terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Trem da CPTM vira “maria-fumaça” após falha

Composição teve que ser esvaziada na estação Baltazar Fidélis, na tarde desta segunda-feira.
Quem viu de longe um trem CPTM chegar à estação Baltazar Fidélis, na tarde desta segunda-feira (26), pode ter pensado que a companhia estava usando uma maria-fumaça antiga. Mas não foi isso. A composição da linha 7-Rubi apresentou uma falha, segundo a companhia, no sistema de tração.
Segundo usuários, o trem, que tinha como destino a estação da Luz, já saiu de Francisco Morato soltando fumaça. O problema teria sido percebido pelos próprios passageiros, que acionaram uma equipe da estação.
Apesar do susto, ninguém ficou ferido. A CPTM informou que o trem, em operação desde a década de 1980, foi esvaziado e retirado de circulação.

R7 – Fernando Mellis - 26/01/2015

domingo, 25 de janeiro de 2015

Após princípio de incêndio, Metrô-DF admite falhas por uso de "equipamentos obsoletos e falta de investimento"

O Metrô-DF descarta problemas ocasionados pela energia da CEB ou pelas fortes chuvas.
O Metrô-DF informou nesta sexta-feira (22) que realizou um levantamento técnico para descobrir os problemas causados nos trens nesta quinta-feira (21), quando houve até um princípio de incêndio. Pelo documento, o órgão diz ter encontrado falhas elétricas e mecânicas e descarta problemas de energia da CEB (Companhia Energética de Brasília) ou das fortes chuvas que atingiram o Distrito Federal. 
Em nota, o Metrô-DF garante que, nesta sexta-feira (23), o sistema funciona normalmente e não há registro de transtornos aos usuários. 
O primeiro trem apresentou falha no cabeamento elétrico do motor, às 18h04, perdendo a tração entre as estações Águas Claras e Arniqueiras, por conta dos “equipamentos obsoletos e da falta de investimentos adequados em manutenção”. Segundo o Metrô-DF, a composição é da série 1000, adquirida em 1994, e está na fila para troca de peças. Às 18h39 o sistema foi normalizado, e o trem retirado de circulação. Mas, houve atraso de 30 minutos na saída de outros trens. 
O segundo problema foi constatado em um trem, também da série 1000, que chegava na Estação Claras, às 19h40. Houve um curto circuito do motor, com três explosões provocadas. O Metrô-DF alega que o princípio de incêndio, na verdade, ocorreu pelo acionamento de um dispositivo de segurança utilizado para cortar a corrente elétrica em caso de elevações bruscas de energia quando ocorre algum problema no trem. O órgão garante que o arco elétrico é controlado e, normalmente, não precisa de interferência do Corpo de Bombeiros. 
Os usuários entraram em pânico, saíram dos trens quebrando janelas e empurrando portas de segurança, e ocuparam os trilhos. Por isso, o Metrô-DF diz que precisou desenergizar os trilhos para evitar riscos de choque elétrico. A operação só se normalizou às 22h20, nos dois sentidos, quando o último pedestre foi retirado pela equipe de segurança do METRÔ-DF e pelo Corpo de Bombeiros do DF. Os trens foram recolhidos e passam por revisão. 
O terceiro trem a apresentar problemas seguia logo atrás. Ele serviria para remover o segundo que estava parado, mas também não funcionou. Essa falha provocou uma reação em cadeia. 
As fortes chuvas que caíram no final da tarde desta quinta-feira provocaram o alagamento de duas estações – Concessionárias e Praça do Relógio -, sendo que a última teve que ser fechada por cerca de uma hora para “garantir a segurança do usuário”. 
Após reunião, a diretoria do Metrô decidiu criar um núcleo de antecipação de crise dentro da estrutura do Comitê de Prevenção Permanente de Segurança. Além disso, o órgão promete intensificar a manutenção dos trens e modernizar o sistema. 
R7 - 23/01/2015

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Acidente causado por empurra-empurra no metrô de SP configura má prestação do serviço

Cia. do Metropolitano de SP deverá indenizar usuária de metrô que se acidentou na estação Sé.
A Companhia do Metropolitano de SP e uma empresa de seguros terão de indenizar uma usuária de metrô que se acidentou na estação Sé, em junho de 2011, durante um tumulto antes do embarque. As rés pagarão a ela R$ 15 mil, por danos morais, além dos custos com despesas médicas e o ressarcimento pelos dias afastados do trabalho.
Ao condená-las, a 12ª câmara de Direito Privado do TJ/SP considerou que "a aglomeração capaz de causar 'empurra-empurra' de usuários na plataforma certamente constitui má prestação do serviço de transporte, situação apta a gerar a responsabilidade do transportador".
A autora relata que ao tentar embarcar em meio a uma aglomeração de pessoas, foi empurrada, tropeçou no pé de outra mulher, caiu e bateu a testa no direcionador de fluxo da estação. O acidente resultou em um corte no rosto e um coágulo na cabeça. Em razão disso, ficou afastada de suas atividades cotidianas por sete dias, e poderá necessitar de uma intervenção cirúrgica para retirada do coágulo.
Por sua vez, a Cia. do Metropolitano afirmou que a autora não cooperou e não agiu com as cautelas necessárias para utilização do metrô. Sustentou que ela foi negligente e, devido à pressa, veio a tropeçar em outra usuária, sendo que não houve má prestação do serviço.
Em seu voto, a relatora do caso, desembargadora Márcia Cardoso, ressaltou, porém, que o transportador é responsável legal por transportar seus passageiros, sãos e salvos, ao destino final.
"Se a queda da autora decorreu de empurrões de terceiros, esse fato não é capaz de afastar a responsabilidade da ré, na medida em que essa situação configura fortuito interno, integrante dos riscos próprios da atividade da concessionária de transporte coletivo."


Migalhas – 23/01/2015

Comentário do SINFERP

Boa notícia para os usuários da CPTM

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Em acordo com o MP, Ferrovia Centro-Atlântica vai restaurar imóveis em São João del-Rei (MG)

A empresa tem até o dia 15 de março deste ano para recuperar os bens imóveis do Complexo Ferroviário de São João Del-Rei.
A Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) tem até o dia 15 de março para recuperar integralmente os bens imóveis danificados no Complexo Ferroviário de São João del-Rei, Região Central de Minas. O compromisso foi firmado entre Ministério Público Federal (MPF), Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e as prefeituras de São João del-Rei e Tiradentes por meio de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC).

O complexo ferroviário fica localizado em uma área de 35 mil metros quadrados e é composto por um conjunto de bens tombados desde 1989 pelo Iphan, entre eles, a Estação Ferroviária, o 1º e o 2º módulos do Museu Ferroviário, o Centro de Artes, o antigo Armazém, as Oficinas Mecânica, de Fundição e de Ferraria e a Casa de Máquinas.

Uma linha férrea de 12,7 quilômetros, interligando as cidades de São João del-Rei e Tiradentes, também faz parte do complexo, além de bens móveis, tais como documentos, relógios, máquinas, equipamentos, carros, vagões e mobiliário. 

Desde 2001 é a empresa Ferrovia Centro-Atlântica quem exerce a posse direta sobre dos bens do complexo e entre as obrigações assumidas pela FCA, está a de conservação e manutenção dos bens. No entanto a perícia técnica realizada pela Polícia Federal detectou que “vários bens, móveis e imóveis, todos tombados em órbita federal (...) são mantidos em condições que favorecem sua deterioração”. 

A partir deste laudo, o MPF concluiu que a FCA agiu com negligência e imprudência na guarda do patrimônio federal que estava sob sua responsabilidade. Por esse motivo, reuniões foram realizadas para buscar uma solução para a reparação dos danos causados até chegar a este TAC. 

Obrigações 

A Ferrovia Centro-Atlântica se compromete a reparar integralmente até o dia 15 de março deste ano, mediante obras de reforma e recuperação, os danos aos bens imóveis apontados pelo laudo pericial. 

A Ferrovia Centro-Atlântica pagará a quantia de R$ 600 mil a título de compensação ambiental pelos danos apurados até 2011, sendo a metade desse valor destinado ao Município de Tiradentes e metade ao Município de São João del-Rei.

Os municípios assumiram o compromisso de empregar o dinheiro na realização e execução de projetos, obras ou serviços ligados diretamente ao patrimônio cultural, no âmbito de cada localidade, que deverão ser previamente aprovados pelo Iphan e pelo MPF.


Estado de Minas – 14/01/2015

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Promotoria quer ajuda da Lava Jato sobre monotrilho de SP

São Paulo - O Ministério Público de São Paulo pediu à Justiça Federal do Paraná o compartilhamento de provas envolvendo a suposta atuação do doleiro Alberto Youssef - um dos alvos principais da Operação Lava Jato - em obras da Linha 15 Prata do Monotrilho de São Paulo
A Promotoria busca ter acesso a todos os documentos da Lava Jato que envolvam a obra em São Paulo, incluindo a planilha apreendida com Youssef pela força-tarefa da operação contendo informações sobre cerca de 750 contratos de obras públicas que estariam na mira do doleiro.
A solicitação é subscrita pelo promotor Augusto Eduardo de Souza Rossini, da Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social da Capital.
O pedido de Rossini tem como base um inquérito civil aberto no final do ano passado que apura "irregularidades consistentes em supostos desvios na licitação" e "descumprimento do prazo de entrega" do trecho da obra.
Dentre as 750 obras listadas na planilha, consta a "Obra Vila Prudente", em que o "cliente" é a Construtora OAS. A Promotoria vê suspeita de propina na quantia que aparece no material (R$ 7,9 milhões), que tem servido para os investigadores da Lava Jato chegarem a outras empresas, setores da administração e pessoas que teriam pago propina para abastecer o caixa 2 de partidos políticos.
O inquérito do Ministério Público de São Paulo tem como alvos, além do Metrô de São Paulo, o doleiro Alberto Youssef, a Construtora OAS, também ré na Lava Jato, a Bombardier - alvo de investigações do cartel de trens em São Paulo -, o consórcio Queiroz Galvão e o engenheiro Vagner Mendonça.
O Metrô informou que a licitação da Linha 15 foi vencida pelo consórcio que apresentou o menor preço e lamentou "a tentativa de extrair conclusões de documento cuja autenticidade e significado dependem de provas que já estão sendo produzidas com muita correção pelo Judiciário, Ministério Público e Polícia Federal".
A Bombardier afirmou que nunca manteve relacionamento com Youssef e que "tampouco realizou pagamentos a quaisquer empresas controladas por ele".
A reportagem não conseguiu contato com o engenheiro Vagner Mendonça e representantes da Queiroz Galvão. Procurada, a OAS não respondeu até a conclusão desta edição, na noite de segunda-feira, 19. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Exame.com – Fausto Macedo e Ricardo Brandt - 20/01/2015

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Corte de energia atinge dois milhões de pessoas em São Paulo

No metrô, passageiros desceram e andaram pelos túneis escuros. Quem estava na fila do atendimento médico também passou sufoco.

Outros pontos tiveram problemas com a falta de energia, como metrô, por exemplo. Só em São Paulo, a maior cidade do país, o corte de energia atingiu 2 milhões de pessoas bem no meio da tarde.

No caso do metrô, alguns passageiros desceram e foram andando por um espaço estreito no túnel, se apoiando na parede suja. E com aquele calor, teve gente que passou até mal.

E quem estava na fila do atendimento médico em muitas unidades de saúde, também acabou passando sufoco. Sem energia, só restaram as mãos para enfrentar o calor na AMA Santa Cruz, uma Unidade de Saúde Ambulatorial da Zona Sul. Nela, o apagão durou das 15h às 16h, tempo em que o atendimento foi suspenso. Ao todo, 20 pessoas vão ter que voltar outro dia.

No Hospital do Servidor Público Estadual, o pronto-socorro também ficou sem energia, mas continuou funcionando. “Estava tudo normal. Só o ar condicionado que parou e voltou agora”, conta o técnico em fibra ótica Lucival dos Santos.

A servidora pública Ivanete da Silva foi atendida, mas se sentiu prejudicada: “Não tinha como imprimir o resultado dos exames e a ultrassom ficou a desejar, porque ainda não está funcionando”, afirma.

Os passageiros do metrô souberam do problema pelos autofalantes: os trens pararam entre a Avenida Paulista e o centro da cidade. “Esta estação não prestará serviço”, dizia a voz do sistema de áudio.

“A linha 4 normalmente não dá problema. Esse horário entre 16h e 17h é sempre tranquilo. Hoje é uma situação totalmente atípica”, contou o analista de sistemas Paulo Henrique Alves.

“Está um inferno, um calor insuportável, todo mundo brigando, uma confusão. Os guardas explicam errado. Eu demorei 40 minutos para vir para a Luz”, reclamou a atendente Camila Leite.

Quem vinha da Zona Oeste era obrigado a descer na Estação Paulista, onde nem esteiras nem escadas rolantes funcionavam. Dali em diante, as duas estações - República e Luz - estavam fechadas.  Por causa de um trem que parou entre as duas, os passageiros tiveram que andar pelo túnel. “Olha minha mão como está suja”, mostrou uma passageira.

Uma moça passou mal. A Estação da Luz, que ficou fechada das 15h às 16h30, faz a integração de duas linhas de metrô e duas de trem. Quando foi reaberta, as plataformas ficaram lotadas, mesmo fora do horário de pico.

 O corte de energia também atrapalhou o trânsito. Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego, muitos semáforos da cidade ficaram apagados. Quando a luz voltou, eles estavam desregulados.

A AES Eletropaulo informou que foi orientada pelo Operador Nacional do Sistema a reduzir em 10% o fornecimento e, por isso, cortou mais de 700 megawatts de energia distribuída para cerca de dois milhões de pessoas. Depois, afirmou que recebeu outra orientação do ONS e que restabeleceu a energia às 15h50.

O presidente do Instituto Acende Brasil diz que a situação pode se repetir, principalmente por causa da falta de água, já que o país depende muito das usinas hidrelétricas. “O dado da nossa realidade hoje é de riscos crescentes, de que episódios como esse venham a acontecer, pelo menos ao longo desse verão”, afirma Claudio Salles.

O hospital do servidor estadual disse que suspendeu os exames de raio-x e ultrassom para economizar energia e poupar os geradores. Todos os exames foram remarcados e não houve problemas com cirurgias nem com os pacientes internados.

A concessionária que administra a linha amarela do metrô disse que parou porque houve um problema no sistema de alimentação elétrica. A Eletropaulo por sua vez, afirmou que houve o corte no fornecimento, mas que não foi nada direcionado. Disse que em situações como esta, existem áreas pré-determinadas para tirar o fornecimento.


G1 – 20/01/2015

sábado, 17 de janeiro de 2015

Fiscais do Procon do Rio sofrem intimidações em estação de trens da SuperVia

Dois agentes do Procon, órgão da Secretaria de Estado de Proteção e Defesa do Consumidor do Rio de Janeiro foram intimidados, na quarta-feira (14), por um grupo de oito homens, enquanto faziam fiscalização em trens da SuperVia, concessionária responsável pelo serviço de trens no Rio, em uma das plataformas da Estação Del Castilho, na zona norte da cidade.

Segundo o diretor de fiscalização do Procon, Fábio Domingos, os fiscais estavam apurando denúncias de que os trens circulavam de portas abertas, com falta de segurança dos usuários. Ao notarem que os agentes usavam os celulares para fazerem imagens, os homens se aproximaram e quiseram saber se eram policiais e se estavam armados.

Ele informou que o grupo, antes de alcançar a plataforma, caminhava entre os trilhos do sistema ferroviário. “Perguntaram o que os fiscais estavam fazendo ali, se faziam revista, se estavam armados e se eram policiais? Os fiscais se identificaram, mostrando que eram do Procon, mostraram os crachás e a filmagem, e ficou provado que eram fiscais, mas de uma forma muito tensa. Foi uma abordagem feita com veemência e bastante rigidez”, contou em entrevista à Agência Brasil.

O diretor informou que depois de comprovada a função, os fiscais foram obrigados pelo grupo a sair do local. “Os fiscais foram lá para ver a questão das portas abertas, e acabaram detectando, de forma pessoal, que há outro tipo de insegurança. Foi feito um auto de constatação com relação a isso, registrado no Procon, apresentado à presidência, que notificou a SuperVia e vai abrir procedimento contra a empresa por mais esse episódio”, explicou.

De acordo com Domingos, além da intimidação, a empresa responde a processo pelos trens viajarem de portas abertas. O Procon informou que, na defesa, a SuperVia indicou que os trens têm sistema de intertravamento de portas, atendendo a uma exigência do Procon estadual, e se houver a abertura forçada das portas pelos passageiros, o fechamento só poderá ser feito, no máximo, no intervalo entre duas estações em sequência. Mas, segundo Domingos, não foi isso que os fiscais comprovaram. “Os fiscais flagraram que os trens viajam de portas abertas por até quatro estações”.

Se a concessionária for multada, poderá ter um prejuízo de até R$ 7 milhões. “A multa tem uma limitação legal mínima de R$ 500, podendo chegar a R$ 7 milhões”, adiantou, esclarecendo que o valor é estipulado conforme cálculo que avalia a gravidade da situação.

O caso ocorreu no segundo dia da operação dos fiscais. Domingos contou que na terça-feira (13) a fiscalização foi feita durante a manhã e não houve incidentes. A de quarta-feira foi no início da noite, às 18h. “Eu estou no Procon desde 2013 e nunca tínhamos passado por uma situação dessa de ser abordado, e de risco. Quando tem uma fiscalização em que a gente entende que há risco iminente, a gente até pede auxílio da Polícia Militar”, disse.

A SuperVia destacou, em nota, que a Segurança Pública dentro do sistema ferroviário é de responsabilidade do Poder Público, que atua nas estações de trens por meio do Grupamento de Policiamento Ferroviário. “Esta é uma das determinações do contrato de concessão. A concessionária reforça que respeita a fiscalização do órgão, colocando-se à disposição para esclarecimentos e informações sempre que necessário. Sobre o processo administrativo, a SuperVia informa que apresentará recurso contra as autuações”, revelou.

Fábio Domingos contestou, no entanto, reforçando que a concessionária tem que se responsabilizar pela segurança dos usuários. “A segurança dentro de uma estação é da SuperVia. Ela é que tem que prover”, concluiu.


EBC - Cristiana Índio do Brasil – 16/01/2015

Comentários do SINFERP

Verdadeiro jaguncismo. Acreditam blindados contra tudo e  contra todos. 

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Hoje é o quarto aniversário de São Paulo TREM Jeito

Hoje é o quarto aniversário do blog São Paulo TREM Jeito. Entre acertos e erros, a satisfação de afirmar que NUNCA foi um blog "chapa branca". Gratos pelos amigos que nos honram com suas visitas ao longo desses anos.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Juíza abre ação de Alckmin contra cartel dos trens

Enquanto isso....
A Justiça de São Paulo determinou, na semana passada, a abertura de uma ação de indenização pedida pelo governo Geraldo Alckmin (PSDB) contra as empresas acusadas de formação de cartel e fraude de licitações no setor metroferroviário entre 1998 e 2008. Nesse período, o governo paulista esteve sob comando de Mário Covas, José Serra e Alckmin — todos do PSDB. A partir de agora, as multinacionais citadas no caso respondem ao processo sob condição de rés.
Ao todo, 15 empresas vão responder ao processo: Siemens, Siemens AG (Alemanha), Alstom Brasil, Alstom Transport (França), CAF do Brasil, CAF (Espanha), Bombardier, Tejofran, Mitsui, TTrans, Temoinsa, MGE, Balfour Beatty, Iesa e MPE. As empresas acusadas negam participação em irregularidades.
A abertura da ação foi revelada na quarta-feira (14) pelo jornal Folha de S.Paulo. A juíza da 4ª Vara da Fazenda da capital, Celina Kiyomi Toyoshima, voltou atrás de uma decisão tomada em 2013 de exigir que o governo Alckmin detalhasse melhor o pedido de ressarcimento aos cofres públicos.
A primeira versão da ação foi apresentada em agosto de 2013. Em novembro, em seu despacho, a magistrada apontou que o governo não indicava os prejuízos causados pelas empresas, além de citar apenas a multinacional alemã Siemens, apontada pelo governo como ré confessa no caso.
A empresa foi a primeira a admitir a existência do cartel ao Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) em julho de 2013, em acordo de leniência com o órgão antitruste do governo federal. Na época, promotores criticaram a versão inicial, que, segundo eles, tentava criar "um cartel de uma empresa só". A formação de cartel é caracterizada quando um grupo de empresas age em conjunto para combinar valores e resultados de uma concorrência. Em abril do ano passado, a juíza voltou a pedir que o Estado indicasse os prejuízos resultantes da fraude praticada pelas empresas. O governo paulista continuou sem apresentar uma estimativa de dano financeiro ao erário.
'Imprecisão'

A juíza decidiu dar prosseguimento ao processo diante da insistência do governo paulista em não enviar o cálculo do prejuízo aos cofres estaduais. "Insta consignar que a imprecisão do valor da causa não torna inepta a inicial. O conteúdo poderá ser apurado no curso do processo ou em liquidação de sentença", escreveu Celina no seu despacho.
Apesar da abertura da ação, a juíza diz que as manifestações feitas pelo governo não são claras para fundamentar as fraudes das quais as empresas são acusadas. "Frise-se que a forma genérica de descrição persiste nas emendas, quiçá diante da dificuldade de quantificação do dano e da participação exata de cada réu incluído no polo passivo, porém, não a ponto de propiciar o indeferimento da inicial", disse a juíza Celina.
As empresas serão agora notificadas sobre a decisão e convocadas a se manifestar. Em seguida, o processo será encaminhado ao Ministério Público, onde vai aguardar parecer dos promotores. Após isso, o processo retorna à 4ª Vara da Fazenda, onde será julgado. A ação que pede que as empresas do cartel indenizem o governo tramita em segredo de Justiça.
A

Em dezembro de 2014, a Promotoria moveu uma ação civil pública pedindo que 11 empresas acusadas de formação de cartel devolvessem R$ 418,3 milhões ao Estado por supostas irregularidades em contratos de manutenção de trens celebrados pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos entre 2001 e 2002. Além disso, o Ministério Público Estadual também pediu a dissolução das empresas mencionadas na ação. As empresas acusadas recorreram. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
R7 - 15/01/2015

Comentário do SINFERP


Pois é: e tudo isso sem conhecimento, participação ou ao menos suspeita dos agentes públicos envolvidos nos contratos. Que coisa!!!!!!

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Procon autua SuperVia por novos problemas com trens no RJ

Trem na SuperVia: após receber a notificação, a SuperVia tem prazo de 15 dias para apresentar defesa.

Rio de Janeiro - Pela segunda vez nos últimos dias, o Procon-RJ, autarquia vinculada à Secretaria de Estado de Proteção e Defesa do Consumidor do Rio de Janeiro, autuou hoje (12) a SuperVia por problemas em dois trens dos ramais de Santa Cruz e Saracuruna, zona oeste da capital.
De acordo com a assessoria do órgão, uma composição do ramal de Santa Cruz parou por causa de pane no equipamento de conexão com a rede aérea, o que acabou forçando os passageiros a caminhar sobre os trilhos até a estação de Inhoaíba.
Já no ramal de Saracuruna, um trem ficou sem luz e apresentou problemas nas portas, atrasando a viagem em 30 minutos.
“O Procon agiu com base no Código de Defesa do Consumidor (CDC). De acordo com o Artigo 6° do CDC, o consumidor tem o direito de adequada prestação dos serviços públicos. Além disso, o código, em seu Artigo 22, informa que órgãos públicos ou concessionárias são obrigados a fornecerem serviços eficientes e seguros”, esclareceu o órgão, em nota distribuída à imprensa.
Após receber a notificação, a SuperVia tem prazo de 15 dias para apresentar defesa.
Se as justificativas não forem aceitas, a concessionária será multada. O valor da multa será calculado com base na receita bruta registrada pela concessionária nos últimos três meses.
No último dia 8, a SuperVia foi autuada pelo Procon-RJ pelo acidente envolvendo, no dia 5, dois trens do ramal de Japeri.
O choque ocorreu na altura da Estação Presidente Juscelino, em Mesquita, Baixada Fluminense, deixando mais de 200 pessoas feridas.

Exame.com – Alana Gandra - 12/01/2015