quarta-feira, 29 de junho de 2016

Mulher cai no espaço entre o trem e a plataforma em estação de Nova Iguaçu (RJ)

Vítima, cuja identificação ainda é desconhecida, foi encaminhada para um hospital da região.
Rio - Uma mulher caiu no espaço entre o trem e a plataforma, na estação Austin, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, no início da manhã desta quarta-feira. Segundo informou a SuperVia, o acidente ocorreu, por volta das 6h10, durante o embarque/desembarque de um trem que seguia em direção a Japeri.

A passageira, cuja identificação ainda é desconhecida, foi socorrida por agentes de controle da estação, que acionaram os bombeiros e o Grupamento de Policiamento Ferroviário. A mulher foi levada para um hospital da região e ainda não há informações sobre o seu estado de saúde.

Ainda de acordo com a SuperVia, uma das linhas ficou bloqueada durante o atendimento. A concessionária apura as circunstâncias do acidente.

Em nota, a concessionária disse considerar "imprescindível o respeito às normas e procedimentos de segurança, como forma de evitar acidentes durante o embarque e desembarque, que colocam em risco os passageiros e a segurança da operação ferroviária".

"Entre as ações está o sistema sonoro dos trens, que indica o momento em que as portas estão se fechando com o intuito de evitar acidentes; adesivos que são colados juntos às portas, orientando que os passageiros não apoiem as mãos nestes locais; além da disponibilização de faixas amarelas, alertando que os passageiros mantenham uma distância segura da linha dos trens quando aguardam as composições nas plataformas", acrescentou a SuperVia, no comunicado.

O Dia – 29/06/2016

Comentário do SINFERP


Só pode ser piada. Como se alguém caísse no vão entre trem e plataforma por querer. Como se isso não fosse devido ao tamanho do vão entre a plataforma e o trem, certamente maior do que o determinado pela norma ABNT, que é no máximo de 10 cm de vão, e no máximo 8 cm de desnível na altura. Na CPTM, cujo vão é ainjda maior do que na SuperVia, essa norma não é atendida em NENHUMA estação.

Tiroteio no Jacarezinho interrompe circulação de trens no ramal Belford Roxo (RJ)

Segundo a Supervia, este ano já foram registradas quinze paralisações por causa da violência.
RIO — Por causa de um intenso tiroteio ocorrido na manhã desta quarta-feira na comunidade do Jacarezinho, na Zona Norte, a circulação de trens do ramal Belford Roxo ficou interrompida por 1h15m. Segundo a Supervia, a partir das 9h as composições circularam apenas entre as estações Del Castilho e Belford Roxo, e não houve partidas da Central da Brasil. A situação foi normalizada por volta das 10h15m.
De acordo com a Supervia, neste ano, por causa de insegurança, a empresa precisou parar parcialmente a circulação do ramal 15 vezes, sendo sete delas durante um período de três semanas no mês de abril.
Nas redes sociais, usuários se queixam dos problemas constantes por causa de tiroteios no Jacarezinho:
"Mais um dia de péssimo serviço!!! 1h10min de Guilherme a Central", escreveu um internauta pelo twitter.
"Bem Vindo às Olimpíadas do Rio 2016! Intenso tiroteio assusta moradores no Jacarezinho e interrompe trens", escreveu outro.
"Daí você sai de casa cedo para não chegar atrasada, e o trem fica parado por mais de 20 minutos em Honório Gurgel por causa de intenso tiroteio no Jacarezinho. Putz. E vamos para o ônibus, segurança pública não existe", escreveu um terceiro.

O Globo – Simone Cândida - 29/06/2016

Uma viagem no tempo: Antiga Estação Ferroviária de São Roque (SP)

O primeiro trem de passageiros que chegou a São Roque no dia 10 de julho de 1875 era composto por 3 vagões pequenos. O evento foi recebido com grande festividade na cidade, houve marchinha, rojões e decoração que ia do largo da matriz até o local.
Os correios e telégrafos também passaram a funcionar junto a estação o que contribuiu na evolução cultural da época, já que as malas postais passaram a chegar diariamente com jornais, revistas e livros. E se pensarmos que antes todo o transporte desse material era feito por tração animal, o quão moroso era a troca de notícias entre as regiões, podemos dizer que essa contribuição foi realmente valiosa para a população da época.
Em 2009 a antiga administração adquiriu um trem denominado “Maria Fumaça” com o intuito de alavancar o turismo. Por questões burocráticas entre as concessionarias o trem encontra-se na estação de Mairinque, mas o departamento de turismo trabalha para trazer a locomotiva até São Roque, ainda que ela não possa fazer os trajetos devido os trilhos não estarem em condições de uso, ela traria um charme a mais Estação!
O prédio tem uma bela arquitetura e está em boas condições, porém até o momento não há atividades turísticas sendo desenvolvidas no local, por isso as salas internas permanecem sempre fechadas. Então aconselhamos que possíveis visitas sejam feitas em grupos e durante o dia, garantindo assim mais segurança e diversão.
O local é um belo mirante da cidade, remete a décadas passadas e é sem dúvidas um bom cenário para fotos.  Está localizado próximo ao Morro do Cruzeiro para quem de repente desejar esticar o passeio.

JE Online – 29/06/2016

Trem Intercidades pode sair do papel, afirma governo paulista

Uma Audiência Pública está programada para as 10h do dia 5 de julho, e pode ser a oportunidade de que o projeto Trem Intercidades seja tirado do papel. A audiência vai acontecer na Câmara Federal para discutir a implantação do novo meio de transporte para a população paulista

O projeto do Governo do Estado prevê ligar as regiões metropolitanas de Campinas, Vale do Paraíba, São Paulo e Santos, que juntas compõem a macrometrópole paulista, fazendo uso da malha férrea existente. O percurso abrange 431 quilômetros de ferrovia que ligarão 24 estações.

Para o encontro estão confirmadas as presenças de Maurício Quintella Lessa, ministro dos Transportes; Clodoaldo Pelissioni, secretário dos Transportes Metropolitanos do Estado de São Paulo; Eduardo de Castro, diretor-presidente da Empresa de Planejamento e Logística S.A - EPL; Jorge Luiz Macedo Bastos, diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres - ANTT; e José Manoel Ferreira Gonçalves - presidente da Frente Nacional pela Volta das Ferrovias - Ferrofrente.
Caso o projeto inicial seja cumprido, o trem partirá de Sorocaba até Pindamonhangaba, onde encontra outra ferrovia que explora o turismo na Serra da Mantiqueira. Outro trajeto parte de Americana e vai até Santos, estando os dois trechos interligados por uma central de transbordo em São Paulo.

O presidente da Ferrofrente, José Manoel Ferreira Gonçalves, lembrou que será uma grande oportunidade de pensar o que se quer para o futuro para o futuro de São Paulo e do Brasil.  "Hoje temos obras inacabadas, paralisadas, trilhos abandonados, ferrovia inaugurada sem operação regular, alto custo logístico em consequência dos inúmeros gargalos vergonhosos. Precisamos de um país organizado, capaz de aproveitar suas potencialidades e considerar sua extensão geográfica continental, desconcentrando nosso modal de transportes hoje super dependente dos caminhões", afirmou.

O custo previsto para a interligação está estimado em R$ 20 bilhões sendo R$ 4 bilhões de recursos públicos. Vale salientar que a região da macrometrópole concentra 25% de todo o PIB gerado no país.
Agrovale – 28/06/2016

Comentário do SINFERP


De novo? A velha e mesma história? Incrível, mas basta ter proximidade de eleição para que essa prosa apareça.

terça-feira, 28 de junho de 2016

Desempregados têm isenção de tarifas de trens e metrô em São Paulo

Os desempregados ganharam uma ajuda para conseguirem uma vaga de emprego em São Paulo: a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e o Metrô oferecem um passe especial para quem foi demitido sem justa causa poder procurar um novo posto de trabalho, sem precisar pagar a passagem.

O benefício é voltado para profissionais que estão fora do mercado há no mínimo um mês, e no máximo seis meses. A isenção vale por três meses, não renováveis, e o bilhete especial pode ser usado apenas no sistema de trens e metrô da Grande São Paulo.

De acordo com as regras, o passageiro precisa apresentar a carteira de trabalho com o bilhete emitido toda vez que for utilizar alguma das linhas de transporte.

Quem for utilizar os trens precisa solicitar a “Credencial para o Trabalhador Desempregado”, na Estação Barra Funda. O posto funciona de segunda a sexta-feira (exceto feriados), das 8h às 16h. É necessário levar RG, CPF, carteira de trabalho com a baixa do último emprego e o último termo de rescisão de contrato de trabalho. Mais informações são obtidas pelo telefone 0800-0550-121.

No caso do Metrô, o interessado no “Bilhete Especial do Desempregado” deve seguir com os mesmos documentos até a Estação Marechal Deodoro, na Linha 3-Vermelha, de segunda a sexta-feira, das 8h30m às 16h. Os interessados podem tirar dúvidas pelo telefone 0800-7707-722.


Extra – 27/06/2016

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Vandalismo em trens e estações da Trensurb (RS) já custou mais de R$ 360 mil aos cofres públicos em três anos


Bondes com grupos de até 30 indivíduos praticam 43% das ações de vandalismo que ocorrem em trens e estações
O quebra-quebra promovido por bondes nos trens da Trensurb tem causado medo em usuários e funcionários e aumentado, ano a ano, os gastos para reparar o que é danificado. A ação de grupos que chegam a ter 30 pessoas engorda uma conta que é bancada pelos cofres públicos, já que a Trensurb é uma sociedade de economia mista que tem como acionistas o governo federal, o Estado e o município de Porto Alegre.

Só neste ano, a empresa já gastou R$ 48,9 mil para fazer reparos do que é danificado nos trens e nas estações, tanto por ações individuais quanto em grupos.

A última ação protagonizada por bondes ocorreu no dia 11 de junho, em um trem que saiu às 5h20min do Mercado. No trajeto até Canoas, janelas, vidros e a porta automática foram danificados. Os vândalos – já identificados – também descarregaram um extintor de incêndio dentro do trem. 

No passado sábado, a Trensurb realizou uma operação especial, buscando surpreender ações como esta, entre 5h e 6h. Dos 200 jovens revistados na Estação Anchieta (todos haviam embarcado no Mercado), eram aproximadamente cem homens e cem mulheres. Uma delas foi detida por tráfico de drogas. A operação reuniu a equipe de segurança da empresa, Brigada Militar e Polícia de Operação Especial. 

Ao longo de 2015, a cifra do vandalismo chegou a R$ 128,1 mil, com gastos que envolvem danos à estrutura, ao patrimônio, custo de energia, viagens perdidas, furto de cabos, pichações e depredação de extintores. De 2013 até agora, são R$ 362 mil para consertar o estrago dos baderneiros.

Assessor da Diretoria de Operações, Carlos Augusto Belolli de Almeida diz que, com o montante anual para recuperar os trens, seria possível pintar parte das estações e diminuir o período de manutenção de outras estruturas. As pichações têm os números mais expressivos. Em três anos e meio, foram 163 ocorrências em trens e 74 em estações.

Extintores são os equipamentos mais depredados
Carlos destaca que, sempre que um veículo é pichado, ele é retirado de operação para evitar que aquela ação instigue outras pessoas a repeti-la como forma de demarcar território.

Dentro dos trens, os extintores são alvos favoritos dos vândalos. De 2013 até agora, foram 71 equipamentos violados dentro dos vagões. Nas estações, 47. A reposição de cada extintor custa R$ 80.– Eles pegam o extintor e começam a acioná-lo em cima do usuário – conta um segurança que trabalha em estação de trem e prefere não se identificar.

"Eles tomam conta dos trens", diz funcionário da Trensurb

Quatro em cada dez ações de vandalismo que ocorreram neste ano foram feitas por bondes. Das 71 ocorrências registradas do início deste ano até 16 de junho, os grupos agiram em 31. Dados da Trensurb levantados a pedido do Diário Gaúcho mostram que este número está crescendo. Em 2014, as depredações coletivas representavam 18% das ocorrências.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Metroviários e Conexas do Estado do Rio Grande do Sul (SindiMetrô), Luis Henrique Chagas, afirma que as ações ocorrem praticamente todas as semanas e que os funcionários, estando eles no trem ou na estação, ficam impotentes frente à ação dos baderneiros:

— Na primeira e segunda viagens de sábado e domingo, é praticamente certo. Estragam bancos, estouram extintor e o funcionário não tem o que fazer. 

Um segurança que não quer se identificar conta que os bondes pulam a catraca, intimidam pessoas e funcionários e que, sozinho, não há como barrá-los.

— Eles sabem que não têm efetivo de segurança. Quebram vidros, chutam as divisórias dos trens, fazem miséria. Eles tomam conta dos trens. Só pegando o trem para ver. 

A atuação dos bondes ocorrem sempre no começo da manhã, das 5h às 6h30mmin, e no final da noite, das 23h às 23h20min, no trajeto de volta e ida para festas no Centro da Capital. Pela manhã, os bondes ingressam na estação Mercado e descem, normalmente, nas estações Fátima, Canoas ou Esteio.

A Trensurb alega que não tem recursos para reforçar as equipes de segurança e que tem as mesmas limitações para contratar pessoal que o Estado tem para reforçar o efetivo policial:

— Realizamos ações específicas com a Brigada Militar e o Ministério Público, porém, não tem como fazer estas ações todos os dias — argumenta Carlos.

BM diz que faz ações de inteligência

O comandante do 11º Batalhão de Polícia Militar (BPM), tenente-coronel Regis Rocha Rosa, afirma que desde o ano passado a BM tem feito ações de inteligência para identificar integrantes destes bondes. Os grupos, que têm de dez a 30 homens, ingressam na estação Mercado e as ações de abordagem costumam ocorrer nas estações São Pedro e Anchieta.

— Eles vão fazendo desordem, importunando os passageiros. No momento em que fazemos a abordagem, eles são convidados a sair do trem para serem revistados, com isso tentamos importunar o mínimo possível os passageiros. 

As ações são feitas pelo 11° BPM, responsável pela Zona Norte, em parceria com o 9° BPM, com abrangência no Centro da Capital. O tenente-coronel confirma que os grupos saem dos inferninhos no Centro no final da madrugada e vão em direção a Canoas.


Diário Gaúcho – 27/06/2016

domingo, 26 de junho de 2016

Trens do pré-metrô ‘repousam’ no Centro do Rio

Foto João Laerte
Sem uso há 12 anos, 28 composições se deterioram. Estado as transferiu para concessionária em troca de obras.
Rio - Trens que operavam na Linha 2 do então sistema de pré-metrô do Rio estão sem uso desde 2004. Sob sol e chuva, eles se deterioram lentamente estocados no pátio do MetrôRio na Cidade Nova, próximo à prefeitura. A Secretaria Estadual de Transportes (Setrans) transferiu, em fevereiro do ano passado, 28 composições antigas para a concessionária assumir a construção de duas subestações de energia, avaliadas em R$ 18 milhões, que seria custeada pelo governo.

O Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) vai analisar o repasse dos bens em uma auditoria que confere o equilíbrio financeiro da concessão da Linha 1.

A secretaria afirma que as novas subestações, em Thomaz Coelho e Coelho Neto, já foram construídas pelo MetrôRio. O órgão argumenta que as composições ficaram obsoletas em relação ao modelo de operação atual e se tornaram patrimônio da concessionária. Questionada pela reportagem sobre os valores envolvidos na operação, a Setrans não informou quanto valiam os trens transferidos e não confirmou se essa avaliação chegou a ser feita.

Questionada, a concessionária MetrôRio também não respondeu sobre o valor da propriedade adquirida. A empresa informou apenas que os trens estão obsoletos e que, por isso, não serão reaproveitados em nenhuma linha. A companhia avalia que destino dará às composições, que receberam instalações de ar-condicionado na época em que eram do governo.

O TCE explicou que, como se trata de operação financeira, a cessão dos trens será avaliada na auditoria da Linha 1 em curso, que pretende saber como está a balança das obrigações financeiras do estado e da concessionária. De acordo com o órgão, não se trata de análise sobre a legalidade da transição, mas do ponto de vista contábil. O procedimento, iniciado há pouco tempo, não tem prazo para conclusão.

José Ricardo Ramalho, especialista em Direito Administrativo, ressalta que o estado deveria saber o valor do patrimônio negociado. “O governo deveria ter calculado o valor dessas unidades, senão como provar que não causou dano ao erário?”

Opções para a utilização

Especialistas em mobilidade contestam que as composições do pré-metrô sejam obsoletas. Segundo Atilio Flegner, pesquisador do Fórum de Mobilidade Urbana do Rio, os carros, fabricados pela falida Cobrasma na Bélgica e em São Paulo, têm capacidade para 24 mil passageiros por hora e por sentido e poderiam substituir as locomotivas a diesel da SuperVia nos ramais Inhomirim e Guapimirim. O pré-metrô era um sistema de veículo leve sobre trilhos (VLT), de menor capacidade que o metrô, que funcionava em parte da Linha 2 nas décadas de 1980 e 1990.

“Alguns desses trens começaram a rodar a partir de 1979 e outros, em 1981. Não têm nem 40 anos de idade. Obsoletas são as locomotivas da década de 1950 da SuperVia”, avalia Flegner. “As locomotivas a diesel poluem o ar e têm aceleração e frenagem muito lentas. O VLT acelera e freia mais rapidamente, o que diminuiria o tempo de viagem, e é mais silencioso, por ser elétrico. Só teria que eletrificar os ramais Inhomirim e Guapimirim.” A SuperVia informou não ter recebido proposta do estado para os VLTs.

Doutor em Engenharia de Transporte, Fernando Mac Dowell, responsável pelo projeto do pré-metrô, garante que os VLTs poderiam ter sido colocados em operação no metrô antes da compra dos atuais trens chineses. Na visão dele, o governo poderia aproveitar melhor os veículos se fosse criada uma linha de VLT na Barra da Tijuca, ligando regiões do bairro à futura estação da Linha 4, no Jardim Oceânico. “O mais caro é o carro, que já está aí.” Professor de Engenharia de Transportes da Coppe/UFRJ, Márcio D’Agosto lembra que projeto de 1970 previa um pré-metrô com traçado semelhante ao do BRT Transcarioca. “Se tivesse sido feito há 20 anos, haveria hoje um sistema transversal de metrô na cidade.”

O Dia – Gustavo Ribeiro - 25/06/2016

Comentário do SINFERP

Ô país rico o nosso...

sábado, 25 de junho de 2016

TCE-SP investiga contratos da linha-5 do metrô; custo da obra cresceu 32%

O TCE (Tribunal de Contas do Estado de São Paulo) abriu uma investigação que apura supostas irregularidades em contratos assinados pelo Metrô (Companhia Metropolitana de São Paulo) com as oito empreiteiras que executam as obras da Linha-5 (lilás).

De acordo com o tribunal, há inconsistências no orçamento e na quantidade de material utilizado nas obras. A suspeita partiu da análise de contratos originais com os aditivos da construção.

Em publicação que circulou no Diário Oficial desta sexta-feira (24), o TCE paulista afirma que faz um pente-fino em 184 itens contratuais suspeitos. Somados, eles fizeram o orçamento da obra aumentar 32,35% – saltou de R$ 3,4 bilhões para R$ 4,5 bilhões.

O lote 1 exemplifica. Nele, o tribunal contabilizou 19 inconsistências entre o primeiro contrato da obra, assinado em 2008, e o segundo termo aditivo, em 2009.

O primeiro contrato previa 58 intervenções de demolição de concreto simples ao custo de R$ 131,62 a unidade. No ano seguinte, o orçamento do aditivo já falava em 997,38 serviços com valores estimados em R$ 144,78 cada um.

O conselheiro relator do caso, Antônio Roque Citadini, deu prazo de 60 dias para o Metrô explicar as diferenças entre os valores e as discrepâncias entre serviços e produtos contratados. A resposta da companhia será incluída no processo.

As obras da linha-5 (lilás) deveriam estar prontas neste ano. Mas, segundo o governo Alckmin (PSDB), a construção será entregue só em 2019.

A licitação da linha ocorreu em 2008 e o resultado final foi divulgado em 2010. Reportagem da Folha publicada logo após o anúncio das empreiteiras vencedoras mostrou que os nomes das empresas já eram conhecidos seis meses antes do resultado.

Os empreiteiros responsáveis pela obra, na ocasião, foram denunciados pelo Ministério Público. O caso ainda não obteve um desfecho na Justiça.

OUTRO LADO

Em nota, o metrô afirma que todos os aditivos referentes às obras de extensão da Linha-5 (de Adolfo Pinheiro à Chácara Klabin) seguiram o que determina a lei de licitações (8666/93).

"Por se tratar de uma obra complexa, com escavações a 40 metros de profundidade, interferências podem surgir no decorrer da construção, principalmente, por se tratar de um empreendimento executado em uma metrópole densamente urbanizada."

A companhia diz ainda que os aditivos feitos na obra referem-se a "reconstrução e reposição de uma adutora de água da década de 1950 na estação Adolfo Pinheiro; alterações construtivas em obras de contenção para garantir a segurança de imóveis lindeiros cuja condição era diferente da prevista no mapeamento de solo; além da remoção de várias interferências de concessionárias de serviços que não estavam mapeadas."

O metrô reafirma que prestará todos os esclarecimentos ao TCE dentro do prazo estipulado.


Folha de São Paulo – 25/06/2016

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Novo esquema do Trem do Corcovado (RJ) começa na próxima sexta-feira

Foto Márcia Foletto
RIO - A partir da próxima sexta-feira, dia 1º de julho, a venda de bilhetes para o Trem do Corcovado, que dá acesso ao Cristo Redentor, não será mais feita na Estação do Cosme Velho. As entradas poderão ser compradas apenas pela internet e em quiosques espalhados pela cidade. E agora todos os bilhetes terão hora marcada.
O serviço vai funcionar como um check-in de aeroporto, com o objetivo de evitar filas. Hoje, o problema já acontecia em dias mais concorridos, como fins de semana e feriados. A mudança acontece às vésperas da Olimpíada, quando são esperados quatro mil passageiros por dia. Durante a Jornada Mundial da Juventude, em 2013, o modelo com hora marcada já tinha sido adotado.
O trajeto, pela Floresta da Tijuca, dura cerca de 20 minutos. Em dias normais, as saídas acontecem a cada 20 minutos, das 8h às 18h. Durante a Olimpíada, o horário será estendido para as 21h. As vendas acontecem no site tremdocorcovado.rio e em quiosques espalhados por pontos turísticos tradicionais do Rio, como a orla de Copacabana e a Candelária, além de lotéricas e Correios.

Globo – Luciana Barros - 24/06/2016

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Falha elétrica em trem do metrô do Distrito Federal causa confusão; passageiros passaram mal

Equipes do Corpo de Bombeiros, do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e da Polícia militar, foram acionadas para orientar os usuários do transporte.
Uma falha elétrica em um trem da Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF), na altura da estação Arniqueiras, interrompeu a viagem de usuários e causou tumulto na manhã desta quarta-feira (22/6). Segundo informações preliminares do Corpo de Bombeiros, um incêndio nas proximidades agravou a situação, por conta da fumaça, e pelo uma pessoa passou mal.

A pane aconteceu logo após a vegetação próxima aos trilhos pegar fogo. Equipes do Corpo de Bombeiros, do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e da Polícia militar, foram acionadas para orientar os usuários do transporte. De acordo com informações da assessoria de imprensa do Metrô, por conta do problema elétrico e o trem parou por volta das 8h45 entre o trecho do Guará e de Águas Claras.

Uma pessoa com dificuldade respiratória recebeu atendimento dos bombeiros e foi levada ao Hospital Regional de Taguatinga (HRT). Ainda segundo a empresa, os passageiros acionaram o botão de emergência, quebraram algumas janelas e tiveram que descer para a plataforma.


Correio Brasiliense – 22/06/2016