quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Trem do Corcovado (RJ) justifica reajuste de até 31% na tarifa

A decisão da diretoria do Trem do Corcovado de reajustar o preço nos ingressos de 31% (em relação a alta temporada) gerou uma polêmica. A Bito alegou que os novos preços, que entraram em vigor no último dia 7, prejudicam as operadoras que negociaram contratos ainda com preços antigos. Para discutir a questão foi convocada uma coletiva de imprensa onde a Secretaria de Estado de Turismo do Rio de Janeiro, a Associação Brasileira de Agências de Viagem (ABAV-RJ) e a Associação Brasileira de Turismo Receptivo Internacional (BITO) vão denunciar o impacto provocado pelo  reajuste, sem aviso prévio, sob alegação de que  os pacotes para a alta temporada já foram comercializados antecipadamente, tanto no Brasil quanto no exterior, com o preço antigo.

Já Sávio Neves, presidente do Trem do Corcovado emitiu uma nota oficial onde explica que as novas regras e preços, foram impostos pelo novo consórcio vencedor da licitação anunciada em outubro e formado pelo ICMBio / Ministério do Meio Ambiente / Parque Nacional da Tijuca, que recentemente entrou em vigor. "De fato, são mudanças radicais que nos pegaram desprevenidos, sem tempo ainda de fazer uma correta e necessária divulgação. Quero esclarecer que este acréscimo de valor será recolhido diretamente pelo Governo Federal. Para o Trem do Corcovado, isso não nos beneficia em nada, porque, do valor do bilhete, independente da época do ano, pois ficamos apenas com R$ 36", esclarece. 

A proposta apresentada pela diretoria do Trem do Corcovado - mas ainda sujeita a análise -  é de que  até 15/2  o ICMBio  pratique o valor de baixa temporada. Assim, o reajuste para os agentes de viagem, antigos e tradicionais "vendedores" deste produto, seria R$ 51, com um reajuste de apenas R$ 5. 

O dirigente finaliza dizendo-se solidário aos parceiros - agentes de viagens - nesta questão.

O valor do bilhete cobrado pelo consórcio  ICMBio / Parque Nacional da Tijuca passou a ser o seguinte:

Alta Estação (com início neste dia 29 nov e se estende até 15/02), o valor do bilhete saltara para R$ 62. Na baixa estação o valor será de R$ 51.


Mercado e Evento – Luiz Marcos Fernandes - 26/11/2014 

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Por transtornos com VLT, governador e secretário (de MT) são acionados na Justiça

MPF e MPE-MT entraram com ação contra Silval, Maurício e empreiteiras. Indenização no valor de R$ 148 milhões deve ser paga com verba pessoal.

Uma ação do Ministério Público Federal (MPF) e Ministério Público Estadual (MPE) pede que o governador de Mato Grosso, Silval Barbosa (PMDB), o secretário extraordinário da Copa, Maurício Guimarães, e as empresas responsáveis pela instalação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) em Cuiabá e Várzea Grande, região metropolitana da capital, paguem indenização, a título de danos morais coletivos, pelos transtornos causados à população diante da demora na conclusão da obra do metrô de superfície. A ação foi protocolada nesta terça-feira (18) na 1ª Vara da Justiça Federal.

Por meio de assessoria, Silval e Maurício informaram que só irão se pronunciar sobre o assunto quando forem notificados pela Justiça.

O MPF e MPE querem que eles paguem indenização de no valor de R$ 148 milhões por terem iniciado uma obra para Copa do Mundo sabendo que ela não ficaria pronta a tempo para o evento esportivo. Desde o início, quando o VLT foi escolhido em detrimento do Bus Rapid Transit (BRT) [ônibus que circulam em corredores exclusivos] já se tinha o conhecimento de que não ficaria pronto para a Copa, conforme o promotor de Justiça, Clóvis de Almeida Júnior. "Poderiam construir o VLT, mas não com essa promessa de que seria para a Copa", afirmou.

A principal falha foi a escolha do Regime Diferenciado de Contratação (RDC) para a contratação das empresas para colocar o projeto em prática, conforme o promotor e a procuradora da República, Bianca Britto de Araujo. "Foi inadequada a escolha do RDC, uma vez que a obra não ficaria pronta em 2014 para a Copa", disse a procuradora. A previsão de conclusão do VLT, como o governo tem anunciado, é dezembro de 2015. Mas, inicialmente, pelo contrato firmado com as empresas, a obra deveria ter sido entregue em março deste ano.
Na ação, eles pontuaram que a troca do modal de transporte se deu de forma criminosa. "Mudou-se a espécie de modal de transporte aos '45 rninutos do segundo tempo' e, born que se frise, tal mudança deu-se de forma criminosa".

A intenção do pedido é fazer com que os gestores e o consórcio VLT que assumiu o risco de executar uma obra de grande proporção dentro de um prazo curto arque com os danos causados aos moradores. "Todos estavam cientes de que a obra não ficaria pronta para a Copa. Essa ação deve ter efeito punitivo e preventivo para que outros não façam o mesmo", pontuou a procuradora.

A indenização requerida corresponde a 5% do valor do contrato para implantação do VLT, de R$ 1,4 bilhão. O dinheiro deve ser destinado ao Fundo de Defesa de Direitos Difusos para investimentos em projetos em benefício da população cuiabana e várzea-grandense.

Durante o andamento da obra VLT, antes da Copa, a procuradora e o promotor informaram que o governo foi avisado por várias vezes sobre os atrasos e inviabilidade de executar o projeto no prazo de dois anos. Para a instalação dos trilhos, mais de 800 imóveis foram desapropriados. Algumas desapropriações ainda devem ser feitas.

No mesmo dia em que a ação foi protocolada na Justiça, o governador pediu desculpas à população pelos transtornos enfrentados durante a construção da trincheira Jurumirim, na Avenida Miguel Sutil, na capital.


G1 – Pollyana Araújo - 19/11/2014

sábado, 22 de novembro de 2014

Santos e São Vicente (SP) fecham acordo para integrar a frota municipal e o VLT

Acordo foi fechado com o MPF em Santos e o MP durante uma reunião. Prefeituras têm até 30 dias para apresentar os traçados integrados.

As Prefeituras de Santos e São Vicente e a Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo (EMTU) firmaram compromisso para que o sistema de Veículo Leve sobre Trilho (VLT), em construção na Baixada Santista, no litoral de São Paulo, seja integrado ao transporte coletivo de ambas as cidades. O acordo foi fechado com o Ministério Público Federal em Santos e o Ministério Público estadual durante uma reunião na última segunda-feira (17).

De acordo com os procuradores da República que convocaram a reunião, a efetiva integração do VLT com o transporte público dos municípios é fundamental, já que Santos e São Vicente compõem uma das mais importantes regiões metropolitanas do país e que só há sentido na realização da obra se o VLT possibilitar a redução do tráfego do atual transporte coletivo. Os participantes concordaram também sobre a necessidade de aplicar tarifas próximas aos valores do transporte municipal, preferencialmente, mediante o uso de bilhete único.

Em Santos, a prefeitura está revisando o sistema público, com adaptações para a integração. Já São Vicente realizará uma audiência pública para debater a integração. Segundo representantes da EMTU, uma Parceria Público-Privada (PPP) está em andamento para a junção dos ramais intermunicipais às futuras estações.

Os participantes da reunião se comprometeram a apresentar, em até 30 dias, os elementos que comprovem os traçados integrados propostos. Os documentos devem conter justificativas sobre a população a ser atendida, o custo e a redução de tráfego nas demais vias de transporte.

VLT

O VLT vai ligar os terminais Barreiros (São Vicente), Porto e Valongo (ambos em Santos), em uma extensão de 19 quilômetros. O primeiro trecho, com 15 estações em 11 quilômetros entre Barreiros e Porto, deve entrar em funcionamento já no próximo ano. A previsão é de que o sistema transporte atinja até 80 mil passageiros por dia.


G1 – 20/11/2014

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Acidente entre trem e ônibus deixa 25 pessoas feridas na Baixada Fluminense (RJ)

Um ônibus colidiu com um trem no centro de Guapimirim, na Baixada Fluminense, na manhã desta sexta-feira (21).

A colisão entre um ônibus e um trem que seguia para Saracuruna, Duque de Caxias, deixou 25 pessoas feridas na manhã desta sexta-feira (21), no cruzamento da linha férrea, no centro de Guapimirim, na Baixada Fluminense. O ramal Guapimirim teve a circulação suspensa e, de acordo com policiais da 2ª Companhia, os feridos foram encaminhados para o Hospital Municipal José Rabelo de Melo. Este é o segundo acidente ocorrido na passagem da linha neste ano.

O Corpo de Bombeiros foi acionado para atender às vítimas. Duas pessoas sofreram ferimentos graves e duas, moderados. Os 21 passageiros tiveram ferimentos leves. Os usuários desembarcaram na via com o auxílio dos agentes e seguiram até a Estação Guapimirim.

De acordo com a SuperVia, concessionária que administra o serviço ferroviário, por volta das 8h20, um ônibus da viação Teresópolis não respeitou os sinais sonoro e visual da passagem em nível oficial (regularizada e sinalizada) e acessou a linha férrea de maneira indevida.

Segundo usuários, são comuns os acidentes na área porque falta segurança na passagem de nível da linha férrea. Testemunhas contaram que neste caso o motorista do ônibus se distraiu e não percebeu os avisos antes de se chocar com o trem. 


UOL – 21/11/2014

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

China e Peru fecham grupo para ferrovia Peru-Brasil

Ferrovia: mais um passo foi dado na iniciativa de construção de corredor que conecte os oceanos Atlântico e Pacífico.

Pequim - Os presidentes da China, Xi Jinping, e do Peru, Ollanta Humala, assinaram nesta quarta-feira um memorando de entendimento para a criação de um grupo de trabalho trilateral que permitirá o avanço do projeto de conexão ferroviária bioceânica entre Peru e Brasil com participação chinesa.

Este foi um dos sete acordos que Xi e Humala assinaram na reunião realizada no Grande Palácio do Povo de Pequim, parte da visita oficial do líder peruano realiza à China após sua participação na cúpula do fórum de Cooperação Econômica Ásia Pacífico (Apec).

Fontes da delegação peruana indicaram que junto ao pacto sobre o corredor ferroviário, os líderes selaram também um acordo sobre cooperação econômica que prevê a doação de US$ 11,5 milhões da China ao Peru, e outros no setor de mineração e de petróleo.

Com a assinatura do memorando do grupo de trabalho sobre a ferrovia bioceânica, mais um passo foi dado na iniciativa de construção de um corredor que atravesse a América do Sul entre Peru e Brasil e conecte os oceanos Atlântico e Pacífico.

O acordo trilateral foi assinado pelo Ministério de Transportes e Comunicações do Peru, o Ministério de Transportes do Brasil e a Comissão Nacional de Desenvolvimento e de Reforma da China.

Xi e a presidente Dilma Rousseff já assinaram em julho um memorando de cooperação que permite o investimento de empresas chinesas em ferrovias brasileiras.

Além disso, o governo chinês doará ao Peru 70 milhões de iuanes (US$ 11,5 milhões) graças à assinatura de cooperação econômica e técnica e estabeleceram um mecanismo de diálogo estratégico sobre cooperação econômica entre os dois países.

Também foram trocadas notas sobre o projeto de construção e implementação do Centro de Operações de Emergência Nacional (COEN), do Instituto Nacional de Defesa Civil do Peru, e sobre a doação de um lote de cadeiras de rodas da China ao Peru.

Antes da reunião com Xi, Humala foi recebido pelo presidente do Comitê Permanente da Assembleia Nacional Popular, Zhang Dejiang, em um encontro para aprofundar os laços entre os países.

Humala também deve inaugurar hoje o Festival Gastronômico do Peru em Pequim.


Exame.com – 12/11/2014

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Hyundai Rotem investe R$ 100 milhões em fábrica

São Paulo - A fábrica de trens que o grupo Hyundai Rotem vai construir em Araraquara (SP) receberá investimentos de R$ 100 milhões numa primeira etapa do projeto.

A segunda parte, prevista para daqui a dois ou três anos, vai exigir novo aporte para a nacionalização de carrocerias, item que inicialmente será importado da Coreia do Sul.

Com capacidade para 450 vagões para passageiros, a fábrica entrará em operação no início de 2016 com 300 funcionários, diz Andre Han, diretor presidente da Hyundai Rotem Brasil.

O grupo já tem 240 encomendas de composições para a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e 112 para o Metrô Bahia, em Salvador.

Juntos, os dois contratos somam R$ 1,3 bilhão. "Nossa produção começa com 60% de índice de nacionalização", diz Han, porcentual que subirá com o início da produção local de carrocerias, que são as plataformas dos trens.

O objetivo é atender as exigências de conteúdo nacional feitas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para licitações públicas.

O valor a ser aplicado na construção da fábrica e maquinários para a montagem dos vagões virá de aportes da matriz da Hyundai, poderoso grupo coreano que atua em vários setores, incluindo o de automóveis.

A empresa, contudo, negocia financiamentos bancários, inclusive com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

A empresa já iniciou a montagem dos vagões num galpão alugado da Iesa, empresa do Grupo Inepar com a qual mantinha uma parceria, mas que entrou em recuperação judicial no ano passado. Desde então, a Hyundai Rotem assumiu a entrega dos primeiros trens do contrato que os dois grupos venceram em licitação da CPTM.

À frente

"Adiantamos os investimentos que já estavam previstos para o Brasil e assumimos totalmente a operação", informa o executivo. Hoje, o presidente mundial da Hyundai Rotem, Kyuhwan Han, está em São Paulo para assinar memorando de entendimentos em evento com o governador Geraldo Alckmin e o presidente da Investe São Paulo - Agência Paulista de Promoção de Investimentos e Competitividade, Luciano Almeida.

Andre Han informa que ainda não está definido o investimento futuro para a nacionalização da carroceria dos trens, componente que inicialmente será importado da Coreia. Entre os itens que serão comprados localmente estão os sistemas de frenagem, da Knorr, o de ar condicionado, da Ibaya.
O executivo lembra que trens da marca coreana importados da Coreia já circulam em São Paulo (na linha amarela do metrô), Salvador e Rio de Janeiro.

A fábrica brasileira, diz ele, vai introduzir uma tecnologia ainda indisponível no País, de trens que circulam sem condutores, a serem fornecidos para o Metrô Bahia.

A cidade de Araraquara foi escolhida por já abrigar diversas empresas do ramo ferroviário, entre as quais a da Randon, inaugurada em outubro.

Mobilidade

Segundo o presidente da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer), Vicente Abate, o setor deve investir no triênio 2014-2016 entre R$ 400 milhões e R$ 600 milhões em novas fábricas, ampliação de instalações e modernização.

A produção esperada para este ano é de mais de 320 vagões para passageiros, ante 207 em 2013. Para 2015, a previsão é chegar a 400 unidades. A capacidade produtiva anual hoje é de mil vagões para passageiros por ano, 12 mil para cargas e 250 locomotivas.

"Os governos estão tratando a questão da mobilidade de forma mais acelerada", justifica Abate. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


Exame.com – Cleide Silva - 18/11/2014

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Passageiros testam trem que levita e atinge 500 km/h no Japão

Novos trens, que usam levitação magnética, são mais rápidos do que os famosos trens-bala.

Cem passageiros participaram no Japão de testes com trens de alta-velocidade 'maglev' - que usam levitação magnética e 'flutuam' sobre os trilhos.  Os novos modelos chegam a até 500 km/h e são ainda mais rápidos que os famosos trens-bala japoneses, que viajam a uma velocidade de 320 km/h.

São mais velozes também que a linha de maglev que opera entre o aeroporto de Xangai, na China, e o centro da cidade, que atinge 430 km/h.

O teste foi realizado no trecho de 43 km entre as cidades de Uenohara e Fuefuki, no centro do Japão. Serão oito dias de testes, que terão a participação de 2,4 mil pessoas. Mais de 240 mil haviam se cadastrado para os testes.


G1 – 17/11/2014

sábado, 15 de novembro de 2014

Estado (SP) negocia com a União uso de linhas férreas [já existentes] para implantar o Trem Regional

Com custo estimado em R$ 18,5 bilhões, projeto cria trem ligando Pinda, Taubaté e São José até São Paulo, mais ainda sem data definida.
O Estado negocia com o governo federal o uso de linhas férreas sob responsabilidade da União para a implantação do Trem Regional, projeto de uma malha ferroviária de 431 quilômetros que vai unir regiões metropolitanas à capital.

Na próxima segunda-feira, o secretário de Estado do Planejamento, Julio Semeghini, e a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, terão uma reunião de trabalho para discutir o assunto.

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) encaminhou ontem um ofício à presidente Dilma Rousseff (PT) pedindo a formalização do convênio entre Estado e União para o compartilhamento das faixas de domínio na linha férrea federal.

Sem essa permissão formal, o Estado fica impossibilitado de fazer a licitação do projeto, previsto para ser feito por meio de PPP (Parceria Público-Privada) entre o governo estadual e a iniciativa privada, com custo estimado em R$ 18,5 bilhões. A duração do contrato de concessão será de 30 anos.

Do investimento total, o Estado arcará com R$ 5,5 bilhões. Os recursos públicos já estão previstos no orçamento.

“A presidente gostou muito do nosso projeto e o convênio agora será debatido no âmbito do Planejamento. O projeto é muito importante para as regiões metropolitanas, como a do Vale do Paraíba”, disse Semeghini.

Segundo Geraldo Alckmin, a minuta do convênio com a União está pronta e foi produzida após uma série de reuniões entre o governo federal e o Estado, ao longo de 2014.

Para ele, a parceria irá manter a “expansão e qualificação da rede paulista de transporte sobre trilhos”.

Linhas. A princípio, o Trem Regional, também chamado Intercidades, interligará dois dos principais eixos do Estado. O primeiro entre capital e Campinas, Americana, Jundiaí, Santo André, São Bernardo, São Caetano e Santos.

O segundo ligará São Paulo a Sorocaba, São Roque, São José, Taubaté e Pinda, passando por Jacareí.

“Faremos a duplicação da linha férrea que existe, não precisando construir outra. Dessa forma, haverá espaço para os trens de carga e os de passageiros”, afirmou Semeghini.

Obras. De acordo com o Estado, serão licitadas a construção da infraestrutura, implantação de equipamentos e sistemas e compra de material para a operação.

Antes previstas para começar ainda neste ano, as obras vão ficar para 2015. O primeiro trecho que deve ficar pronto é o da capital até Jundiaí, previsto para 2016. Depois, virão o de Sorocaba e o de Santos. O do Vale do Paraíba ainda não tem data definida para ser iniciado.

Na Região Metropolitana de São Paulo, o projeto também vai aproveitar a faixa de domínio da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), que não tem linhas na RMVale, o que deve atrasar a construção do trem na região.

Passagem. No ano passado, o Estado chegou a divulgar que a tarifa do Trem Regional entre São José e São Paulo seria R$ 18, o que é mais barato do que a viagem por ônibus, hoje custando perto de R$ 30.

O Vale – Xandu Alves - 11/11/2014

Comentário do Sinferp


Aleluia... Descobriram que já existe uma linha a ser melhor explorada. Gênios....

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Trem carregado com milho descarrila e deixa carga espalhada nos trilhos

Acidente foi em uma área rural entre Mirassol e Bálsamo (SP. Este foi o segundo descarrilamento na região em três dias.

Um trem carregado com milho descarrilou na tarde deste domingo (9), em uma área rural localizada entre as cidades de Mirassol (SP) e Bálsamo (SP). Nove vagões saíram dos trilhos e a carga se espalhou pelo local, impedindo a circulação das composições. Este foi o segundo descarrilamento na região de São José do Rio Preto (SP) em três dias.

Equipes da concessionária responsável trabalharam durante a noite toda para recuperar a malha ferroviária e retomar o tráfego. De acordo com a empresa, não houve danos ambientais e ninguém se feriu com o acidente.

Catanduva

Na quinta-feira (6), em Catanduva (SP), 12 vagões descarrilam e pelo menos três deles atingiram o muro de uma escola particular. Alunos assistiam à aula no prédio no momento do acidente, mas ninguém se feriu.

Segundo a América Latina Logística (ALL), o muro da escola foi construído dentro dos limites de segurança da ferrovia. Os responsáveis pelo local dizem que a construção está dentro da lei. As causas do descarrilamento ainda estão sendo apuradas.


G1 – 10/11/2014

sábado, 8 de novembro de 2014

Cetesb multa em R$ 100 mil empresa responsável por trens que bateram

foto Roberto Strauss
Penalidade se deu por conta de vazamento de 8 mil litros de óleo diesel. Choque entre trens ocorreu no dia 31 de outubro em Cubatão, SP.

A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) multou a América Latina Logística (ALL) em R$ 100 mil, por conta do vazamento de cerca de 8 mil litros de óleo diesel para o sistema de galeria de águas pluviais na Avenida Tancredo Neves, em Cubatão (SP). A penalidade se deu também pelo derramamento de milho na área de mangue e pelos incômodos à população. Os danos foram provocados depois que dois trens se chocaram no local, no dia 31 de outubro.

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Sorocabana, o trem que colidiu contra o que se encontrava parado estava acima da velocidade permitida no trecho, que é de 25 km/h.

De acordo com a MRS Logística, responsável pelo trecho ferroviário, o tráfego de trens já foi liberado. Profissionais especializados em acidentes de várias partes do País trabalharam na área da colisão.

Em nota, a ALL, responsável pelos trens, informa que cinco vagões foram afetados e que está apoiando a MRS Logística para averiguar as causas da ocorrência e tomar as providências necessárias. A responsável pelo trecho esclarece que uma análise inicial dos registros de sinalização e de comunicação no trecho indicou que não houve qualquer anomalia no sistema de controle de tráfego ou na via férrea. A empresa seguirá investigando as causas do acidente.

A ALL também afirma que cumpre rigorosamente a legislação trabalhista vigente, e que as jornadas de trabalho de ambos os maquinistas envolvidos na ocorrência estavam de acordo com as normas regulamentares. A empresa acrescenta, ainda, que realiza manutenções periódicas em suas locomotivas e vagões, garantindo condições adequadas de circulação dos ativos.

Acidente

A colisão entre dois trens aconteceu por volta das 7h45 do dia 31 de outubro e causou o derramamento de milho e açúcar na pista e na linha férrea, além de óleo diese. Uma das composições saiu do trilho e colidiu com uma outra que estava parada. Um maquinista foi encaminhado em estado de choque para o Pronto Socorro da cidade e não corre risco de morte.

Com o forte impacto da batida, um dos vagões acabou indo parar no meio da rua e atingiu um veículo de passeio que passava pelo local. Já outro carro foi acertado pelos fios da rede elétrica que caíram após a colisão.

Houve vazamento de cerca de 8 mil litros de óleo diesel, causado por um rompimento no tanque de combustível de uma das locomotivas. O óleo atingiu o sistema de drenagem de águas pluviais da Avenida Tancredo Neves, responsável por recolher a água da chuva e levá-la para uma galeria subterrânea. A ALL acionou caminhões para fazer a remoção desse óleo diesel, para evitar a contaminação outras partes das galerias e rios e também um incêndio ou explosão.

Os dois lados da avenida foram interditados após o acidente. Agentes da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) confirmaram que pelo menos 2 mil usuários do bairro ficaram sem energia elétrica às 14h.


G1 – 07/11/2014