou a Setal Engenharia, Construções e Perfurações.
"A Setal Engenharia Construções e Perfurações S/A (posteriomente a empresa mudou de nome e passou a ser chamada Setal Óleo e Gás, ou SOG), entretanto, era empresa controlada pela PEM Engenharia, Construções e Perfurações S/A, que integrou o Consórcio Metrô Cinco durante o procedimento licitatório", aponta o promotor do Gedec, Marcelo Mendroni na denúncia contra executivos das empresas envolvidas na licitação, incluindo Massimo Bianchi. O Consórcio Metrô Cinco disputou a licitação contra o consórcio Sistrem e foi derrotado.
Um ano depois, as empresas de Augusto Mendonça, que firmaram acordo de leniência com o Cade no âmbito do cartel nas licitações da Petrobras, repassaram os direitos e obrigações subcontratados para a Trans Sistemas de Transportes S/A, a T´Trans, de seu então sócio Massimo Bianchi, orçados em R$ 9,3 milhões.
"Oportuno analisar que, se o Consórcio Sistrem tinha (ou deveria ter) plenas condições para executar integralmente o contrato celebrado com a CPTM, tanto que comprovou habilitação técnica no procedimento licitatório", aponta Mendroni, que diz ainda que "não havia motivo concreto para solicitação de subcontratação apenas 21 dias após a da celebração do contrato com a CPTM, como o fez em relação a empresa Setal Engenharia Construções e Perfurações S/A".
Na segunda licitação, realizada em 2005, o consórcio Linha Verde, também composto pelas empresas Alstom e Siemens (que firmaram acordo de leniência com o Cade e admitiram a cartelização) venceu o certame.
Um mês depois de assinar o contrato com o Metrô, a Siemens solicitou a subcontratação da PEM Engenharia para executar parte do contrato e, 15 dias depois, foi vez de a Alstom solicitar a subcontratação da mesma empresa, para atuar em outra parte das obras. Os dois pedidos foram acatados pelo Metrô.
Neste caso, também chamou a atenção do Ministério Público de São Paulo o fato de que a proposta vencedora do certame ficou acima do preço estipulado pelo Metrô.
Além disso, o consórcio que foi derrotado, chamado Linha Dois (composto por T'Trans, Bombardier e Balfour Beatty), abriu mão do direito de entrar com um recurso administrativo contra o resultado da disputa. O próprio Massimo Bianchi assinou a manifestação que foi encaminhada ao Metrô abrindo mão do direito.
As próprias empresas lenientes, Siemens e Alstom, encaminharam para as autoridades o contrato de subcontratação da PEM Engenharia como sendo uma das provas do cartel e inclusive afirmaram que ela foi subcontratada "representando" a T'Trans.
"O Consórcio Linha Verde, integrado pela Alstom e Siemens, subcontratou exatamente as mesmas empresas que derrotou (em referência a Bombardier) na licitação pública, ou empresas integrantes dos grupos ligados a elas (caso da "PEM"), em evidente acordo anticompetitivo", aponta Marcelo Mendroni.
Apesar de citar as empresas do delator da Lava Jato nas denúncias que apontam as irregularidades nas duas licitações, o Ministério Público de São Paulo não faz acusações específicas contra os executivos destas empresas - que não aparecem na documentação sobre as reuniões e trocas de e-mails para discutir os "acertos" do grupo do cartel encaminhada ao Cade, As acusações são feitas contra os executivos da T'Trans.
No entendimento da promotoria, as empresas de Augusto Mendonça faziam parte do mesmo grupo da T'Trans, que foi citada como participante do conluio no acordo com o Cade, e cujos executivos teriam participado dos acertos, por meio de reuniões e de trocas de e-mails utilizados como prova pelo MP paulista.
A reportagem entrou em contato com a defesa de Massimo Giavina-Bianchi para saber se o executivo chegou a tratar de acertos para o setor metroferroviário com Augusto Mendonça, mas foi informado que ele está viajando no exterior e não teria condições de responder aos questionamentos nesta semana.
O executivo vem negando irregularidades nas licitações apontadas pelo Ministério Público de São Paulo. A reportagem também entrou em contato com o escritório da advogada Beatriz Catta Preta, que defende Augusto Mendonça, por e-mail desde o começo da semana, mas não obteve retorno.
Defesa
"A CPTM e o Metrô não compreendem o sentido da reportagem, já que não há uma só menção ao Governo do Estado de São Paulo e às duas companhias nas 59 páginas da delação premiada de Augusto Ribeiro de Mendonça Neto no âmbito da Operação Lava Jato.
Ribeiro menciona irregularidades em relação à Petrobras, não citando funcionários públicos ou empresas estatais paulistas.
Sobre as investigações que apuram a formação de cartel no sistema metroferroviário, que teria afetado contratações públicas das estatais federais CBTU e Trensurb, bem como licitações em MG,RS, RJ, DF e SP, em São Paulo, a apuração, a cargo da Corregedoria Geral da Administração, colheu 63 depoimentos que acarretaram no desligamento de 10 pessoas identificadas como suspeitas.
Também está em andamento uma ação judicial movida pela Procuradoria Geral do Estado contra as empresas envolvidas em busca do devido ressarcimento dos cofres públicos.
A CPTM e o Metrô, assim como o governo de São Paulo, são os maiores interessados na apuração, elucidação e punição de quaisquer irregularidades apontadas."

Exame.com – Mateus Coutinho - 03/07/2015

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Secretário de Transportes do RJ promete melhorias nos trens

Osório comentou a série do Bom Dia Rio sobre problemas no sistema. Estão previstas mudanças nos ramais de Deodoro, Santa Cruz e Japeri.

Uma série especial do Bom Dia Rio mostrou os problemas nos trens da SuperVia. Nesta quinta-feira (2), o secretário Estadual de Transportes, Carlos Roberto Osório, anunciou reforço da frota com a compra de trens novos com oito carros e ar condicionado, a partir de julho, no ramal de Belford Roxo, na Baixada Fluminense. Segundo ele, esta linha é a mais problemática da rede.  Ele prometeu também operação direta a partir da Pavuna. Ao longo do semestre outras melhorias foram anunciadas pelo secretário, como novos horários para Vila Inhomirim e mudanças nos ramais de Santa Cruz, Deodoro e Japeri.

Osório disse que o sistema é fundamental para o transporte da cidade e oferece uma série de desafios. Como relação aos horários e constantes atrasos, reclamações frequentes dos usuários do transporte, o secretário disse que são fiscalizados pela agência reguladora Agetransp e acompanhados pela secretaria. Ele lembrou que a SuperVia foi multada em quase R$ 150 mil  por causa de problemas no sistema.

 “Temos problemas, mas o usuário de trens sabe que a circulação vem melhorando. Não está boa ainda. No ramal de Belford Roxo, por exemplo, vamos ter sete trens novos chegando este mês. Este ramal ainda não tem nenhum trem com ar condicionado”, frisou o secretário.

Osório lembrou que das 18 estações do ramal de Belford Roxo, quatro têm problemas porque só comportam trens de seis vagões. Então para servir o usuário, a SuperVia vai ter um serviço semidireto com as estações de maior movimento que comportam os maiores trens, como Belford Roxo, Pavuna para a Central do Brasil e outro serviço com trens paradores de seis composições.

“Já determinamos que a SuperVia alongue as plataformas para comportar composições com oito vagões”, disse Osório, destacando que todo o sistema de transportes do Rio tem enfrentando uma crise de passageiros e que o trem é o que tem atraído mais passageiros por causa da melhoria da qualidade dos serviços.

Novos horários

A estação de Guapimirim, que não tem conexão da rua com a plataforma — por isso, os passageiros têm de passar pelos trilhos — vai ganhar novos trens. O secretário também prometeu levar dois VLTs de Macaé para este ramal.

O secretário anunciou ainda que o ramal de Vila Inhomirim vai ganhar dois novos horários no pico da manhã a partir de agosto e dois novos horários no pico da tarde. “Esse ramal quase foi extinto. Vamos lutar para recuperar esse ramal, que não tem eletrificação, botando novas máquinas para reduzir os intervalos, a partir de agosto”, garantiu Osório.

No ramal de Saracuruna foi implantada uma baldeação em Gramacho, em abril, para diminuir os intervalos entre Gramacho e a Central do Brasil. Ele destacou que entre Gramacho e Saracuruna há apenas uma linha e a solução definitiva é a duplicação dessa linha. O secretário disse que tem recursos do Banco Mundial para fazer essa obra e eliminar a necessidade de baldeação.

“Com a baldeação em Gramacho reduzimos os intervalos em 10 minutos. Isso atraiu mais passageiros. O ramal foi de 85 mil passageiros por dia para 105 mil passageiros por dia. Ganhamos novos passageiros porque conseguimos reduzir os intervalos. Evidentemente a baldeação é um incômodo, mas conversei com passageiros que e a duplicação é a solução definitiva. A conexão entre Vila Inhomirim e Saracuruna precisa de mais bilheteiros e reformamos a estação para que os usuários possam fazer a transposição mais rápido”, detalhou o secretário.

Renovação

Osório lembrou que o sistema foi destruído nos últimos 35, 40 anos. Mas ele disse que o governo do estado comprou 110 trens, dos quais 67 já chegaram. A SuperVia também comprou 20 trens e reformou outros 42. A compra de novos trens permite gradativamente a redução dos intervalos. Os trens das décadas de 50 e 60 quebram e reduzem a confiabilidade no sistema.

“Faltam 45 trens para chegar. Eles vão chegar até o início do ano que vem. Isso vai dar mais estabilidade no sistema. Mas já temos alguns ramais com redução de intervalos e mais confiabilidade, porém, temos outros ramais ainda muito ruins, que ainda operam com máquinas antigas e que não têm nenhum trem novo. A sensação de melhora vai acontecer ao longo deste ano”, disse Osório acrescentando que a melhoria no sistema já permitiu um aumento de 15% no número de passageiros.


G1 – 02/06/2015

quarta-feira, 1 de julho de 2015

SuperVia (RJ) pede aumento da tarifa dos trens

Reajuste de R$ 0,30 seria por causa da alta da energia, mas Agetransp nega o pleito
Rio - A Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos de Transportes Aquaviários, Ferroviários e Metroviários e de Rodovias do Estado do Rio (Agetransp) negou ontem, o reajuste de mais R$ 0,30 na tarifa dos trens. O acréscimo foi solicitado pela SuperVia para compensar o desequilíbrio econômico-financeiro devido ao aumento na cobrança de energia elétrica. 

Segundo a concessionária, os gastos com energia aumentaram 68,65%, nos últimos meses, o que representa um desequilíbrio de mais de R$ 38 milhões nas contas da empresa até novembro. Em nota, a Secretaria Estadual de Transportes alegou que vai manter o valor da passagem, mas tentará negociar com a Light outra forma de abastecimento. Uma das opções em estudo é abater o valor das dívidas da fornecedora de energia com o Estado, em troca do serviço com a SuperVia. 

A Agentransp também aplicou ontem, três multas à concessionária responsável pelos trens, no valor de R$ 114.962,63. As penalidades foram pelos incidentes ocorridos no sistema ferroviário no ano passado e em 2012. O último deles foi no dia 31 de março de 2014, quando uma composição parou entre as estações Maracanã e São Cristóvão, e passageiros tiveram que desembarcar na linha férrea. 

Nas deliberações da Agência, publicadas ontem, três recursos para outras multas foram negados, sendo dois da SuperVia e um do Metrô Rio. Estas penalidades chegam a R$ 115.456,20. A SuperVia informou que fará a quitação das infrações referentes ao recurso.


O Dia – Angélica Fernandes - 30/06/2015

domingo, 28 de junho de 2015

Viagem de trem passa por viadutos de 100 anos e cânion em torno de rio, na Nova Zelândia.

Passeio na Nova Zelândia passa por paisagens só acessíveis de trem. Trajeto começa em estação considerada uma das mais bonitas do mundo.

Uma viagem de trem puramente contemplativa, que leva a vilarejos com poucas centenas de habitantes, começa em uma estação de trem considerada uma das mais bonitas do mundo e passa por uma ferrovia construída há mais de 100 anos que margeia um cânion forjado por um rio.

Essa é a descrição mais básica da Taieri Gorge Railway, ferrovia que passa por paisagens que não podem ser acessadas de outra forma na Nova Zelândia, e atrai turistas de todo o mundo.

O passeio mais popular é o que vai de Dunedin, cidade litorânea na ilha sul, famosa por sua universidade, a maior do país, até Pukerangi – com extensão uma ou duas vezes por semana até o vilarejo de Middlemarch. A maior parte dos passageiros faz o trajeto de ida e volta, que até Pukerangi dura no total quatro horas.

Durante a viagem, paisagens cada hora mais bonitas vão surgindo pela janela – convidando os passageiros a encarar o vento frio e as baixas temperaturas que atingem a região na maior parte do ano para ficar do lado de fora, nas interligações entre vagões, onde a experiência fica ainda mais interessante com o vento batendo no rosto e a ausência de interferência dos vidros das janelas.

O passeio feito pelo G1 foi apenas de ida, até Pukerangi. Foram cerca de duas horas, com uma parada e algumas reduções de velocidade para fotos, para completar 58 km.

O trajeto margeia em metade de seu caminho o desfiladeiro Taieri, um cânion forjado pelo rio de mesmo nome. A ação da natureza gerou paisagens encantadoras, ressaltadas pela vegetação avermelhada de outono, o céu azul e o sol da tarde.

O trem avança pelo desfiladeiro de uma maneira que hoje parece fácil, mas que exigiu a construção de dez túneis – o mais longo com 437 metros - e diversas pontes e viadutos. Apesar das mudanças, a ferrovia de alguma maneira se funde com a natureza, em uma simbiose na qual uma parece completar a outra perfeitamente.

Uma das pontes, o chamado de viaduto Wingatui – uma estrutura de ferro de 197 metros de comprimento, localizada a 47 metros de altura – foi construída em 1887 e é considerada por especialistas uma verdadeira obra de arte da engenharia. O viaduto é uma das maiores estruturas de ferro do hemisfério sul.

A viagem é feita para a contemplação – o importante não é o destino em si, mas o caminho por onde se passa, a ação da natureza, e a sensação de se estar em um local único, isolado, no qual é possível voltar no tempo e reduzir a velocidade da vida para prestar atenção no que é único.

Construção há mais de 100 anos

A ferrovia começou a ser construída no fim do século XIX e entrou em operação no início do século XX. Ela funcionou até 1990, quando as linhas de carga foram fechadas. Logo depois, o serviço de trens de turismo começou a operar, chegando à maneira como é oferecido atualmente.

O início da construção da ferrovia coincidiu com o período em que Dunedin era o centro comercial da Nova Zelândia – a cidade foi a primeira a ser construída no país. O novo caminho servia principalmente para o transporte de cargas, como bens de consumo e matéria-prima.

Em 1906 foi inaugurada a estação de trem da cidade, um prédio que já foi eleito pela revista americana especializada em turismo ‘Condé Nast Traveler’ como uma das estações ferroviárias mais bonitas do mundo.

Mais de 100 anos depois, ela conserva sua glória, combinando o estilo arquitetônico flamengo-renascentista com o revestimento externo, que tem pedras brancas calcárias locais claras, chamadas de Oamaru, e rochas negras basálticas. A estação é grandiosa e cheia de detalhes, chamando a atenção no centro de Dunedin, que mesmo com mais de 110 mil habitantes conserva o estilo de pacata cidade do interior.

Dentro o acabamento é luxuoso, do teto aos banheiros. O hall onde são feitas as reservas têm um piso feito em mosaico, com mais de 750 mil pedaços de porcelana. A principal plataforma de embarque, com um quilômetro de extensão, é a maior do país, e vira palco do principal desfile de moda da ilha sul todo mês de outubro.


G1 – Juliana Cardilli - 28/06/2015

sábado, 27 de junho de 2015

Mulher tem pé amputado após cair em vão entre o trem e a plataforma (RJ)

Acidente ocorreu por volta das 11h, em Santa Cruz, Zona Oeste do Rio. Karina Amarante foi encaminhada para cirurgia no Hospital Pedro II.

A passageira da SuperVia que caiu no vão entre o trem e a plataforma ao tentar embarcar em uma composição na estação Santa Cruz, por volta das 11h desta sexta-feira (26), teve o pé amputado. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, Karina Amarante passou por uma cirurgia no Hospital Pedro II durante a tarde desta sexta e segue internada sem previsão de alta e o estado de saúde dela é estável.

De acordo com a concessionária, agentes de controle da SuperVia prestaram auxílio imediato e o Corpo de Bombeiros foi imediatamente acionado.

De acordo com Rafaela Sales, que testemunhou a cena, a vítima foi arrastada e teria tido uma fratura grave no pé. "Por falha da central de controle, o tráfego dos trens na estação não foi paralisado e durante o socorro da menina, ainda nos trilhos, um trem quase atropelou ou socorristas do SAMU e os agentes de segurança da estação. Eles tiveram que ser retirados da linha férrea as pressas por passageiros que observavam o socorro", disse a passageira.


G1 – 26/06/2015

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Com obras paradas, canteiros do VLT de Cuiabá (MT) devem ser recuperados

Foto André Souza
Implantação do VLT está parada, mas canteiros nas ruas estão destruídos. Com obra judicializada, governo pediu autorização para amenizar situação.

O governo do estado pediu autorização à Justiça para restaurar os canteiros demolidos nas ruas de Cuiabá por conta da implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) enquanto as obras não são retomadas. A iniciativa visa amenizar com paisagismo e recapeamento os inconvenientes causados em trechos já afetados pelo VLT nas avenidas Historiador Rubens de Mendonça (Avenida do CPA) e Tenente Coronel Duarte (Avenida da Prainha), nos quais o asfalto e os canteiros já foram comprometidos.

Já o pedido de autorização por parte da Justiça se deve ao fato de que as obras do VLT são atualmente objeto de conciliação judicial entre o estado e o consórcio de empresas responsável pelo projeto, o Consórcio VLT. Somente após o fim do processo de conciliação as obras podem ser retomadas.

De acordo com a Secretaria de estado de Cidades (Secid), o intuito do governo é retomar o quanto antes a implantação do VLT, mas as medidas paliativas foram cobradas pelo próprio governador Pedro Taques (PDT). Os recursos necessários para os trabalhos ainda deverão ser destinados.

O projeto de recuperação das áreas afetadas pelas obras agora paradas também foi apresentado aos comerciantes na Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL).

A eles, o secretário de Cidades, Eduardo Chiletto, também explicou que, quando as obras do VLT finalmente forem retomadas, deverão ser modificadas as alterações paliativas anunciadas agora.

Medidas paliativas

Uma das medidas é a retirada dos blocos de concreto que atualmente servem para delimitar pistas na Avenida da Prainha.

Ali, perto do cruzamento com a Avenida Dom Bosco, o espaço amplo do canteiro central deverá servir como estacionamento e pista de tráfego provisória.

Na Avenida do CPA, o canteiro central demolido é mais amplo e, hoje, está tomado apenas por terra. O projeto da Secid é cobrir o espaço com brita em determinados locais e grama em outros.


G1 – 25/06/2015

Seis executivos tornam-se réus no processo do cartel do Metrô de São Paulo


Seis executivos de empresas envolvidas no cartel do Metrô de São Paulo tornaram-se réus na Justiça do estado. São eles: Telmo Giolito Porto, da empresa Tejofran; Adagir Abreu, da MPE; Cesar Ponce de Leon, da Alstom, além de três executivos Temoinsa: Wilson Daré, Maurício Memória e David Lopes.

A denúncia apresentada pelo Ministério Público Estadual (MPSP), em maio deste ano, argumenta que o crime de cartel ocorreu durante a reforma das linhas 1 (Azul) e 3 (Verde) do Metrô de São Paulo e a modernização de 98 trens dessas linhas. As práticas anticoncorrenciais nos procedimentos licitatórios ocorreram no governo de José Serra, entre 2008 e 2009.

Segundo a denúncia, as empresas fizeram acerto para evitar a concorrência na licitação por meio de consórcios, sempre com divisões predeterminadas dos objetos dos contratos. O valor total dos contratos, nesse período de dois anos, chegou a R$ 1,75 bilhão.

O MP pediu a prisão preventiva de César Ponce de Leon, que foi negada pela Justiça. O MP solicitava comunicação à Polícia Federal e à Interpol, a organização internacional de polícia criminal. Segundo a promotoria de Justiça, o executivo é estrangeiro e não foi localizado para ser ouvido nas investigações, pois mora no exterior.

Para o Ministério Público, por estar fora do país, ele poderia escapar de responder ao processo criminal. “O fato de ser o réu estrangeiro e morar no exterior, por si só, não traz a presunção absoluta de que pretenda frustrar a aplicação da lei penal ou atrapalhar o trâmite processual através de eventual fuga”, diz a decisão da juíza Cynthia Maria Sabino.

O MPSP chegou a denunciar à Justiça, no mês passado, 11 executivos de empresas do setor ferroviário e um funcionário da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos por formação de cartel em contratos firmados em 2007 e 2008. As empresas teriam dividido entre si três contratos administrativos, combinando as propostas a serem apresentadas nas licitações.

Em nota, o grupo Tejofran diz que jamais participou de cartel e que defende a lisura da atuação de seus funcionários, que seguem rigorosos mecanismos de controle. “[O grupo] esclarece ainda que, em relação aos contratos citados, tentou participar de três processos, mas foi desqualificado de todos eles, mesmo recorrendo nas esferas administrativa e judicial. Obteve contrato somente do edital que foi desmembrado pelo metrô. Mensagens citadas no inquérito tratam de tentativas da formação de um consórcio que nem mesmo se efetivou. A empresa coloca toda sua contabilidade à disposição da Justiça, o que permitirá comprovar que não houve sobrepreço”, diz a nota.

A Alstom disse apenas que “respeita as leis brasileiras e as regras dos editais das licitações de que participa”.

Agência Brasil ligou para os telefones disponíveis no site das empresas MPE e Temoinsa, mas ninguém atendeu às ligações.


Agência Brasil – Fernanda Cruz - 25/06/2015

quinta-feira, 25 de junho de 2015

E o SINFERP participou de mais uma reunião da Frente Parlamentar em Defesa da Malha Ferroviária Paulista

Melhor do que a maioria das anteriores, a reunião da Frente Parlamentar em Defesa da Malha Ferroviária Paulista, ocorrida no dia 25 último na Assembleia Legislativa de São Paulo, embora pouco concorrida, como de costume, foi atraente.

Isso se deveu, segundo nosso entendimento, a dois fatores concomitantes: 1) o pequeno número de deputados presente; 2) o número desta vez maior de pessoas ligadas ao setor metroferroviário.

Continua sendo entrave o grande número de vereadores e prefeitos do interior, quase sempre da base do deputado que coordena a Frente, e que tende a regionalizar a questão ferroviária em nosso estado. Não raro tende a municipalizar. 

Todos os palestrantes discursaram sobre o que é evidente: a redução da malha, a falta de controle sobre os contratos de concessão, a perda das oportunidades, etc.

De posse da palavra o SINFERP reafirmou sua proposta: 1) a necessidade de um mapa OFICIAL contendo TODAS as linhas ativas e inativas (operacionais e não operacionais) da Malha Ferroviária Paulista (sob a responsabilidade do governo federal), bem como da correlata que está sob a responsabilidade do governo estadual (CPTM, Metrô, EFCJ e VLT de Santos).

Motivo? Saber o que está sob a responsabilidade de quem (governo federal, concessionárias e governo estadual) de maneira a saber sobre quem atuar.  Isso é necessário para por um fim ao empurra-empurra que impera no meio ferroviário quando do apontamento de responsabilidades. Além disso, para saber o que o governo federal e concessionários estão dispostos a “largar”, e o governo do Estado de São Paulo disposto a trazer para a sua responsabilidade.


Sem tais definições, e entende o SINFERP que todos continuarão escorregando sobre críticas e sobre projetos que esbarram em dúvidas elementares: afinal, a faixa de domínio sobre a qual se pretende construir uma ferrovia é da responsabilidade de quem?  Nesse cenário, como falar de trem para Sorocaba, São José dos Campos, Campinas e Baixada Santista, por exemplo?