sábado, 18 de novembro de 2017

MPE (SP) quer anular contratos de manutenção de 118 trens por suspeita de cartel

Promotoria de São Paulo recomenda que CPTM anule quatro contratos assinados há cinco anos no valor de R$ 478,5 milhões e que têm sido prorrogados por meio de aditivos
SÃO PAULO - O Ministério Público Estadual (MPE) expediu uma recomendação administrativa para que a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) anule quatro contratos assinados há cinco anos para a manutenção de 118 trens em São Paulo por suspeita de formação de cartel envolvendo as empresas contratadas. A Promotoria deu prazo de 30 dias para a suspenção dos negócios para não interromper a circulação da frota.
Os contratos originais somam R$ 478,5 milhões e foram assinados entre março e maio de 2013 com o consórcio TMT (formado pelas empresas Temoinsa do Brasil, Trail Infraestrutura e Trans Sistemas de Transportes) e com a fabricante espanhola CAF. Eles envolvem a manutenção dos trens das séries 2070, 3000, 7000 e 7500, que circulam nas linhas 7-Rubi, 9-Esmeralda, 10-Turquesa, 11-Coral e 12-Safira. Os acordos venceram neste ano e têm sido prorrogados a cada seis meses por R$ 46,8 milhões.
A recomendação à CPTM, estatal controlada pelo governo Geraldo Alckmin (PSDB), foi feita pelo promotor Nelson Luís Sampaio de Andrade, do Patrimônio Público e Social. No texto, ele afirma que um inquérito do MPE e documentos encaminhados pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), órgão vinculado ao Ministério da Fazenda, constataram prática de conluio entre as empresas, com propostas combinadas para simular uma disputa nas licitações feitas em 2012 que envolveram os quatro contratos.
O Estado de São Paulo – 17/11/2017
Comentário do SINFERP


Ah, mas é apenas uma “recomendação”. 

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Alckmin enrola mais uma vez e atrasa entrega de estações de Metrô

O secretário estadual dos Transportes de São Paulo, Clodoaldo Pelissioni, admitiu, na terça-feira, dia 14, que as estações Santa Cruz e Chácara Klabin, da linha 5 do metrô, não serão entregues este ano. As licitações das obras, com fraudes contratuais, equivalem à soma atualizada em 6,6 bilhões de reais, além de atrasos nas obras que deveriam ser entregues em 2015. Essas licitações para obras de expansão do metrô foram abertas em 2008, durante o governo de José Serra (PSDB) e prosseguida por seu sucessor, Geraldo Alckmin (PSDB).
O cartel formado pelas empreiteiras Odebrecht, Camargo Corrêa, OAS, Andrade Guitierrez e Queiroz Galvão, durante os governos PSDB em São Paulo, foi admitido pela empreiteira Camargo Corrêa. Em acordo judicial, a empreiteira reconheceu a existência do cartel formado pelo conjunto de empreiteiras, chamadas de G5, com a divisão da obra da linha-5 Lilás do metrô paulistano e o superfaturamento da obra, levando a um prejuízo bilionário aos cofres públicos.
Desde 2012, quando foi inaugurada, a linha 4-Amarela (privada) do metrô de São Paulo é a linha que mais sofre falhas no sistema. Comparado com as demais linhas estatais (L1, L2, L3, L5) nos últimos cinco anos, a linha 4-Amarela teve 40% a mais de falhas. O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin do PSDB, vem sendo denunciado sistematicamente pelos trabalhadores do metrô de que a privatização do metrô levará ao sucateamento ainda maior do sistema.
Sempre tem alguma linha de metrô com problemas, gerando atrasos e problemas para os trabalhadores e as questões do metrô vêm se arrastando há tempos, quem mora em São Paulo e faz uso das linhas sabe bem disso. O atraso também é conveniente para o PSDB que vai utilizar a inauguração das linhas próximo das eleições para fazer demagogia com a população com as novas estações.
É importante saber, porém, que o governo tem planos de privatizar todo o metrô e o sucateamento é a via mais rápida de conseguir que seja feito. Bem longe de ser uma solução, a privatização só aumentará o gasto para o trabalhador e não será garantia de serviço de qualidade, temos o exemplo da linha amarela que é privatizada e que além de sempre ter algum tipo de problema opera com menos tempo que as demais linhas.


Causa Operária – 16/11/2017

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Hip-hop nos trens é aposta de ex-ambulantes de Perus

Quem utiliza o transporte público de São Paulo, sabe que o trem é uma grande caixa de surpresa, onde diversos talentos são revelados. A Agência Mural acompanhou o trabalho de três artistas urbanos que, desde julho de 2017, vêm divulgando sua arte pelos trilhos da Linha 7-Rubi da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos).
São eles o MC Cauê Quimera, 34, o artista urbano Nicolau Ariel, 22, e o dançarino Bruno Rodrigues, 24. Moradores de Perus, região noroeste de São Paulo, eles se conheceram na cena do hip-hop local. Os artistas Nicolas e Bruno integram o grupo de break Street Son Crew e Cauê é parte do grupo 3V Terceiro Verso. Eles também trabalham como arte-educadores em espaços culturais pela capital paulista.
As oficinas de dança e rima, no entanto, não estavam dando conta das despesas dos artistas, que resolveram ser marretas nos vagões da CPTM (palavra que designa o vendedor ambulante de trens).

Folha de São Paulo – 16/11/2017

Metrô de Brasília (DF) é condenado a indenizar passageira por assédio em trem no DF

Mulher deve receber indenização de R$ 10 mil. Justiça entendeu que companhia deve zelar pela segurança de passageiros; cabe recurso.

O Metrô foi condenado a indenizar uma mulher que sofreu assédio dentro de um vagão em abril deste ano por um passageiro que estava atrás dela. Ela deve receber indenização de R$ 10 mil. A companhia ainda pode recorrer e disse não ter sido notificada até a última atualização desta reportagem.

O entendimento da Justiça é que o Metrô é responsável pelos danos causados aos passageiros, mantendo uma equipe de segurança e tomando as medidas necessárias se houver acidente, crime ou contravenção.

"O transportador responde objetivamente pelos danos causados aos passageiros e, ainda, quando se tratar de transporte metroviário, há dever legal específico de garantir a segurança e incolumidade dos passageiros, mantendo corpo de segurança e tomando as medidas cabíveis quando da notícia de acidente, crime ou contravenção", diz a sentença.

Na ação, a vítima afirmou que o homem se aproveitou do vagão lotado e começou a “se esfregar nela”. Como a mulher considerou que não teve apoio necessário do Metrô, decidiu processar a empresa.

Segundo o advogado da vítima, um vídeo da situação filmado por outra passageira e o relato foram suficientes, por isso, a testemunha foi dispensada.

Em entrevista ao G1 à época, a passageira relatou que o suspeito fugiu do local, após abordar o homem, que negou o assédio. Ela disse ter procurado por seguranças do metrô em seguida, mas não ter conseguido contato com ninguém. Segundo ela, os demais funcionários com quem conversou se recusaram a tentar localizar o suspeito, via rádio.

A ouvidoria do Metrô já recebeu 17 denúncias de assédio neste ano. Em 2015, foram três. Em 2016, foram cinco queixas.

Greve

Com funcionários em greve desde 9 de novembro, o Metrô só funciona nos horários de pico – entre 6h e 10h, e entre 16h30 e 20h30. Nesse período, o número de trens circulando é menor do que o normal. Costuma ser 18 em vez dos 24. Nos demais horários, as 24 estações ficam fechadas, por conta do baixo efetivo.


G1 -16/11/2017

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Circulação de trens do Rio pode ser afetada sem financiamento, diz secretário

Sistema administrado pela Supervia depende da renovação de empréstimo de R$1,2 bilhão feito com o Banco Mundial, em 2010,
Rio - O secretário de Estado de Transportes, Rodrigo Vieira, afirmou nesta terça-feira, que o circulação de trens do Rio, serviço administrado pela SuperVia, pode ser afetada caso não haja a renovação do financiamento com o Banco Mundial. A declaração foi dada durante audiência pública da Comissão Especial da Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj) criada para discutir as demandas da linha ferroviária Saracuruna-Gramacho. Das 201 composições da frota, 30 trens chineses poderão ser afetados.
O contrato com a fornecedora CRCC também prevê a manutenção e a reposição de peças durante o período de garantia. Em virtude do não pagamento, a empresa poderá deixar de prestar tais serviços, o que poderá ocasionar a retirada de trens de circulação. 
Em 2010, o Executivo estadual realizou um contrato com o banco para obter empréstimo de 600 milhões de dólares. A renovação do financiamento precisa de autorização do Governo Federal, que é o avalista do empréstimo.
Segundo o secretário, o Governo do Estado ainda não utilizou 160 milhões de dólares do empréstimo com o Banco Mundial. No entanto, o prazo do contrato com o banco acabou em junho deste ano. Para voltar a utilizar o dinheiro do financiamento, o Executivo precisa realizar uma renovação de contrato com o Banco Mundial. “Já está tudo certo. Tanto o banco, quanto o governador já mostraram interesse na renovação do empréstimo. O problema é que precisamos da garantia do Governo Federal, que é o avalista e ainda não se pronunciou. Estamos pressionando e negociando com a Presidência da República”, explicou Rodrigo Vieira.
O secretário informou que o dinheiro é fundamental para o pagamento dos novos trens comprados de empresas chinesas e francesas. “Já estamos devendo aos fornecedores por um ano, desde que o Governo Federal realizou os arrestos nas contas do estado. Caso o pagamento não seja realizado, alguns trens podem ser retirados de circulação e novas composições não serão liberadas. É necessário também o pagamento de peças de reposição para os vagões”, alertou.
Procurada, a Supervia, atual responsável pela administração do serviço, preferiu não comentar as declarações do secretário.  Confira a nota da secretaria na íntegra:
"A Secretaria de Estado de Transportes esclarece que a circulação de 30 trens da frota da SuperVia pode ser afetada, caso não haja a renovação do empréstimo junto ao Banco Mundial. O contrato com a CRCC, fornecedora dos trens chineses, também prevê a manutenção e a reposição de peças durante o período de garantia. Em virtude do não pagamento, a empresa poderá deixar de prestar tais serviços, o que poderá ocasionar a retirada de trens de circulação. 
Visando à continuidade do serviço e à retomada dos pagamentos, a Central Logística, através da Secretaria de Estado de Transportes, busca, desde setembro de 2016, a renovação do empréstimo junto ao Banco Mundial para regularização e garantia dos pagamentos aos fornecedores. Para que isso ocorra, é necessário que o Governo Federal forneça uma carta de garantia ao banco assegurando a renovação do empréstimo ao Estado do Rio. Vale ressaltar que essa verba é carimbada, ou seja, não pode ser utilizada para outros fins.

Caso a renovação do financiamento não ocorra nos próximos meses, 30 trens da frota total de 201 utilizados pela SuperVia poderão ser afetados.

Além disso, a falta de pagamento já impactou a produção dos 12 novos trens, fabricados pela Alstom. A empresa já comunicou, formalmente, o Governo do Estado sobre a paralisação da produção. Há, inclusive, um trem pronto, que poderia estar atendendo a população.
Esse financiamento do Banco Mundial tem como principal objetivo a realização de investimentos no sistema ferroviário, em especial a aquisição de trens. A renovação do empréstimo é necessária para quitar o saldo devido aos fornecedores dos trens (adquiridos na China, em circulação, e os 12 novos, em fase de produção)".
Linha Saracuruna-Gramacho
Durante a reunião, o secretário também foi questionado pelo presidente da comissão, o deputado Zito (PP), sobre a duplicação da linha Saracuruna-Gramacho, no município de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.
O processo evitaria a necessidade de baldeação dos moradores de Saracuruna em Gramacho para chegarem à Central do Brasil. Rodrigo Vieira explicou que a duplicação da linha não está prevista no contrato de financiamento do Banco Mundial. “Quem deveria realizar as obras neste ramal seria a Supervia. A duplicação está prevista no contrato de renovação do consórcio. Estamos analisando os termos do contrato para cobrarmos explicações da empresa”.

O Dia – 14/11/2017

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Mesmo em greve, Metrô-DF começou a rodar as 8h30 de ontem por causa do Enem


Medida cumpre determinação da Justiça; 24 estações ficam abertas até 19h. Greve começou na última quinta.
Desde as 8h30 da manhã deste domingo (12), 24 estações do Metrô estão abertas no Distrito Federal [Brasília], apesar da greve dos funcionários que começou na última quinta-feira (9). A Justiça determinou que 100% da frota e dos trabalhadores (com relação ao efetivo que funciona em fins de semanas normais) estivessem à disposição até as 19h para que os estudantes que fazem a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) não sejam prejudicados.
De acordo com o Metrô, os trens estão rodando sem incidentes. O serviço é maior do que o oferecido nos últimos dias. Desde o início da greve dos metroviários, os trens operaram apenas no horário de pico – começo da manhã e fim da tarde.
Ainda segundo o Metrô, no começo da manhã oito trens estavam circulando, mas dependendo da necessidade, outros poderão ser liberados. Cerca de 125 mil estudantes devem fazer a prova no DF, distribuídos em 167 locais: são 120 escolas públicas, quatro unidades do Instituto Federal de Brasília (IFB) e algumas instituições privadas.
G1- 12/11/2017

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Metrô de SP terá novo túnel da Estação Consolação à Paulista


Obra servirá para aliviar a superlotação na passagem entre as duas estações; 22,5 mil pessoas circulam pelo local nos horários de pico.
SÃO PAULO - O Metrô de São Paulo vai construir um novo túnel para ligar as Estações Paulista, da Linha 4-Amarela, e Consolação, da Linha 2-Verde. O objetivo é tentar aliviar a superlotação no local. A conexão foi apelidada de “túnel dos pinguins” graças à comparação de um ex-presidente da empresa, ao descrever o fluxo lento de passageiros. Já foi aberto o processo para contratar o projeto executivo da obra, que será financiada pelo Banco Mundial. 
O traçado do novo túnel será definido pelo projeto a ser contratado. Quem anda ali todo dia, entretanto, espera que o trajeto seja menor. “É muito longo. Mesmo sem estar lotado, o percurso de uma plataforma à outra demora cinco minutos”, reclama a analista Eliane Oliveira, de 30 anos. “E quando lota muito, como hoje (terça-feira, 7), desligam a plataforma.”
A passagem - na verdade, são três túneis interligados - tem 171,6 metros de extensão. Hoje, afirma o Metrô, por lá circulam 22,5 mil pessoas nos horários de pico da manhã e da tarde.
Inaugurado juntamente com a Estação Paulista em setembro de 2011, o túnel se mostrou subdimensionado desde o primeiro dia de operação no horário de pico. Grades tiveram de ser instaladas para separar o fluxo de passageiros e o piso tátil original, voltado para pessoas com deficiência visual, teve de ser alterado. 
A ideia agora é que o túnel existente seja de mão única, apenas para passageiros que vão para a Estação Consolação, na Avenida Paulista. A nova passagem subterrânea será usada para aqueles que seguem para a Estação Paulista, que fica na Rua da Consolação. 
Para o ano que vem, é prevista a abertura da extensão da Linha 5-Lilás, na zona sul, com a promessa de ajudar a melhorar a distribuição de passageiros na rede e desafogar o túnel. Mesmo assim, o Metrô estima que, em 2030, esse volume de passageiros pule para 34 mil pessoas nos horários de pico.
“Quando fica muito cheio, a gente demora muito para passar. É muita gente. Pego ele todos os dias por volta das 7 horas, e é sempre superlotado”, conta a professora Ana Claudia de Assis, de 28 anos. 
Na semana passada, o Metrô publicou no Diário Oficial Empresarial um Pedido de Manifestação de Interesse (PMI) convocando empresas a apresentar projetos para o novo túnel. O recurso a ser usado faz parte de uma verba de R$ 400 milhões que o Metrô contratou com o Banco Mundial para obras da Linha 4.
Segundo o termo de referência do PMI, o novo túnel sairá não da passarela suspensa sobre as plataformas da Linha 4, como o atual, mas sim do corredor que liga a plataforma à saída para a Rua da Consolação. Dali, o túnel seguiria na diagonal do túnel existente, o encontrando na área das esteiras rolantes da Linha 2-Verde. As consultorias serão selecionadas de acordo com critérios do banco. 
As empresas devem comprovar experiência em projetos similares e vão se responsabilizar pelo gerenciamento das obras. O Metrô cadastrará as interessadas até o próximo dia 17. Mas não há estimativa do valor da obra nem prazo de conclusão. 
Segundo os cronogramas públicos do Metrô, divulgados em seu Portal da Transparência, há sete estações que devem ser entregues à população ainda neste ano, incluindo Higienópolis-Mackenzie da Linha 4-Amarela e a prolongação da Linha 5-Lilás entre Brooklin e Chácara Klabin, ambas na zona sul - essa linha ainda terá a Estação Campo Belo inaugurada em 2018.
A Linha 4-Amarela ainda tem duas estações prometidas para o ano que vem: Oscar Freire e São Paulo-Morumbi. Além delas, há nove paradas prometidas para o primeiro trimestre do ano que vem na Linha 15-Prata, o monotrilho da zona leste. A Linha 6-Laranja, rumo à zona norte, continua com obras paralisadas.  
O Estado de São Paulo – 08/11/2017

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Homem nu é flagrado em performance de pole dance em vagão de metrô em Londres


Se você acredita que já presenciou de tudo no transporte público de sua cidade, espere só até ver o que aconteceu no sistema metroviário de Londres.

Vendedores ambulantes, músicos, atores, brigas entre usuários e até mesmo animais de estimação: você acha que já viu de tudo no transporte público, não é mesmo? Porém, pode ser que você não tenha mais tanta certeza disso depois de descobrir o que aconteceu em Londres. Flagrado por Daniella Vieco, um homem entrou em um vagão do metrô e, pelado, começou uma performance de pole dance.

De acordo com o portal britânico Daily Mail , o homem entrou em um dos vagões da linha Victoria no último domingo (5) e, sem nenhuma peça de roupa, resolveu se “apresentar” para os passageiros do metrô . Diante da situação, as reações não poderiam ser mais diversas: alguns olharam para o lado, fingindo que nada estava acontecendo. Outros ficaram empolgados e até mesmo aplaudiram a performance.

As autoridades não foram chamadas para lidar com o caso e ninguém foi preso, porém, agora a Polícia Britânica de Transportes está tentando identificar o homem do vídeo. “Nós estamos cientes da filmagem, postada no Twitter, de um homem dançando pelado em um trem da linha Victoria”, o porta-voz da polícia declarou.

“As imagens estão sendo analisadas com o objetivo de identificar o homem visto dançando. Qualquer pessoa que estava a bordo do trem no momento do incidente é estimulada a entrar em contato conosco o mais rápido possível”, completou.

Sexo na estação de trem

Parece que a cidade de Londres pode ter algum tipo de "magnetismo" para comportamentos inesperados no transporte público. Em meados de agosto, por exemplo, um casal flagrado fazendo sexo na estação de trem Hackney Downs, no leste da cidade inglesa. 

De acordo com a Polícia de Transportes de Londres, o casal resolveu que a plataforma de espera da estação de trem era o local mais apropriado para fazer sexo . Os passageiros, que também aguardavam os próximos vagões, ficaram chocados, contudo, os momentos indiscretos não duraram muito.

Pouco tempo depois de iniciarem o ato sexual, o metrô chegou à plataforma e, por isso, os dois vestiram suas roupas e correram para não perder a viagem. Como se nada tivesse acontecido, seguiram sua viagem junto dos outros usuários, que, ao que tudo indica, parecem não ter se recuperado da cena indiscreta.

IG – 07/11/2017

domingo, 5 de novembro de 2017

Levantamento mostra que um terço dos trens da SuperVia (RJ) tem mais de 30 anos


Os mais de 600 mil passageiros que utilizam diariamente os trens urbanos no Rio encontram parte da frota obsoleta, cansada e, em boa parte dos casos, sem climatização. Dados obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação revelam que, das 201 composições que circulam atualmente no Rio e em 11 municípios da Baixada Fluminense, 61 — o equivalente a 30,3% — têm mais de 30 anos de idade. Do total de trens fabricados no século passado e que ainda são mantidos em plena atividade pela SuperVia, 12 são conhecidos pelos passageiros pelo apelido de “quentões”, pois não têm ar-condicionado.
E o passageiro que tem a sorte de escapar da frota antiga e quente pode topar ainda com trens que, apesar de novos, não carregam o sistema automático de proteção (ATP). Responsável por aumentar o nível de segurança no tráfego ferroviário, o ATP detecta automaticamente um obstáculo à frente e aciona o freio.
O sistema começou a ser instalado nas composições em 2000, a partir de uma exigência da Agetransp, agência que regula transportes ferroviários, aquaviários e metroviários. A solicitação foi feita após a ocorrência de um acidente que resultou na morte de uma criança, na Zona Oeste do Rio. Atualmente, porém, 70 composições em circulação não têm o ATP.
— Em alguns setores da malha ferroviária, como em trechos do ramal de Belford Roxo, o ATP não funciona — diz Valmir Lemos, o Índio, presidente do Sindicato dos Ferroviários.
Eva Vider, engenheira de Transportes e professora da Escola Politécnica da Universidade Federal do Rio, defende a existência de uma renovação de frota programada:
— A idade média da frota deve ficar, no máximo, entre oito e 12 anos.
Ultrapassadas e quentes, as composições mais velhas são evitadas por quem pode esperar um pouco mais nas estas estações. É o caso por exemplo do cozinheiro Jonas Ferraz, de 18 anos. Morador da Zona Oeste, ele diz que evita os trens mais velhos porque se sente menos seguro numa composição antiga.
— Dá uma sensação de insegurança. Quando vem um trem velho, eu deixo passar e pego outro mais novo. No trem velho, as portas não fecham direito e o ar-condicionado, quando tem, não funciona bem — disse o cozinheiro, que costuma utilizar as composições do ramal de Santa Cruz para ir à escola e ao trabalho.

A dona de casa Eliane Vieira Onorato, de 43 anos, é outra que tenta escapar sempre que pode dos trens antigos.
— Peguei um desses no mês passado. Tinha ar, mas funcionava muito mal, e ficou quente a viagem toda. Viajar num trem assim é muito ruim — disse Eliane, usuária do ramal de Gramacho.
A SuperVia alegou que, apesar existência de trens com mais de 30 anos de idade, a idade média atual da frota é de 17 anos. Sobre os "quentões", a concessionária informou que os 12 trens antigos serão aposentados até 2020.
A concessionária diz ainda que, nos finais de semana e feriados, todas as viagens são feitas em trens com ar-condicionado. E que nos dias úteis, essa média é de 99%.
Sobre o ATP, a empresa diz que os cinco principais ramais (Japeri, Santa Cruz, Deodoro, Saracuruna/Gramacho, Belford Roxo contam com o sistema instalado na malha ferroviária. E que também instalou o sistema de bordo em 131 composições. No entanto, outros 70 trens chineses, comprados pelo governo estadual para os Jogos Olímpicos vieram sem o ATP de bordo e rodam nesses ramais.
Neste caso específico, de nada adianta a instalação da malha, já que o funcionamento de um mecanismo depende do outo ainda não instalado. A instalação do ATP nos 70 trens, segundo a concessionária, seria uma atribuição do estado, por força de contrato.
Sobre o ramal de Belford Roxo, a SuperVia informou que o funcionamento do ATP é prejudicado no trecho por casos de furtos de cabos. Só no primeiro semestre do ano, foram registradas 239 ocorrências deste crime.
A empresa alegou ainda que entende que o ATP é uma tecnologia que agrega, mas que , a ausência da proteção não afeta a segurança do serviço ferroviário de transporte de passageiros. Ainda de acordo com a Supervia, o ATP significa um reforço na segurança e não sua única ferramenta.
Já a Secretaria estadual de Transportes (Setrans)alegou que, atualmente, cerca de 70% da frota da SuperVia conta com o ATP. E que está ajustando junto à concessionária o cronograma de instalação do equipamento nas demais composições, visto que o serviço depende da paralisação gradativa dos trens. A nota diz ainda, que há procedimentos operacionais que garantem o mesmo nível de segurança na circulação dos trens que ainda não contam com o equipamento.
Ainda segundo a Setrans, para dar continuidade ao processo de renovação da frota, o governo estadual busca alternativas para quitar o contrato de aquisição de 12 novos trens da Alstom.
Extra- 04/11/2017

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Linha da Cultura do Metrô de SP traz diversas atrações durante todo mês


Programação de novembro tem exposições com fotografias, artesanatos, campanhas de conscientização e uma apresentação musical
Com uma programação especial para os usuários, a Linha da Cultura do Metrô apresenta, durante todo o mês de novembro, exposições com fotografias, artesanatos, campanhas de conscientização e uma apresentação musical.
A partir desta quarta-feira (1), a Estação Trianon-Masp, da Linha 2-Verde, terá uma iluminação diferente. Um dos corredores de acesso da estação recebe luzes da cor da campanha “Novembro Azul”, que incentiva a prevenção do câncer de próstata.
No dia 10, entra em cartaz a exposição “O Curativo Vermelho” na Estação Clínicas da Linha 2-Verde. O projeto é uma parceria do Metrô com a Fundação Pró-Sangue e conta com 20 imagens que prestam homenagem aos doadores, além de incentivar a pratica de doar.
Em apoio às causas ambientais, a mostra “Recicla Pneus” desembarca na Estação Sé. Entre 10 e 30 de novembro, quem passar pela área de exposições poderá conhecer o trabalho do eco designer Daniel Beato por meio de 30 imagens. O projeto transforma pneus sem utilidade em objetos inovadores como brinquedos e peças decorativas.
A Estação Sé também recebe a mostra “Sampa” que reúne obras feitas por artistas do grupo Mosaicos Paulistas. São 15 os painéis da exposição que retrata a cidade de São Paulo em diferentes ângulos e técnicas, com materiais como pedra portuguesa, cerâmica e macramê. O acervo pode ser visitado a partir do dia 10.
Outra exposição que ficará em cartaz na Estação Sé entre os dias 10 e 30 de novembro é “Espelho D’Água”, da pintora Jane Ferrari. A mostra homenageia a música, a dança e o teatro por meio de 20 obras em aquarela que retratam personagens da companhia teatral da Escola de Artes Lígia Aydar.
Quem passar pela Estação República da Linha 3-Vermelha, a partir do dia 10, poderá conferir a exposição “Transbordo”, da artista fluminense Aline Brant, que mistura fotografia e bordado. A coleção é resultado de nove meses de produção e tem como tema a união entre o corpo humano e a natureza.
No dia 16, o Coral Vozearte se apresenta na Estação Sé, às 10h. O grupo formado por 40 cantores sob a regência do maestro Rodrigo Hyppolito leva aos passageiros do Metrô um repertório de grandes musicais da Broadway. Desde a sua fundação, em 2016, o coral já passou pelos palcos do Memorial da América Latina, da Biblioteca São Paulo e do Conservatório Beethoven.
Portal do Governo do Estado de São Paulo – 31/10/2017