sábado, 29 de abril de 2017

A poluição do ar nos sistemas de metrô pode ser muito pior do que imaginávamos


Como qualquer um que já andou de metrô sabe, o ar lá embaixo é desagradável. Uma nova pesquisa feita no Canadá mostra que os níveis de poluição do ar no sistema de metrô de Toronto são dez vezes maiores do que os da superfície. É uma preocupação séria para os usuários do metrô, mas existem maneiras de manter os sistemas subterrâneos limpos.

Um novo estudo realizado pelo engenheiro químico Greg Evans, da Universidade de Toronto, que foi publicado na Environmental Science and Technology, mostra que os trens e as plataformas ao longo da Toronto Transit Commission (TTC) têm os níveis mais altos de poluição do ar em todos os três sistemas de metrô do Canadá — dez vezes maiores do que o ar de fora. Os níveis de poluição no metrô de Toronto são três vezes piores do que os de Montreal, enquanto o de Vancouver foi classificado como o mais limpo dos três sistemas de metrô do país.

Para obter esses resultados, os pesquisadores recrutaram os estudantes da universidade e os equiparam com instrumentos portáteis que mediram pequenas partículas no ar menores do que 0,00025 centímetros, ou 25 microgramas. Materiais particulados tão pequenos são facilmente inalados e podem causar problemas respiratórios e dano aos tecidos pulmonares.

A poluição em Toronto tem, em média, dez microgramas por metro cúbico de ar, mas pode chegar a 30 em um dia especialmente ruim. Ao longo do TTC, no entanto, os níveis chegaram a até cem microgramas de poluentes por metro cúbico. Isso é tão ruim quanto em Beijing em um dia normal. Uma análise posterior mostrou altas concentrações de metais, que oferecem uma dica às origens da poluição: as rodas e os freios dos trens de metrô em si.

“Quando você está de pé na plataforma, você pode sentir um sopro de ar conforme o metrô chega”, Evans explicou ao Gizmodo. “Isso é porque o trem está vindo do túnel como um pistão, empurrando o ar na sua frente. Metrôs são basicamente abaixo da terra, então não tem para onde as partículas irem. Quando um trem chega à estação, ele faz a poeira e as partículas irem para o ar.” Evans acha que muito das partículas está vindo das rodas de metal nos trilhos. Traços de bário também foram encontrados nas amostras de ar, que provavelmente vem dos freios em si.

Evans diz que os níveis de poluição nos metrôs de Toronto são maiores do que ele gostaria, mas que não é algo que o impeça de andar de metrô. Posto isso, o Departamento de Estado dos Estados Unidos classifica uma leitura acima de 101 microgramas como insalubre para grupos sensíveis. O problema é que os efeitos da exposição intermitente a esses níveis de poluição do ar não são completamente conhecidos. “Nós não sabemos realmente quais os riscos de saúde ao andar de metrô”, Evans disse. “É uma área pouco estudada.”

Não precisamos notar que esse estudo deveria atrair a atenção de outros sistemas de metrô e autoridades ao redor do mundo. Até agora, apenas uma pequena porção de sistemas de metrô conduziram estudos similares, e os que conduziram encontraram resultados parecidos. Evans apontou estudos feitos em Barcelona, na Espanha, e em Seul, na Coreia do Sul, onde os níveis de poluição eram similares aos observados em Toronto. “Acho que [os metrôs de outras cidades] devem definitivamente conduzir estudos similares se não o fizeram ainda e descobrir como estão seus sistemas particulares”, Evans disse.

Felizmente, existem formas de manter o ar nas linhas de metrô limpo. Evans propôs um sistema parecido com aspiradores, em que sejam feitas limpezas periódicas nos túneis. Outra solução rápida seria os operadores de trem usarem os freios antes de entrar na estação, permitindo aos trens chegarem devagar. Isso preveniria um acúmulo de resíduo de freio próximo às estações. Por fim, Evans disse que seria uma boa ideia melhorar o sistema de ventilação dentro dos metrôs.

Esse novo estudo acrescenta ao nosso conhecimento sobre todas essas coisas nefastas que nos esperam em estações de metrô. Em 2015, pesquisadores encontraram 15.152 formas de vida ao longo das 466 estações de metrô de Nova York. Incrivelmente, metade do DNA desses microorganismos não bateu com nada na literatura científica.

[Environmental Science and Technology]

Ariquemes – 27/04/2017

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Vândalos sabotaram linha de trem usando corrente, diz CPTM



Objeto foi arremessado nos fios de eletricidade que alimentam os veículos, entre as estações Osasco e Presidente Altino, da linha 8-Diamante.

A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) registrou uma sabotagem linha 8-Diamante. Uma corrente foi arremessada nos fios de eletricidade que alimentam os trens entre as estações Osasco e Presidente Altino por volta das 8h, quando um dos trens se preparava para circular. Funcionários da CPTM trabalham nos reparos aos fios e a empresa vai registrar boletim de ocorrência.
Os trens voltaram a operar nesta manhã em trechos da linha 10-Turquesa (entre as estações Luz e Tamanduateí) e na 9-Esmeralda (entre Santo Amaro e Pinheiros). A CPTM faz um plano de contingência com os funcionários que não aderiram à greve geral convocada pelas centrais sindicais contra as reformas trabalhista e da Previdência.
Como os três sindicatos que representam os trabalhadores da CPTM decidiram paralisar a atividades, todas as linhas de trem metropolitano estavam paralisadas no início desta sexta. Os sindicatos decidiram paralisar 100% das atividades, apesar da exigência legal de um contingente mínimo de operação, por ser serviço essencial, e de decisões da Justiça contra a greve da categoria.
Veja – 28/04/2017
Comentários do SINFERP
Os três sindicatos “decidiram paralisar as atividades” coisíssima nenhuma. O Sindicato dos Ferroviários da Sorocabana emitiu nota afirmando que apoia eventual greve espontânea da categoria, mas que não iria organizar e nem liderar o movimento. Não se deu ao trabalho de promover uma assembleia para sabem qual seria o desejo da categoria em relação a greve geral. Estranhamente, porém, declarou que ele, sindicato, estaria em greve (greve de seus diretores e funcionários).
De novo a velha conversa da sabotagem? Só faltou a foto ridícula do governador com uma foto da tal corrente na mão, como o fez no passado com um pedaço de vassoura. Prenderam a corrente, levaram para a delegacia, ela prestou depoimento, denunciou o mandante? Que tal delação premiada para a corrente?
Ridículo, ridículo. Sempre a mesma história, sempre a mesma choradeira, sempre a mesma denúncia sem qualquer evidência ou autor. A leviandade sem criatividade, mas também sem limite.

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Veja quais foram os deputados federais paulistas que votaram “sim” pela reforma trabalhista


DEM
Alexandre Leite SP Sim
Eli Corrêa Filho SP Sim
Jorge Tadeu Mudalen SP Sim
Marcelo Aguiar SP Sim
Mendonça Filho PE Sim
Missionário José Olímpio SP Sim

PCdoB
PDT
PEN
PHS
PMB

PMDB
Baleia Rossi SP Sim

PP
Fausto Pinato SP Sim
Paulo Maluf SP Sim
Ricardo Izar SP Sim

PPS
Alex Manente SP Sim
Pollyana Gama SP Sim

PR
Capitão Augusto SP Sim
Marcio Alvino SP Sim
Miguel Lombardi SP Sim
Milton Monti SP Sim

PRB
Alan Rick AC Sim
Antonio Bulhões SP Sim
Celso Russomanno SP Sim
Marcelo Squassoni SP Sim
Roberto Alves SP Sim
Vinicius Carvalho SP Sim

PROS
PRP

PSB
Luiz Lauro Filho SP Sim

PSC
Eduardo Bolsonaro SP Sim
Gilberto Nascimento SP Sim
Pr. Marco Feliciano SP Sim

PSD
Goulart SP Sim
Herculano Passos SP Sim
Jefferson Campos SP Sim
Walter Ihoshi SP Sim

PSDB
Adérmis Marini SP Sim
Carlos Sampaio SP Sim
Eduardo Cury SP Sim
Izaque Silva SP Sim
João Paulo Papa SP Sim
Lobbe Neto SP Sim
Mara Gabrilli SP Sim
Miguel Haddad SP Sim
Ricardo Tripoli SP Sim
Silvio Torres SP Sim
Vanderlei Macris SP Sim
Vitor Lippi SP Sim

PSL
PSOL
PT

PTB
Nelson Marquezelli SP Sim

PTdoB
Cabo Daciolo RJ Não
Luis Tibé MG Sim
Rosinha da Adefal AL Não
Silvio Costa PE Não
Total PTdoB: 4

PTN
Renata Abreu SP Sim

PV
Antonio Carlos Mendes Thame SP Sim
Evandro Gussi SP Sim

REDE
Solidariedade

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Greve Geral de 28 de abril: Confira onde foram decididas pelos sindicatos paralisações nos transportes.


Curitiba é uma das cidades que devem ser atingidas.
Devem ser afetados serviços de ônibus, trens e metrô em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Distrito Federal, Paraná, Rio Grande do Sul, Recife, Fortaleza, Salvador, Cuiabá, Alagoas, Manaus, Amapá, Bahia, Mato Grosso, Maranhão, Rio Grande do Norte dizem sindicatos.

ADAMO BAZANI
Os ferroviários da CPTM – Companhia Paulista de Trens Metropolitanos confirmaram em assembleias na noite desta terça-feira, 25 de abril de 2017, que os funcionários das linhas 7-Rubi (Jundiaí – Francisco Morato – Luz), 10-Turquesa (Rio Grande da Serra – Santo André – Brás), 11 Coral (Luz – Mogi das Cruzes/Estudantes) e 12-Safira (Brás – Poá/Calmon Viana) vão aderir ao Dia Nacional de Paralisação, a greve geral que deve ocorrer na sexta-feira, 28 de abril, contra as reformas da Previdência e trabalhista. A paralisação será de 24 horas, de acordo com os dois sindicatos que representam os trabalhadores destas quatro linhas.
O governo do Estado de São Paulo deve entrar na justiça pedindo frota mínima.
Podem parar os trens das linhas 8-Diamante (Júlio Prestes – Itapevi) e 9-Esmeralda (Osasco – Grajaú).
Também devem parar na capital, os metroviários, motoristas e cobradores de ônibus.
Rodoviários de cidades da Grande São Paulo e Litoral Paulista também prometem cruzar os braços, de acordo com os sindicatos.
Se metroviários, ferroviários e motoristas e cobradores de ônibus seguirem de fato a recomendação dos sindicalistas, ao menos 13 milhões de passageiros em 30 cidades da Região Metropolitana e Litoral de São Paulo podem ficar sem transportes, a maior parte por 24 horas.
No caso do Metrô em São Paulo, devem ser paralisadas na sexta-feira as linhas estatais: 1 Azul (Jabaquara/Tucuruvi), 2 Verde (Vila Madalena/Vila Prudente), 3 Vermelha (Corinthians Itaquera / Palmeiras Barra Funda), 5 Lilás (Capão Redondo/Adolfo Pinheiro) e o monotrilho da linha 15-Prata (Vila Prudente/Oratório). Apenas a linha 4 Amarela (Butantã/Luz), que é privada, deve funcionar.
O sindicato que representa os motoristas e cobradores de ônibus da capital paulista também decidiu aderir ao Dia de Paralisações na próxima sexta-feira. A exemplo do que ocorreu no último dia 15 de março, entretanto, os ônibus do subsistema estrutural (viações de linhas maiores) devem parar e os ônibus e micro-ônibus do subsistema local (ex-cooperativas) devem operar normalmente.
Os motoristas e cobradores de ônibus do ABC Paulista (Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra) também devem paralisar as atividades na próxima sexta-feira, 28 de abril, por 24 horas.
Também confirmaram adesão ao dia de paralisações, motoristas e cobradores de ônibus de Guarulhos, Itaquaquecetuba, Arujá, Poá, Ferraz de Vasconcelos, Osasco, Embu das Artes, Embu-Guaçu, São Lourenço da Serra, Itapecerica da Serra, Juquitiba, Vargem Grande Paulista e Taboão da Serra.
Nestes casos, de acordo com os sindicatos, as paralisações serão por 24 horas e vão atingir tanto as linhas municipais como as intermunicipais gerenciadas pela EMTU – Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos.
No litoral paulista, devem paralisar as atividades os motoristas e cobradores de ônibus em Santos, São Vicente, Guarujá, Bertioga, Itanhaém, Peruíbe, Mongaguá, Cubatão e Praia Grande.
RIO DE JANEIRO:
O Sintraturb Rio, sindicato dos rodoviários do Rio de Janeiro, decidiu uma paralisação parcial dos motoristas e cobradores.
De acordo com a entidade sindical, em torno de 950 profissionais devem cruzar os braços.
A paralisação deve começar na madrugada de sexta-feira.
A entidade também vai pedir que a prefeitura faça um aditivo contratual para que seja proibida a terceirização no setor de transportes.
Ainda não foi definido o percentual de ônibus que devem ficar nas garagens.
BELO HORIZONTE E REGIÃO:
Na capital mineira, o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Belo Horizonte e Região Metropolitana – STTR diz que a expectativa é que 100% dos funcionários das empresas de ônibus participem da greve.
O Sindicato dos Empregados em Transportes Metroviários e Conexos de Minas Gerais – Sindimetro/MG decidiu em uma assembleia nesta terça-feira, dia 25, que o Metrô de BH também não deve funcionar.
Os sindicalistas dizem que querem parar toda a frota de trens.
DISTRITO FEDERAL:
A CUT -Central Única dos Trabalhadores informou que no Distrito Federal, os rodoviários que atuam em Brasília e nas cidades vizinhas também devem cruzar os braços. No entanto, ainda será definida se a adesão à greve será por 24 horas ou apenas nas primeiras horas de operação.
PARANÁ:
O Sindimoc – Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Curitiba e Região Metropolitana decidiu no final da tarde desta terça-feira, 25 de abril, que a categoria também vai aderir totalmente à greve do dia 28 de abril. De acordo com a entidade, pode haver um outro ônibus nas linhas, mas o transporte estará “extremamente reduzido”.
A greve deve atingir os ônibus da capital e das cidades da região metropolitana, como Almirante Tamandaré, Pinhais, São José dos Pinhais, Araucária, Contenda, Colombo, Campo Magro, Campo Largo, Bocaiúva do Sul, Rio Branco do Sul, Itaperuçu, Piraquara e Fazenda Rio Grande.
RIO GRANDE DO SUL:
Em nota oficial, o Daer – Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem do Estado do Rio Grande do Sul informou que determinou que as empresas responsáveis pelas linhas de transporte intermunicipal cancelem as viagens programadas para esta sexta-feira, 28 de abril, por causa da greve geral. O objetivo é garantir a segurança dos passageiros, funcionários e dos próprios veículos. Estão previstas manifestações nas rodovias. Confira a nota oficial:
O Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) determinou que as empresas responsáveis pelas linhas de transporte intermunicipal de passageiros no Rio Grande do Sul cancelem as viagens na próxima sexta-feira (28). A medida foi adotada devido à greve geral anunciada por centrais sindicais em todo o país, em protesto contra as reformas trabalhista e da Previdência. A ordem de serviço foi emitida nesta terça-feira (25) pela Diretoria de Transportes Rodoviários do Daer. A determinação é para que as empresas de ônibus que têm como destino estações rodoviárias gaúchas parem as atividades a partir da 4h de sexta. As linhas com chegada prevista após esse horário não poderão deixar o local de embarque.
De acordo com o diretor Lauro Hagemann, o objetivo é preservar a integridade dos passageiros durante o dia de manifestações. “Estamos priorizando a segurança dos usuários do transporte intermunicipal e evitando que passem por inconvenientes durante o itinerário”, reforça.
A ordem garante, ainda, o ressarcimento do valor integral aos passageiros que já haviam adquirido os bilhetes. O usuário também pode optar pela remarcação da data de embarque, sem que precise pagar a mais.
O transporte fretado de passageiros não é afetado pela ordem de serviço, mas o Daer orienta que as viagens nessa modalidade também sejam canceladas.
O Sindimetro/RS – Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Metroviários e Conexas do Rio Grande do Sul decidiu aderir à paralisação. Segundo a entidade, nenhum trem deve deixar o pátio durante todo dia. O governo deve entrar com recurso para impedir a paralisação total.
RECIFE E REGIÃO:
No Grande Recife, os motoristas e cobradores de ônibus, por meio do sindicato, também anunciaram que devem cruzar os braços na próxima sexta-feira, 28 de abril.
O sindicato que representa a categoria fez anúncio na tarde desta segunda-feira durante uma manifestação contra a demissão de cerca de 400 cobradores de ônibus.
O Consórcio Grande Recife de Transporte, responsável pelas linhas, que ao menos 50% de frota nos horários de pico e 30% nas demais horas.
Os metroviários devem realizar uma assembleia nesta terça-feira para definir se param ou não.
FORTALEZA E REGIÃO:
O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Ceará – Sintro-CE diz que os motoristas dos ônibus rodoviários interurbanos vão aderir ao Dia Nacional de Manifestações.
Não foi definido ainda se haverá paralisação total, o que deve ser decidido ainda nesta semana.
SALVADOR E REGIÃO:
Passageiros que dependem de ônibus em Salvador e em diversas cidades da Bahia devem estar atentos.
De acordo com o Sindicato dos Rodoviários no Estado da Bahia, a categoria deve aderir à greve geral no dia nacional de paralisações, prevista pelas centrais sindicais para ser realizada na próxima sexta-feira, 28 de abril de 2017.
Segundo a entidade sindical, a paralisação deve afetar os passageiros na capital Salvador e em mais de 400 cidades do Estado. Cada região, entretanto, deve definir como será a adesão, se total ou parcial.
CUIABÁ E REGIÃO:
No Mato Grosso, o sindicato dos rodoviários confirmou nesta terça-feira, 25, que motoristas e cobradores de ônibus devem cruzar os braços nesta sexta-feira, 28 de abril em Cuiabá e Várzea Grande.
O movimento devem envolver cerca de 2,5 mil rodoviários, promete o Sindicato dos Trabalhadores (Stett/Cuiabá e Região).
Em Cuiabá e Várzea Grande, operam aproximadamente 500 coletivos, que transportam em torno de 250 mil passageiros por dia.
MACEIÓ E REGIÃO:
Em Maceió e região, o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado de Alagoas (Sinttro/AL) decidiu que os ônibus só vão sair das garagens a partir do meio-dia.
Representantes da entidade sindical querem impedir a saída de 650 ônibus das empresas São Francisco, Real Alagoas, Veleiro e Cidade de Maceió.
MACAPÁ E REGIÃO:
Em Macapá, a CUT – Central Única dos Trabalhadores diz que os motoristas e cobradores de ônibus também vão cruzar os braços. Haverá atos na Praça da Bandeira e na Praça Veiga Cabral.
SÃO LUÍS E REGIÃO:
No Maranhão, deve haver atos que podem interferir o funcionamento dos transportes nas seguintes cidades: São Luís, Ribamar, Paço do Lumiar, Raposa, Rosário, Bacabeira, Morros, Presidente Juscelino, Cachoeira Grande, Icatu, Humberto de Campos, Barreirinhas, Santo Amaro, Santa Rita, Anajatuba, Miranda do Norte, Cantanhede, Pirapemas, Presidente Vargas, Vargem Grande, Nina Rodrigues, São Mateus, Bacabal, Pedreiras, Lago da Pedra, Lago do Junco, Lago dos Rodrigues, Santa Inês, Imperatriz, Açailândia, Presidente Dutra, Pinheiro, Caxias, Pastos Bons, São dos Patos, Colinas, São Domingos do Maranhão.
MANAUS E REGIÃO:
As centrais sindicais também dizem que haverá paralisação de motoristas e cobradores de ônibus em Manaus e cidades vizinhas. Atos devem ser realizados em garagens
NATAL E REGIÃO:
Em Natal, no Rio Grande do Norte, devem circular apenas 30% da frota de ônibus nesta sexta-feira, 28 de abril.
A decisão foi tomada pelo Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários do Rio Grande do Norte -Sintro-RN.
Natal possui uma frota hoje de 700 ônibus. Em torno de 210 veículos devem circular na cidade, mas ainda não há informações se em todas as linhas.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
Diário dos Transportes – 25/04/2017

Comentário do SINFERP

Ferroviários das linhas 8 e 9 da CPTM só cruzarão os braços se por vontade própria, pois a atual direção do Sindicato dps Ferroviários da Sorocabana entendeu que não deve liderar o movimento grevista, pois isso "fere o estatuto da entidade" e pode "gerar desemprego na categoria". Por outro lado, e talvez primeira vez na história mundial do sindicalismo, o próprio sindicato decretou estado de greve para seus diretores e funcionários. Greve do sindicato, mas não da categoria que diz representar. Dá prá acreditar?

terça-feira, 25 de abril de 2017

Alckmin privilegiou empresas investigadas na Lava-Jato nas obras do metrô e rodoanel em SP


O governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP) reforçou o orçamento de obras no Estado de São Paulo que estão sob responsabilidade de empreiteiras investigadas na Lava-Jato, tais como Odebretch, Camargo Corrêa, OAS, Queiroz Galvão, Mendes Junior, Andrade Gutierrez e Serveng, com recursos do Tesouro no segundo semestre de 2016. No total, foram abertos créditos suplementares de R$985 milhões para as obras da linha 5-Lilás do Metrô, do Rodoanel Norte e de dois trechos da rodovia dos Tamoios.

Os chamados ‘créditos suplementares’ funcionam como um crédito adicional destinado ao reforço orçamentário já previsto no orçamento e pode ser aberto através de decreto do Executivo. No caso das obras citadas, foram remanejados recursos de outros setores para a suplementação de recursos, o que evidencia que elas foram priorizadas pelo governo. Os recursos do Metrô vieram do orçamento da EMTU (empresa de ônibus metropolitanos); os do Rodoanel vieram da verba do pagamento da dívida pública; e os da rodovia Tamoios vieram da rubrica “pagamentos de serviços gerais do Estado”.
No caso da linha 5-Lilás do Metrô, no trecho Largo 13-Chácara Klabin, o governo abriu crédito suplementar de R$181,8 milhões. A licitação para esta linha já foi alvo de suspeitas de cartel. As empresas que tocam a obra são a Odebrecht, OAS, Queiroz Galvão, Andrade Gutierrez e Camargo Corrêa.
As ampliações no trecho de serra da Tamoios, entre o Vale do Paraíba e o litoral norte, obtiveram suplementação de R$199,5 milhões. Já as obras dos contornos no litoral foram suplementadas em R$153,7 milhões. As empresas responsáveis são a Queiroz Galvão e a Serveng.
Já o Rodoanel Norte, último trecho da maior obra do Estado atualmente a ser construído, obteve crédito suplementar de R$450 milhões em dezembro e está sendo feita pelas empresas OAS e Mendes Junior. O conjunto de investimentos do Estado caiu 15% em 2016 em relação a 2015 – considerando os valores pagos no exercício, mais o que ficou do ano anterior (R$8,1 bilhões) – devido a queda de arrecadação devido a crise. Além disso, os investimentos apenas com o dinheiro do Tesouro (R$3,9 bilhões) caíram 24,7% no conjunto do Estado. Em contrapartida, os gastos no Metrô, Rodoanel Norte e Tamoios cresceu 3,8% em 2016 em relação ao ano anterior.
A suplementação da linha 5-Lilás do Metrô variou de 14% da dotação prevista para o ano, enquanto a do trecho da serra da rodovia Tamoios variou de 50,1%. Ambas as obras não haviam recebido suplementação em anos anteriores. O orçamento do Executivo tem duas fontes para obras: o Tesouro, fruto de arrecadação de impostos, ou as operações de crédito, como empréstimos do BNDES.
Os recursos do Tesouro podem ser remanejados a partir de decisão do governo, desde que respeite os limites estabelecidos pela lei orçamentária. As operações de crédito, por outro lado, só podem ser remanejadas através de deliberação da Assembleia. No caso das obras supracitadas, foram direcionados recursos oriundos de empréstimos.
Os responsáveis pela alocação de recursos para as ações são os secretários Marcos Monteiro, do Planejamento, e Helcio Tokeshi, da Fazenda. Segundo depoimentos de ex-executivos da Odebrecht, Geraldo Alckmin teria recebido repasses via caixa dois de um cunhado em 2010 e de Monteiro em 2014. Quando questionado sobre a manutenção do secretário na gestão, o governo tachou a pergunta de “maliciosa” e afirmou que nem o Estado nem o secretário do Planejamento procuraram beneficiar construtoras envolvidas na Lava Jato, claramente buscando acobertá-los.
Há cada vez mais provas que o PSDB de Alckmin – envolvido em várias denúncias com as empreiteiras e carteis citados acima – e de Aécio, rei das citações na Lava Jato, sendo citado novamente por delatores da Odebrecht, já não possa se aproveitar da onda de “moralização da política” e de combate à corrupção como o discurso anterior, já que está cada vez mais claro que são as relações escusas com as empreiteiras que também fortaleceram relativamente o partido nos últimos governos e campanhas.
*Com informações da FSP
Esquerda Diário – 23/04/2017

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Dia Nacional do Choro tem música no trem e no VLT do Rio de Janeiro


Os cariocas que despertaram cedo para circular pela cidade neste domingo, dia de Pixinguinha e de São Jorge, foram surpreendidos por acordes de “Carinhoso” nos vagões do trem e do VLT do Centro. Nem a chuva atrapalhou as homenagens aos 120 anos do compositor e aos cem anos de seu clássico. Sobre os trilhos — da Central até a Penha Circular — e no VLT — da Rodoviária Novo Rio até a Carioca —, músicos de choro animaram os passageiros como parte das comemorações pelo Dia Nacional do Choro. A data passa a compor o calendário cultural oficial do Rio de Janeiro, assim como o Dia Nacional do Samba, no dia 2 de dezembro.

— Pixinguinha é um músico seminal para a música brasileira e merece todas as celebrações, assim como o choro. É gratificante ver que o evento vem crescendo ano a ano. Em 2016, ocupamos três vagões; este ano, são oito — vibra Tiago Prata, violão de sete cordas do projeto Trem do Choro, fruto de uma parceria dos grupos Choro Samba & Cia, Choro Suburbano, Josias Nunes e os Chorões, Pexin Budega e Regional Ernesto no Choro com a Supervia.

Dentro dos vagões, o concerto contou com a presença de bailarinos de dança de salão, de entusiastas do gênero e de devotos de São Jorge, que fizeram uma maratona cultural pela cidade.

— Na crise, a gente precisa de eventos gratuitos assim para curtir. Já participamos do Trem do Samba há cinco anos. Agora, vamos adotar o Trem do Choro e aproveitar todos os outros shows do dia — empolga-se Sandra Costa, acompanhada do marido, Paulo Costa, devoto do santo guerreiro.

Na região portuária, o agito chorão ficou por conta do grupo Os Matutos, com músicos da Escola Portátil de Música e da Casa do Choro, aplaudidos de perto pela secretária de cultura do município, Nilcemar Nogueira.

— Sabemos que não há uma aceitação unânime da música nos meios de transportes. Então, vemos de forma positiva e necessária essa integração das performances na rua, na condução. Surgem muitos talentos surgem ali. Temos que despertar a consciência para a liberdade dessas manifestações.

O dia de comemorações termina neste domingo à noite, na Lona Cultural João Bosco, em Vista Alegre, com shows de Hamilton de Holanda, do Movimento Coletivo Choro Suburbano, de Zé da velha e Silvério Pontes, da Escola de Choro AMC da Baixada, de Nelson Sargento.


Extra – 23/04/2017

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Falha de energia interrompe circulação de trens da linha-8 da CPTM em SP


Uma falha de energia interrompeu a circulação de trens da Linha 8-Diamante da CPTM entre as estações Júlio Prestes e Imperatriz Leopoldina, na manhã desta quinta-feira (20), na cidade de São Paulo.

Entre as estações Imperatriz Leopoldina e Itapevi, os trens circulam com velocidade reduzida e maior tempo de parada. A CPTM acionou o sistema Paese entre as estações sem operação.

Por volta das 6h40, a CPTM informou que os trens estavam em processo de normalização.

G1 – 20/04/2017

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Em Bruxelas, Metrô de SP apresenta edital de licitação do Monotrilho


O secretário dos Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, e a subsecretária estadual de Parcerias e Inovações, Karla Bertocco Trindade, apresentaram nesta terça-feira (18) o edital de licitação de linhas de Monotrilho do Metrô de São Paulo. Os representantes do Governo Estadual participaram do road show sobre a concessão operacional das linhas 5-Lilás e 17-Ouro, realizado na sede da União Internacional de Transportes Públicos, em Bruxelas, Bélgica.

O evento contou com a presença de executivos de operadoras de transportes da alemã Arriva, das francesas Ratp e Keolis, das agências Codatu e Dealmaker, também da França, da japonesa JR East, da brasileira CCR e da instituição financeira Goldman Sachs. Os investidores internacionais acompanharam o detalhamento do projeto, que tem valor de contrato estimado em R$ 10,8 bilhões.

O edital de concessão das linhas 5-Lilás e 17-Ouro prevê recursos da ordem de R$ 88 milhões, em 20 anos de acordo. O lance mínimo esperado pelo Estado de São Paulo é de R$ 189,6 milhões. Os vencedores do leilão assumirão as operações das linhas, além de fazer investimentos permanentes em melhorias. O pregão está previsto para ocorrer em julho, na Bovespa.

Mais de um milhão de usuários

O trecho completo da Linha 5-Lilás terá 17 estações, ao longo de 20,1 quilômetros, entre o Capão Redondo e a Chácara Klabin, incluindo dois pátios para estacionamento e manutenção de trens. Com demanda estimada em 850 mil passageiros por dia, o ramal fará interligação com as linhas 1-Azul, 2-Verde e 17-Ouro, do Metrô, a Linha 9-Esmeralda, da CPTM, e três terminais integrados de ônibus.

A Linha 17-Ouro integrará o Aeroporto de Congonhas à rede metroferroviária da capital paulista, com tecnologia de Monotrilho. Além de um pátio de manutenção e estacionamento, o trecho de 7,7 quilômetros de extensão compreenderá as seguintes estações elevadas: Congonhas, Jardim Aeroporto, Brooklin, Vila Paulista, Vereador José Diniz, Campo Belo, Vila Cordeiro, Chucri Zaidan e Morumbi. O ramal terá integração com a linha 5-Lilás, do Metrô, e a Linha 9-Esmeralda, da CPTM. A demanda diária prevista será de 200 mil usuários.

Governo do Estado de São Paulo – 18/04/2017

Comentário do SINFERP

Vamos ver se algum “gringo” se interessa pelo Monomico, não é?  Quem sabe a CCR, já que lá estava? Por que não a Bombardier, já que as linhas foram construídas para suportar exclusivamente veículos de sua fabricação?

terça-feira, 18 de abril de 2017

Metrô e CPTM têm um problema operacional a cada 23 horas em 2016


Dados levantados pela TV Globo mostram linhas 3-Vermelha do Metrô e 11-Coral da CPTM como líderes em ocorrências.
Os usuários da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e do Metrô de São Paulo enfrentaram um problema que levou à interrupção momentânea do serviço de transporte público a cada 23 horas e 34 minutos no ano de 2016, segundo levantamento realizado diariamente pela TV Globo com base em relatos divulgados pelos usuários em redes sociais e confirmados pelas empresas.
G1 – 17/04/2017