quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Cidades francesas resgatam o 'bonde'

Besançon, no leste da França, ganhou em setembro sua primeira linha de tramway, como é chamado no país o "veículo leve sobre trilhos" (VLT). O município e seus arredores, com apenas 177 mil habitantes, tornou-se a 28ª cidade francesa a ter esse meio de transporte. Na prática, Besançon é o mais recente exemplo de localidade que havia, literalmente, perdido o bonde, e que reimplementou esse sistema várias décadas depois. 

Em Paris, levou 69 anos para o tramway voltar a circular na capital, em 2006. Em toda a França, entre os anos 30 e 50, esse sistema de transporte público foi desmantelado para dar espaço aos carros. Mas, curiosamente, foi a forte expansão do automóvel nas décadas seguintes e os consequentes problemas de congestionamento e de poluição que trouxeram o bonde de volta às cidades francesas, onde ele é agora visto como símbolo de modernidade na paisagem urbana. 

As duas primeiras linhas de VLT de nova geração foram inauguradas em meados dos anos 80 em Nantes, no oeste do país, e em Grenoble, no sudeste. A expansão em quase 30 anos foi rápida: além de circular agora em 28 municípios, inúmeras localidades ampliaram progressivamente sua rede com novas linhas. 

"Quase todas as cidades francesas com mais de 200 mil habitantes implementaram o VLT. Algumas de menor porte também fizeram isso", afirma o consultor Marc Le Tourneur, que possui um escritório em Montpellier e é um dos principais especialistas franceses na área. Ele foi responsável, por exemplo, pela construção e operação das redes de bondes em Montpellier e Estrasburgo. 

Existem várias razões que explicam o renascimento dos tramways na França. A primeira, aponta o consultor, é que os VLTs podem transportar três vezes mais passageiros do que os ônibus e custam muito menos que o metrô. "Em Montpellier, os 57 km de bondes realizados ao longo de 15 anos custaram o mesmo preço da segunda linha de metrô da cidade, que possui apenas 12 Km", diz Le Tourneur, que também foi diretor da multinacional francesa Transdev, operadora de várias redes de VLT na França e no exterior. 

O custo total de um projeto de tramway na França gira em torno de € 400 milhões para um trecho médio de 15 Km. É certo que para construir um sistema de corredores de ônibus o investimento é, geralmente, três vezes menor do que o de uma linha de bondes. Mas a longo prazo o sistema de VLT é mais vantajoso financeiramente, segundo o consultor. Além de transportar bem menos passageiros, os ônibus necessitam de um maior número de motoristas para efetuar distâncias equivalentes e têm custos operacionais maiores, ressalta Le Tourneur. 

Os VLTs têm outra vantagem: eles circulam mais rápido do que os ônibus. "Os bondes na França têm trilhos separados do restante do trânsito e não param nos sinais. Eles têm prioridade para avançar", diz ele.

Valor Econômico - 27/10/2014

Comentário do SINFERP


E lembrar que São Paulo, quando era uma cidade “atrasada”, tinha 240 km de trilhos para bondes, e elétricos. Ainda bem que hoje somos “adiantados”, “modernos”...

TREM-BALA VOLTA AOS PLANOS DO GOVERNO

Depois de oito anos de discussões, estudos e três tentativas frustradas de leilão, voltou aos planos do governo o polêmico projeto do trem-bala, que ligará Campinas e São Paulo ao Rio. Apesar de ter ficado adormecido durante este ano de eleições, o trem-bala continuou a ser alvo de estudos técnicos pela Empresa de Planejamento e Logística (EPL), que está próxima de concluir seus levantamentos para apresentar editais de contratação.

Uma fonte próxima ao projeto afirmou que, já no início de 2015, será possível apresentar os editais para contratação de novos estudos técnicos envolvendo itens como demanda, custos operacionais, investimentos necessários, geologia, entre outros.
A contratação de novos estudos passou a ser uma exigência do Tribunal de Contas da União (TCU). Em agosto, o órgão de fiscalização decidiu que o estudo de viabilidade técnica e econômica usado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para licitar o projeto não tinha mais condições de apoiar a contratação porque estava desatualizado.
O trem-bala é um projeto defendido pessoalmente pela presidente Dilma Rousseff, que fez diversas tentativas de licitar o trem-bala, mas acabou recuando. A situação econômica do País esboçada para 2015 não dá sinais de comportar espaço para gastos bilionários.
Na prática, porém, são mínimas as possibilidades de licitação do empreendimento no próximo ano. É preciso contratar os estudos, dar tempo para realizá-los e só depois submeter uma proposta de leilão ao gosto do mercado - antes, porém, isso terá de passar pelo crivo do TCU. Na melhor das hipóteses, portanto, caso Dilma decida realmente levar o projeto adiante, a licitação efetiva da obra só ocorreria em meados de 2016.
O projeto fez parte das discussões internas durante a campanha eleitoral de Dilma. No mês passado, durante uma entrevista com blogueiros, Dilma deu sinais claros de que o projeto está mais do que vivo em seus planos. "Nós achamos que o Brasil precisa do trem-bala", disse. O projeto foi adiado, segundo ela, devido a questões como busca de mais concorrência e a crise do euro, entre 2011 e parte de 2013. "Resolvemos esperar momentos melhores", disse. "É certo que entre Rio e São Paulo tem demanda suficiente."
O traçado de 511 quilômetros do trem-bala prevê a ligação entre Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas, com sete paradas no trajeto. Até dois anos atrás, o governo garantia que a obra ficaria pronta pelo custo de R$ 34 bilhões, mas empresas avaliavam que o empreendimento não sairia por menos de R$ 50 bilhões.
Época Negócios – 29/10/2014
Comentário do SINFERP

Para que serve, afinal, essa tal EPL, e que custa um bom dinheiro antes mesmo de fazer alguma coisa? Nova licitação para novos projetos, pois o Tribunal de Contas da União julga os existentes desatualizados? O que disso entende o Tribunal de Contas da União? O próprio governo, com seus muitos órgãos técnicos, não é capaz de rever projetos? A continuar assim, e logo mais teremos desembolsado R$ 34 bilhões apenas em projetos.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Discussão entre passageiros termina com um baleado na Estação da Luz

Segundo a CPTM, atirador foi detido e vítima, encaminhada para hospital. Circulação dos trens não foi afetada pelo incidente, de acordo com companhia.

Um homem foi baleado na Estação da Luz, no Centro de São Paulo, na tarde desta segunda-feira (27). Segundo a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), o crime aconteceu por volta das 17h30, após discussão entre o agressor e a vítima. A Polícia Militar foi acionada.

A vítima, um jovem de aparentemente 17 anos, levou um tiro no abdômen. Ele foi socorrido e levado à Santa Casa. O atirador, de cerca de 50 anos, foi detido por um segurança da CPTM. Não havia informações sobre a identidade do baleado nem a respeito de seu estado de saúde.

O incidente não afetou a circulação dos trens, segundo a companhia. Houve correria entre os usuários e cerca de nove pessoas foram atendidas na estação, com escoriações leves no corpo ou por motivo de desmaio.


G1 – 27/10/2014

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Linha 4 muda gargalos do metrô em São Paulo

Metrô de São Paulo: Nos últimos três anos, enquanto na Estação Sé a movimentação de pessoas caiu 20% em cada dia útil, a Luz e a República registraram aumentos de, respectivamente, 37% e 72%.

São Paulo – O metrô de São Paulo, que transporta 4,6 milhões de passageiros por dia, ganhou novos gargalos. Ao mesmo tempo, antigos pontos de conexão da rede estão um pouco menos superlotados. É o que revelam estatísticas obtidas pelo jornal O Estado de s. Paulo por meio da Lei de Acesso à Informação.

Nos últimos três anos, enquanto na Estação Sé a movimentação de pessoas caiu 20% em cada dia útil, a Luz e a República registraram aumentos de, respectivamente, 37% e 72%.

Essas duas paradas receberam um acréscimo de usuários depois da inauguração de estações da Linha 4-Amarela, em setembro de 2011.

Até então, a Luz só atendia, no sistema metroviário, à Linha 1-Azul. Naquele ano, passavam em média pela parada 195 mil pessoas diariamente. Em 2014, o patamar subiu para 268 mil.

O corretor Milton Alves, de 63 anos, mora na zona norte da capital e trabalha em Pinheiros, na zona oeste. Ele usa as Linhas 1 e 4 do Metrô e conta que gasta mais tempo para entrar e sair das estações, no percurso completo, do que na viagem em si.

"São 24 minutos efetivamente dentro dos trens e uns 26 nos acessos, já cronometrei." Ele critica o csaminho que os passageiros têm de fazer entre os acessos das Linhas 1 e 4 na Luz. "É ‘brava’ aquela interligação, porque precisamos dar uma volta grande."

Usuária da Estação Pinheiros, a editora de livros didáticos Gabriela Alves, de 26 anos, diz que o rush da tarde é complicado, especialmente das 18 às 20 horas.

"Fica um amontoado de gente nos dois primeiros andares. Felizmente, nunca deu confusão séria, porque poderia ser grave." Nessa parada, o aumento diário de passageiros foi de 253% entre 2011, quando a estação foi aberta, e este ano.

Outra parada que costuma provocar críticas dos passageiros é a Consolação, na Linha 2-Verde, que desde 2010 se conecta por um túnel à Paulista, na Linha 4. Essa interligação fica tão lotada nas horas de pico que o próprio Metrô já estudou algumas alternativas para tentar aliviar o grande fluxo, como a construção de outra passagem subterrânea entre as duas estações, mas até agora nada saiu do papel.

Conhecidas dos passageiros do Metrô como "tradicionais" pontos de superlotação, como Ana Rosa e Paraíso, que conectam as Linhas 1-Azul e 2-Verde, estão um pouco menos disputadas.

Neste ano, a média diária na Ana Rosa é de 182 mil passageiros, 5% menos do que três anos atrás. A estação vizinha, Paraíso, também teve variação negativa de usuários no período. Por ali, circulam atualmente nos dias úteis 187 mil passageiros, um número 31% inferior do que o registrado em 2011.

Redistribuição

Segundo a explicação do Metrô, o aumento do número de passageiros em algumas estações e o decréscimo em outras paradas historicamente movimentadas se dá pela abertura gradual da Linha 4, que "criou novas opções de trajeto e conexões, consequentemente redistribuindo o fluxo".

O superintendente da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP), Luiz Carlos Mantovani Néspoli, concorda com essa visão. "Por exemplo, na Luz, quem vem da zona norte e precisa ir para a oeste já transfere direto na Linha Amarela, não precisa mais ir para a Sé. Quem vem da zona leste e tem de ir à Paulista também segue direto pela Linha 3-Vermelha e desce na República."

Para ele, a inauguração da Linha 5-Lilás completa, até a Estação Chácara Klabin, o que só deve ocorrer a partir de 2016, deve fazer com que haja certo alívio em estações da Linha 4, como a Pinheiros e a Paulista. "O passageiro sempre leva em conta a lotação, a dificuldade de transferência e o tempo."

O Metrô informa que "novas opções de transferências serão criadas, redistribuindo a demanda". A empresa também divulgou que já concluiu o projeto para a construção de uma nova entrada da Estação Paulista na Rua Bela Cintra e que o processo para a locação do imóvel necessário à obra foi finalizado. A construção começa em breve.

Exame.com – Caio do Valle - 

sábado, 25 de outubro de 2014

Concessionária do Trem do Corcovado (RJ) investirá R$ 121 milhões em melhorias

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMbio) concluiu hoje (24) o processo de licitação que definiu a nova concessionária do Trem do Corcovado. O vencedor foi o consórcio formado pelas empresas Esfeco e Cataratas do Iguaçu, operadoras, respectivamente, do atual contrato do Trem do Corcovado e da estrutura de apoio do Parque Nacional do Iguaçu (PR). O consórcio explorará o serviço por 20 anos.

A nova administração investirá R$121 milhões em novos trens, na reforma das estações e modernização do sistema operacional, dos espaços de atendimento ao visitante e da rede elétrica. Além disso, o Trem do Corcovado ganhará sinalização e atendentes bilíngues, exposição sobre a história da ferrovia e do Parque Nacional da Tijuca e ainda integração com o futuro Espaço Paineiras e com o novo sistema de bondes de Santa Teresa, com inauguração prevista para 2015.

O retorno para a União será fixado em R$ 3,8 milhões anuais, adicionados a um valor variável de 9,9% da receita operacional bruta do consórcio e dos ingressos do Parque Nacional da Tijuca. As projeções são de aumento de até 40% na receita da União, sem acréscimo na tarifa do serviço.

Na abertura da licitação, no dia 2 de setembro, o chefe do Parque Nacional da Tijuca, Ernesto Viveiros de Castro, informou que a concessão objetiva melhorar a qualidade do serviço e integrar o trem ao parque, permitindo ao visitante entender que está dentro de uma área de conservação. “Tem uma série de cuidados que a gente vai incorporar, como a questão da poluição sonora, o monitoramento do impacto sobre a fauna e a flora, informações sobre a conservação da área e aspectos de educação e sensibilização ambiental", disse.

A Estrada de Ferro do Corcovado, inaugurada em 1884, liga o bairro do Cosme Velho ao Alto do Corcovado, no Parque Nacional da Tijuca. Por conta de sucessivos contratos de arrendamento com a Secretaria de Patrimônio da União, desde 1979 o serviço é operado pela Esfeco. Em 2013, a gestão da estrada de ferro foi repassada ao ICMBio, órgão gestor do parque e responsável pelo processo de licitação da nova concessão.


Agência Brasil – Armando Cardoso - 24/10/2014

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Trens de Moscou ganharão bibliotecas virtuais gratuitas

Em 2015 as composições de todas as 10 linhas de trem da grande Moscou serão equipadas com materiais gráficos exibindo códigos QR (tipo de código de barras que pode ser facilmente escaneado usando telefones celulares e equipamentos dotados de câmeras digitais) pelos dos quais os passageiros poderão ter acesso gratuito a livros de uma biblioteca virtual.
Segundo revelou à agência M24 o diretor do departamento de comunicações da empresa central de trens da grande Moscou, as primeiras obras disponibilizadas pelo projeto serão os clássicos das literaturas russa e mundial, gratuitos por já terem seus direitos autorais esgotados.
A preferência será igualmente dada a gêneros mais curtos, como contos e novelas, capazes de serem lidos pelos passageiros em 30 a 40 minutos. A seleção de livros disponibilizados pela biblioteca virtual dos trens moscovitas será renovada trimestralmente.

Diário da Rússia – 21/10/2014

Governo investe quase R$ 172 milhões em nova frota de trens para metrô de Belo Horizonte (MG)

O primeiro trem de um conjunto de 10 composições que integrarão a nova frota do metrô de Belo Horizonte desembarcou recentemente no Pátio de Manutenção São Gabriel, na região norte da capital mineira. São quatro carros que deixaram a fábrica, em Hortolândia e foram transportados por rodovia.
Com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC2), a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) está investindo R$ 171,9 milhões na compra dos trens. No final deste mês, começa a fase de testes estáticos nas oficinas da CBTU Belo Horizonte e, em novembro, os testes dinâmicos em via. O primeiro dos novos trens começa a circular com passageiros a partir de janeiro de 2015. Todos os outros nove estarão em operação até agosto de 2015.
Cada trem, com quatro carros, tem capacidade de transportar em média 1.300 passageiros. Com a incorporação destes novos trens, a frota de Belo Horizonte passará de 25 para 35 trens. Com isso, a CBTU Belo Horizonte espera transportar cerca de 50% a mais em número de passageiros, saindo dos atuais 230 mil passageiros/dia para cerca de 340 mil passageiros/dia.
Os novos trens contam com dispositivos de regeneração de energia que reaproveitam energia produzida durante a frenagem dos trens, reduzindo os custos de manutenção e colaborando com o meio ambiente, por meio da utilização de baterias alcalinas e do emprego de lubrificantes ecologicamente corretos.
O novo trem do metrô de Belo Horizonte conta com assentos preferenciais para gestantes, idosos, passageiros com necessidades especiais, destacando-se a área reservada para cadeirantes com cinto de segurança e rampa de acesso para embarque/desembarque. As pessoas obesas passam a dispor de espaço equivalente ao de dois assentos comuns. Também haverá um intercomunicador adaptado aos cadeirantes, por carro, além dos intercomunicadores para os demais passageiros. Haverá ainda indicação luminosa amarela acionada, simultaneamente, com a campainha de portas, para alertar os deficientes auditivos.


Blog do Planalto – 21/10/2014

domingo, 19 de outubro de 2014

Gerente da CPTM envolvido em cartel de trens é afastado

Enquanto isso...
A companhia Paulista de Trens Metropolitanos afastou o gerente de Engenharia de Manutenção, Henry Munhoz, após a revelação de e-mails de 2011 obtidos pelo jornal Folha de S.Paulo que mostram que o funcionário da estatal de trens tinha relações comerciais com as empresas acusadas de fazer parte do cartel que atuou no Estado de São Paulo entre 1998 e 2008.

A publicação já havia revelado em 12 de outubro a descoberta de uma mensagem eletrônica de 2001, que apontava que Munhoz, na época assistente técnico da CPTM, havia dado informações confidenciais sobre os planos da estatal à empresa MGE (investigada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica - Cade) e garantido que iria ajudá-la a realizar os projetos que lhe interessavam. 
Os novos e-mails revelados pelo jornal foram encontrados em outra empresa acusada de fazer parte do cartel, a Temoinsa.
As primeiras mensagens foram trocadas entre Munhoz e um funcionário da empresa MPE - outra companhia investigada -, Rodrigo Lobo, em janeiro de 2011. Na mensagem do dia 7, Lobo pedia a Munhoz a apresentação de uma "proposta comercial" no valor de R$ 7,3 milhões para a prestação de serviços de substituição de peças de uma das frotas do Metrô.
Em mensagem de 13 de janeiro, Munhoz respondeu que "o orçamento para a prestação de serviços ficou em R$ 154.800, dividido em 24 parcelas mensais de R$ 6.450" e que um empecilho para a realização do negócio poderia ser resolvido com a participação da empresa Temoinsa.
Em outro e-mail, o executivo desta empresa, Wilson Daré, sugere a Rodrigo Lobo a elaboração de um contrato de prestação de serviços entre a MPE e a empresa Fator, ao que tudo indica, relacionada à Temoinsa, para que o impasse "dos faturamentos solicitados" por Munhoz fosse solucionado.
Os e-mails aos quais a Folha de S. Paulo teve acesso foram encontrados em julho de 2013 durante as investigações iniciais sobre o cartel dos trens, iniciadas em maio do mesmo ano após a multinacional Siemens revelar ao Cade participação no esquema.

Questionada pela Folha sobre os e-mails obtidos pela reportagem, a Secretaria Estadual dos Transportes Metropolitanos afirmou que uma sindicância interna foi aberta para que os fatos possam ser investigados.


Jornal do Brasil – 19/10/2014

sábado, 18 de outubro de 2014

Greve de trens na Alemanha deixa milhares sem transporte

Essa é a segunda greve do setor em 16 Estados alemães neste ano. Todas as plataformas mostram o aviso de que o trem foi cancelado.

Milhares de passageiros foram deixados sem condições de locomoção pela Alemanha neste sábado (18) após motoristas de trens iniciarem greve de 50 horas, paralisando dois terços dos trens de longa-distância em uma disputa sobre pagamento e direitos.

Os motoristas do Sindicato GDL começaram a paralisação às duas da manhã (horário local) deste sábado para trens de passageiros, com previsão de voltarem ao trabalho na manhã de segunda-feira (20), enquanto os condutores de trens de carga começaram sua greve na tarde de sexta-feira (17).

A segunda greve nacional de motoristas em uma semana ocorre no início de um feriado de uma semana de duração em quase metade dos 16 Estados federais da Alemanha.

Nesta semana, os alemães também enfrentaram greves de pilotos da companhia aérea alemã Lufthansa devido à longa disputa sobre o esquema de aposentadoria.

A operadora de trens Deutsche Bahn afirmou que cerca de um terço dos trens de longa distância estavam em funcionamento e que havia introduzido um calendário substituto para minimizar os transtornos. A companhia lamentou os atrasos para passageiros, mas culpou o sindicato.

"Essa escala de greve em tão pouco tempo é completamente irresponsável e beira o irracional", disse Ulrich Weber, chefe de pessoal da Deutsche Bahn, ao jornal Bild Daily, acrescentando que a greve custava à empresa pelo menos 1 milhão de euros por dia.

R7 - 18/10/2014

Comentário do SINFERP

Motoristas de trens é de doer... E ainda são motoristas de um sindicato de ferroviários. Ai, ai...

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Trem quebra e estações do metrô de Recife (PE) são abertas com mais de duas horas e meia de atraso

A quarta-feira começou com transtornos no metrô do Recife. Cinco das 28 estações, que diariamente são abertas às 5h, começaram a funcionar hoje às 7h35. De acordo com a assessoria de comunicação da CBTU/Metrorec, o atraso aconteceu por conta de um trem que quebrou em cima da mpaquina de chave, um aparelho que transporta a composição para fazer a mudança de via. O veículo foi rebocado para a oficina, no bairro do Curado e foi substituído. Devido ao incidente, os trens demoraram a iniciar as viagens e as filas de passageiros ficaram enormes.

Na tarde de terça-feira, a linha Centro do metrô, que segue para Camaragibe, ficou paralisado devido a uma falha na distribuição de energia. O problema começou perto das 13h30, fechando cinco estações. Para minimizar os danos aos usuários, o Grande Recife Consórcio de Transportes reforçou os ônibus e ampliou as rotas nas áreas atingidas.

De acordo com o MetroRec, a falha foi causada por uma queda na rede elétrica que alimenta os trens. A previsão é que o problema seja resolvido durante a madrugada e que o sistema volte a funcionar a partir das 5h.

Apesar da frota de ônibus ter sido reforçada, houve filas e tumulto nos Terminais Integrados (TI). A linha Camaragibe/CDU começou a rodar pelo bairro do Barro por volta das 17h, anteriormente, os veículos encerravam o percurso na Cidade Universitária.

Quando o primeiro veículo chegou ao TI Barro, houve confusão e a polícia foi acionada para conter a população. Devido à fila, usuários tentaram forçar a porta do ônibus e entrar pelas janelas. Revoltados com a falta de transporte, quebraram o veículo. Cinco viaturas da Polícia Militar deram apoio à equipe que fica de plantão no terminal.


Diário de Pernambuco – 10/10/2014