sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Falha técnica reduz velocidade de trens da CPTM na zona leste de SP

Os usuários da Linha 12 Safira da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) enfrentam, desde as 7h20 de hoje (12), dificuldades para chegar ao trabalho ou a outros destinos por causa de uma pane no sistema de energia. Os trens estão circulando por via única entre as estações Engenheiro Goulart e São Miguel Paulista, na zona leste, resultando em lentidão e maior tempo de parada entre as estações Universidade de São Paulo (USP) Leste e São Miguel Paulista.

Ainda não há previsão para o término dos reparos e a consequente normalização dos serviços. Segundo a CPTM, foi acionado o Sistema Paese, com a oferta de ônibus para o transporte gratuito de emergência entre as estações do Tatuapé e São Miguel Paulista. Os trens da Linha 12 Safira circulam normalmente no trajeto entre o bairro Calmon Viana, localizado em Poá, município a leste da Grande São Paulo, e o bairro do Brás, na zona leste da capital.


EBC – Marli Moreira - 12/02/2016

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Marca de Lisboa, bondes e elevadores conduzem uma viagem no tempo

Elementos imprescindíveis na paisagem urbana de Lisboa, os famosos bondes e elevadores da capital lusitana conduzem seus passageiros pelas ladeiras e colinas da cidade, proporcionando uma sensação de "viagem no tempo".

Esses veículos, que conservam estrutura e estética originais desde o século 18, estão espalhados pelas regiões históricas de Lisboa e percorrem lenta e suavemente os espaços para que os viajantes possam desfrutar detalhadamente da vista. As pérolas da coleção são preservadas pelo museu da Carris, empresa que administra o transporte público de Lisboa.

Entre os bairros da Ajuda e da Alfama, da parte alta à baixa da cidade, terra e ar são marcados pelo cabeamento elétrico e pelos trens urbanos, que já fazem parte da história desses lugares.

De acordo com a Carris, são mais de 70 veículos e equipamentos, entre eles três elevadores (Glória, Bica e Lavra) e oito linhas de bonde, sendo três exclusivamente turísticas e que, no total, transportam cerca de 1,1 milhão de passageiros por ano.

Com 130 anos de atividade, o elevador da Glória é o mais antigo de todos. Localizado na calçada da Glória, ele une a praça dos Restauradores ao boêmio Bairro Alto.

Desembocando no miradouro de São Pedro de Alcântara, de onde é possível ter uma vista panorâmica da cidade, seu percurso é uma verdadeira exposição da arte urbana de Lisboa, com diversos painéis que lembram momentos históricos da capital, como a queda da ditadura salazarista, em 25 de abril de 1974.

Totalmente integrados ao espaço público, esses típicos transportes de Lisboa fazem a conexão entre passado e presente, mas também servem, por exemplo, para campanhas natalinas – com o Papai Noel conduzindo e cantando dentro deles –, assim como para apresentações de fado nos bondes e jazz nos elevadores.

Nos fins de semana, as praças da Figueira e do Martim Moniz são os principais pontos de saída para os visitantes que querem experimentar um passeio à moda tradicional e que escolhem os chamativos bondes amarelos da Carris que conseguem se locomover pelas estreitas e sinuosas ladeiras das colinas de Lisboa como nenhum outro transporte.

A maior parte do público é formada por turistas –que contam inclusive com circuitos exclusivos, como "Hills Tramcar Tour", "Tram Tour Castle" e "Chiado Tram Tour"–, e que se amontoam em longas filas de espera.

 Já o monumental elevador de Santa Justa, classificado como Monumento Nacional em 2002, com sua bela estrutura de ferro fundido, é o único completamente vertical, que não utiliza veículos elétricos e que oferece aos visitantes uma das principais vistas aéreas da cidade, na região da Baixa.
Contudo, se por um lado os bondes e elevadores fascinam os turistas, por outro perdem usuários locais, cansados das longas filas de espera e das aglomerações.

Alguns, no entanto, ainda resistem e os utilizam, principalmente nos dias de semana, porque em determinadas áreas altas da capital nem os ônibus nem o metrô chegam. 


Folha de São Paulo - 11/02/2016

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Já somam 10 os mortos em acidente de trem na Alemanha

Berlim - Pelo menos dez pessoas morreram e mais de uma centena ficou ferida no choque frontal de dois trens no sul da Alemanha, no pior acidente ferroviário do país dos últimos cinco anos e o mais grave no estado federado da Baviera desde 1975.
Uma pessoa ainda está desaparecida, informaram fontes policiais, ao divulgarem este novo balanço de vítimas, enquanto as equipes de resgate ainda rastreiam os destroços dos trens.
O ministro alemão de Transportes, Alexander Dobrindt, já havia falado do "momento difícil para a história do transporte ferroviário na Alemanha", ao descrever em entrevista coletiva a "imagem aterrorizadora" que presenciou no lugar do acidente.
O ministro ressaltou que os especialistas do Escritório Federal de Ferrovias, que estão no local, deverão determinar as causas do acidente e as razões - técnicas ou humanas - pelas quais o sistema de freio automático, que entra em funcionamento quando um trem ultrapassa a velocidade máxima ou circula sem permissão, falhou.
O acidente aconteceu perto da cidade de Bad Aibling, no estado federado da Baviera, e no local estão várias equipes de resgate com ambulâncias e helicópteros para atender os feridos e levar os mais graves aos hospitais.
As duas locomotivas se chocaram na altura de uma curva, e vários vagões tombaram após o descarrilamento de um dos trens "Meridian", operados pela companhia privada de ferrovias Bayerische Oberlandbahn.
O ministro se mostrou convencido de que os dois trens envolvidos no acidente bateram "a uma velocidade muito elevada", em um trecho de sentido único em que o limite é de 100 km/h.
Como a colisão aconteceu em uma curva, os dois motoristas aparentemente não chegaram a perceber a presença um do outro, acrescentou.
Dobrindt explicou que das três caixas-pretas nos dois trens, duas já foram recuperadas, e a análise permitirá determinar as circunstâncias técnicas anteriores e no momento do acidente. Ele reiterou que o importante agora é esclarecer se foi "um problema técnico ou um erro humano", mas se recusou a especular sobre as causas.
O ministro apontou que o sistema de frenagem automática pontual foi introduzido em todo o sistema ferroviário após o acidente de 29 de janeiro de 2011, que deixou dez mortos na colisão entre um trem de passageiros e um de carga no estado federado da Saxônia-Anhalt, que aconteceu após um dos motoristas ignorar dois sinais de advertência e continuar a circular.
O ministro agradeceu o trabalho dos 500 soldados das equipes de resgate, que "salvaram vidas nas condições mais difíceis".
"Confio que as autoridades competentes farão o que estiver em seu alcance para esclarecer como aconteceu esse acidente", disse a chanceler Angela Merkel, em mensagem divulgada por seu departamento de imprensa, na qual também expressou "comoção" pela tragédia.
O ministro de Interior bávaro, Joachim Herrmann, afirmou que estão fazendo todo o possível para esclarecer as causas do acidente e indicou que "houve mudanças no horário dos trens".
"Embora não possa existir nunca 100% de segurança, devemos fazer todo o possível para descartar, na medida do possível, erros humanos e técnicos", disse.
Um porta-voz da polícia afirmou que 150 pessoas viajavam nos trens envolvidos no acidente de hoje, menos do que o habitual para este trajeto - o que qualificou de "golpe de sorte" devido às férias de carnaval.
A ferrovia permanece completamente bloqueada, e foram colocados â disposição ônibus para os viajantes que precisarem fazer esse trajeto.
Os serviços de saúde fizeram um chamado à população para doar sangue para cobrir as necessidades urgentes como consequência do acidente.
É o acidente ferroviário mais grave na Baviera desde o registrado em 1975 na cidade de Warngau, quando 41 pessoas morreram e outras 126 ficaram feridas em um choque frontal de dois trens.

Exame.com -09/02/2016

domingo, 7 de fevereiro de 2016

VLT, o bonde moderno que modificará o centro do Rio de Janeiro

Entenda como funciona o Veículo Leve sobre Trilhos e o sistema que conectará o centro à região portuária da cidade

O que é o VLT e como funciona?

Com a promessa de ser uma versão moderna e mais rápida dos bondes tradicionais, o VLT Carioca tende a substituir ônibus e automóveis em um percurso no centro da cidade. De acordo com o secretário municipal de Transportes do Rio de Janeiro, Rafael Picciani, o  sistema conectará a região portuária ao centro e será o principal meio de integração com todos os modais de transporte. O veículo será um dos primeiros do mundo a trafegar sem as chamadas catenárias - cabos suspensos para transmissão de energia -, uma vez que trabalha com base em um mecanismo que permite o veículo ser energizado a partir de pontos distribuídos ao longo da linha.

A ideia é que a circulação do VLT seja feita de maneira compartilhada com os carros. O sistema de Veículo Leve sobre Trilhos vai dispor de um código próprio de sinalização luminosa, que será respeitado pelo condutor bem como a sinalização viária e ferroviária, acatando normas acordadas entre a Concessionária VLT e a Secretaria Municipal de Transportes, através da Companhia de Engenharia de Tráfego do Rio, a CET-Rio.
De onde surgiu a inspiração para trazer isso ao Rio?

Segundo o secretário de Transportes, o VLT passou a ser visto pela gestão municipal uma vez que se mostrou a solução que muitos países encontraram para diminuir significativamente o impacto no trânsito das grandes cidades. “Mais de 400 cidades já operam com sucesso esse sistema. Os modelos em Barcelona, na Espanha; Montpelier e Bordeaux, na França são exemplos de referência”, lembra Picciani.

Quando as obras começaram, em que pé estão e quando devem ser concluídas?

Com início em janeiro de 2014, as obras do VLT estão sendo conduzidas pela Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro (Cdurp). De acordo com a Secretaria Municipal de Transportes, a evolução da implantação de trilhos, contratação de equipamentos e material no momento está em 70% . A promessa é o sistema ser entregue em duas etapas: abril e julho.

Qual o trajeto que o VLT deve percorrer e de que maneira impactará o trânsito no centro da cidade? 

A rede do VLT terá 28 quilômetros e 32 paradas. O primeiro trecho do sistema, que ligará a rodoviária ao Aeroporto Santos Dummont, está previsto para entrar em operação no primeiro semestre deste ano. O segundo, que vai da Central do Brasil à Praça XV, será entregue à população no segundo semestre. De acordo com o secretário de Transportes, a expectativa é que, com a implantação do VLT e a reorganização dos ônibus na região, o tempo de viagem será reduzido em 30%. Além disso, haverá impacto para os pedestres, que contarão com um Boulervard de 600 metros na avenida Rio Branco, uma das principais da cidade. Nesse trecho, a pista será compartilhada com o VLT e ciclofaixa, nas proximidades da Cinelândia, onde fica o Theatro Municipal, o Museu Nacional de Belas Artes e a Biblioteca Nacional. Entre as ruas Nilo Peçanha e Santa Luzia o VLT e ciclofaixa separados por um canteiro. Outros pequenos trechos terão ciclovia próximas ao trilhos, como no entorno da Cidade do Samba, na altura da Rodoviária Novo Rio e em uma parte da avenida Rodrigues Alves. 

De que maneira o VLT será interligado aos outros meios de transporte, como ônibus, metrô e trem?

A ideia é o VLT ser o principal transporte de integração da região central. Haverá estações de integração no Aeroporto Santos Dumont, na Rodoviária Novo Rio, no metrô (próximo às estações metroviárias da Cinelândia, Carioca, Uruguaiana e Central do Brasil), trem (na Central), teleférico da Providência (também próximo à Central), barcas (estação Praça XV), além de ligações com terminais de ônibus, o que possibilita a integração com linhas municipais e intermunicipais. 
Vale lembrar que o VLT utilizará um sistema próprio de geração de energia pelo solo para circular e combustíveis fósseis. O abastecimento de energia será feito pelo sistema APS (alimentação pelo solo), que é uma espécie de terceiro trilho.
O VLT é parte de um projeto mais amplo, de reorganização da região central do Rio? Como ele funciona?

O VLT é parte do projeto Porto Maravilha, criado com objetivo de revitalizar toda a região portuária, que estava abandonada por décadas pelo poder público. Para isso, a Prefeitura do Rio criou a Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro (Cdurp) para administrar a operação urbana consorciada Porto Maravilha. 
A operação urbana receberá 8 bilhões de reais em obras e serviços públicos municipais (operação de trânsito, limpeza urbana, coleta de lixo e manutenção de vias e praças) até 2026. O investimento se dará em 5 milhões de metros quadrados da Região Portuária nos limites das avenidas Presidente Vargas, Francisco Bicalho, Rodrigues Alves e rua Primeiro de Março e prevê implantação de 4,8 km em túneis; reurbanização de 70 km de vias e 650 mil m² de calçadas; reconstrução de 700 km de redes de infraestrutura urbana (água, saneamento, drenagem, telecomunicações, energia, gás natural e iluminação pública), construção de 17 km de ciclovias, além da previsão de plantio de 15 mil árvores.
A promessa é o VLT funcionar 24 horas por dia. Qual o custo disso?

O VLT vai operar 24 horas por dia nos sete dias da semana. O novo meio de transporte tem custo de implantação de 1,157 bilhão de reais. Após sua inauguração, ele será administrado pela mesma concessionária responsável pela implantação, a VLT Rio, que ficará responsável pela manutenção.  O valor da passagem ainda não está definido.
De onde saem os recursos para a implantação do VLT?

Do 1,157 bilhão de reais necessário para a implantação, 532 milhões de reais vêm de recursos federais do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Mobilidade, e 625 milhões de reais viabilizados por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP) da Prefeitura do Rio.

Carta Capital - 01/02/2016

Escavação chega à linha do trem em Mogi das Cruzes (SP)

Foto Guilherme Berti
Com a autorização da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) liberada na última quinta-feira, a Prefeitura avança com as tratativas para iniciar, ainda dentro desse mês, o processo para escavação do túnel Centro/Bairro sob os trilhos da linha férrea. As obras da passagem subterrânea estão em ritmo acelerado, com os trabalhos na ponta da Praça Sacadura Cabral, já avançando em direção à ferrovia. O cronograma, divulgado a O Diário, prevê a conclusão desse primeiro túnel no final de agosto, para inauguração nos primeiros dias de setembro, dentro do aniversário de Mogi das Cruzes, com a liberação desse trecho central para pedestres e motoristas e devolvendo a vida para o comércio da região, que ficou isolado durante as obras.

Oficialmente túnel 2, mas que será o primeiro liberado, o acesso Centro/Bairro já saiu da Rua Dr. Ricardo Vilela, fez a curva na Sacadura Cabral e se aproxima da linha férrea. Os trabalhos de escavação estão na segunda linha, numa profundidade de aproximadamente seis metros do nível da rua. 

O desnível vai chegar a 10 metros no trecho da linha férrea, onde as escavações serão feitas pelo chamado método não-destrutivo, com a ajuda de um “tatuzão”. A previsão é de dois meses de trabalho sob os trilhos, já que serão escavados 60 centímetros por dia e a extensão é de aproximadamente 40 metros.

São os preparativos para essa etapa que a Prefeitura espera ter concluído em breve, para que as primeiras movimentações na ferrovia comecem até o final do mês, início de março. A previsão era que essa etapa começasse em abril.

“Será uma grande interferência na ferrovia, mas mesmo assim não enfrentamos dificuldades burocráticas com a CPTM, que já nos enviou a autorização para as obras. A MRS deve fazer o mesmo nos próximos dias”,  ressalta o secretário municipal de Planejamento e Urbanismo, João Francisco Chavedar.

Na outra ponta desse túnel, na Rua Hamilton Silva e Costa, os trabalhos estão concentrados nas paredes diafragmas e as escavações estão previstas para começar também neste mês. Há poucos dias, a Prefeitura obteve a autorização da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) para executar as escavações na área do antigo posto de gasolina, entre as Ruas Hamilton e Cabo Diogo Oliver.

Ao todo, o viaduto terá 298 metros de extensão. Desse total, cerca de 140 metros serão fechados também na parte superior (vala coberta) – a descida começa mais ou menos na virada da Rua Dr. Ricardo Vilela para Praça Sacadura Cabral. Serão duas pistas para os veículos.

“Esse túnel é a nossa prioridade. Devemos ter a parte grossa terminada até  o final de junho, com mais dois meses para o acabamento. No início de setembro, no aniversário da Cidade, teremos liberada a travessia Centro/Bairro e vamos acabar com a angústia daqueles comerciantes que estão instalados ali, começando a devolver vida para essa região”, diz Chavedar.   

A expectativa é de que até o final do ano, toda a parte de cima desse túnel, integrando as Praças Oswaldo Cruz e Sacadura Cabral, esteja com a nova parte urbanística pronta, com piso, paisagismo e iluminação diferenciados. Futuramente, esse área será integrada também com a praça que vai ocupar o antigo posto de gasolina da bifurcação.

A obra custa R$ 128 milhões. É executada pelo Consórcio Viário Mogi, formado pelas empresas Engeform e Serveng Civilsan.

Prefeitura inicia segunda fase de desapropriações

A Prefeitura deu início ao processo de desapropriação dos imóveis da Rua Cabo Diogo Oliver, que permitirá a abertura da segunda frente de trabalho do túnel 1, na conexão Bairro/Centro. Atualmente, as obras estão concentradas na Avenida Governador Adhemar de Barros, no trecho entre o Terminal Central e o Ribeirão Ipiranga. Esse acesso está previsto para ser concluído no ano que vem.

Por causa dos serviços, a Avenida Adhemar de Barros está interditada para o tráfego de veículos entre as Ruas Tenente Manoel Alves e Campos Sales. Novas interdições neste trecho e alterações no sentido das vias Tenente Manoel Alves e Princesa Isabel de Bragança deverão acontecer, porém, só mais lá para frente.

Esse túnel é maior que o do Centro/Bairro. Tem 426 metros, sendo que aproximadamente a metade desta extensão será coberta. O desnível em relação com a rua será de 4 a 10 metros. A descida será na Cabo Diogo, logo depois da Rua Engenheiro Gualberto, com uma pista de duas faixas de circulação, passando por debaixo de onde hoje está a Estação Ferroviária e encontrando, um pouco mais à frente, com a pista que faz a interligação entre a Ricardo Vilela e Adhemar de Barros. 

No caso das desapropriações, elas vão afetar seis imóveis, localizados no lado esquerdo da Cabo Diogo (sentido Centro), chegando ao posto de gasolina desativado.

A exemplo do que ocorrerá no trecho da Sacadura Cabral, na Cabo Diogo, a parte superior do túnel será destinada para o trânsito local e retorno.

Segundo túnel fica para o ano que vem

Com a liberação do túnel Centro/Bairro, a expectativa já é de um grande ganho para a mobilidade urbana. Além da transposição da linha férrea, a conclusão da obra vai permitir a volta do tráfego de veículos pela Rua Dr. Ricardo Vilela. Num primeiro momento, até a altura da Rua Princesa Isabel de Bragança. Depois, seguindo para a Governador Adhemar de Barros, quando a construção do outro túnel, Bairro/Centro, estiver pronta – a previsão é ano que vem.

Depois dessa primeira obra pronta, o motorista que vier pela Ricardo Vilela   terá duas opções: à direita se quiser entrar no túnel em direção ao Mogilar, e à esquerda se desejar seguir em frente, como era antes. Esse trecho, em cima da Praça Sacadura Cabral, terá ainda acesso local de carros e retorno, modelo semelhante ao existente na passagem subterrânea Engenheiro Oswaldo Crespo de Abreu, no Shangai.

Em relação ao funcionamento antigo dessa região central, a única diferença será na Rua Braz Cubas. Como a saída dela está bem na boca do túnel, há um desnível que não permite a sua conexão com a nova pista da Ricardo Vilela. Ela, portanto, permanecerá com tráfego local, como está hoje.

No contexto geral, o secretário municipal de Planejamento, João Francisco Chavedar, aponta que a intervenção deverá proporcionar uma valorização urbanística dessa região da Cidade, favorecendo a mobilidade e o convívio das pessoas, que terão mais facilidade e segurança para circular. “Estaremos resgatando um local importante e de grande tradição para Mogi das Cruzes”. (Mara Flôres)


O Diário – 07/02/2016

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Seguranças e policiais impedem entrada de bloco carnavalesco em estação de metrô de Belo Horizonte (MG)

Foto Shirley Pacelli
Esse já é o segundo conflito entre foliões e autoridades registrados no carnaval da capital. Nessa quinta-feira, policiais militares também impediram continuidade de outro grupo.
Foliões do Bloco Tchanzinho Zona Norte tiveram as expectativas frustradas para o trajeto do grupo neste carnaval. Centenas de pessoas foram impedidas de acessar a estação do metrô Primeiro de Maio, na Região Norte de Belo Horizonte, nesta sexta-feira. Seguranças fizeram uma barreira humana para impedir a entradas dos foliões, mesmo antes do horário de fechamento da unidade de embarque, às 23h. A Polícia Militar (PM) foi acionada para reforçar a interdição. Os militares utilizaram spray de pimenta em algumas pessoas que tentaram pular as catracas e bombas para dispersar a multidão.
Integrantes do bloco, que preferiram não ser identificados, disseram que a estação foi bloqueada antes do horário previsto. Eles ficaram reunidos na área externa do local e gritaram palavras de ordem contra a PM e o governo municipal. Segundo um dos organizadores do bloco, todo o esquema de trajeto e entrada no metrô foi assegurado anteriormente com a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU).
Em nota, Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) informou que integrantes do Bloco Tchanzinho da Zona Norte tentaram forçar a entrada na estação ao ameaçarem derrubar grades do terminal. Com isso, os foliões tiveram que ser contidos por seguranças da CBTU e pela Polícia Militar. 
A CBTU destacou que "todas as tratativas para o embarque dos foliões do Tchanzinho foram feitas, antecipadamente, com os responsáveis pelo bloco e eles se comprometeram a chegar à estação, no máximo, até às 21h50, o que não ocorreu", diz o texto.

De acordo ainda com companhia, depois do desfile do bloco, cerca de 800 pessoas chegaram à estação às 22h30 e conseguiram embarcar.  Outro grupo com aproximadamente 1500 pessoas teve que aguardar o embarque controlado em razão da limite do número de passageiros dentro dos vagões.
Operação especial e horários
A CBTU informou, nessa quarta-feira, que o metrô de Belo Horizonte funcionará com uma operação especial durante o carnaval. Segundo a companhia, a Estação Central terá o horário de funcionamento estendido em uma hora e os embarques no terminal poderão ser feitos das 5h15 à 0h. Já as demais estações vão seguir operando até 23h.
Confusão e pedido de investigação
Nesta sexta-feira, o ouvidor de Polícia de Minas Gerais, Paulo Alkimim, pediu ao chefe do Estado Maior da Polícia Militar, coronel Marco Antônio Bicalho, que a corregedoria da corporação investigue a atuação dos militares que encerraram o desfile do Bloco da Bicicletinha, durante a madrugada de quinta para sexta, na Praça Raul Soares, Centro de Belo Horizonte. Cerca de 700 ciclistas participavam do bloco e denunciaram que policiais chegaram de forma truculenta e sem motivos lançando bombas contra os foliões.

Estado de Minas – 06/02/2016

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Especialista em bondes faz inspeção técnica em trilhos do Centro de Manaus

Manaus - O engenheiro elétrico especialista em bonde Marcos Rogério Nascimento, da Companhia de Tráfego de Santos - SP (CET), que participou do processo de restauração dos bondes de Santos (SP) no ano de 1999, fez uma análise dos trilhos da Avenida Eduardo Ribeiro, Centro, datados de 1896.
Durante a análise, Marcos Rogério utilizou o perfil de uma roda de bonde, feito de madeira, para verificar o estado de nivelamento dos trilhos bem como o grau de desgaste que sofreram ao longo do tempo.
Acompanhado da gerente do Ateliê de Restauro e do engenheiro da Secretaria de Cultura, Judeth Costa e Franklin Motta, o técnico em bondes fez orientações à arqueóloga da Prefeitura, Margaret Cerqueira, de como proceder com o restauro e a conservação dos trilhos. “A partir de agora, todo o trabalho é manual, para não danificar os materiais encontrados”, afirmou Cerqueira.
Os trilhos e  Aparelhos de Mudança de Via (AMVs), que faziam a transição dos mesmos, situados no trecho do cruzamento da Avenida Eduardo Ribeiro com a Rua 10 de Julho, apresentam um grande desgaste, provocado naturalmente pelas rodas dos bondes que por eles passavam, pois como o tipo de transporte é rígido, ‘sacolejava’ e danificava as peças durante as manobras.
Uma das possibilidades, avaliadas pelos técnicos, seria a retirada do trilho para restaurá-lo e nivelar o piso, para possibilitar o tráfego de veículos leves na região, situação que ainda está sob análise das equipes da obra.
Na avaliação de Marcos Rogério, na situação em que se encontram os trilhos, deve ser bem pensada a decisão de voltar a ter um tráfego de veículos no local. “Trilho e trânsito não combinam. Existem, pelo menos, dez pontos de acidentes na Rua 10 de Julho”, afirmou.
Para Judeth Costa, do laboratório de Conservação e Restauro da Secretaria de Estado de  Cultura (SEC) essa avaliação amplia a parceria com a Prefeitura, pois o laboratório já realiza a guarda institucional do material arqueológico.
“Esse novo momento é de discussão para a conservação do material do trilho, para que as pessoas voltem a ver a beleza deles, por meio da retirada das crostas provocadas pela oxidação do metal, pelo cimento e asfalto”, disse.

D24am – 31/02/2016

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Seguranças da CPTM agridem usuário e outro passageiro que filmava cena

Fotos William Santana
Passageiro teria sido confundido com vendedor ambulante. CPTM afirmou que agentes envolvidos foram afastados preventivamente.

O internauta Willian Santana mandou pelo VC no G1 um vídeo mostrando um segurança da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) agredindo um jovem dentro de um trem da Linha 9-Esmeralda durante uma fiscalização contra o comércio ilegal nos trens. A polícia investiga o caso. A CPTM diz que os agentes de segurança são terceirizados e foram afastados preventivamente.

A agressão aconteceu no sábado (30), por volta das 16h20. William Santana conta que entrou na Estação Jurubatuba e percebeu que já havia um clima de tensão entre seguranças e o rapaz. Na Estação Cidade Jardim, os seguranças se aproximaram e pediram para o jovem abrir a mochila, desconfiando que ele fosse um ambulante. Pouco depois, um dos seguranças agarra o rapaz pelo pescoço e o empurra.

Santana conta que o rapaz agredido dizia não ser vendedor, mas que estava se deslocando em direção a um bloco de pré-carnaval.

O mesmo segurança que colocou a mão no pescoço do jovem derrubou depois o celular de Santana, que filmava tudo. “Eles são despreparados. Querem ser juiz e polícia ao mesmo tempo”, diz ele defendendo ações educativas e administrativas em vez de agressões contra o comércio irregular.

O internauta conta que também foi puxado para fora do trem pelos seguranças durante a confusão, mas que foi ajudado por outros passageiros. Para não ter seu celular “confiscado”, chutou o aparelho para baixo de um banco para recuperá-lo depois.

A CPTM afirmou que agentes terceirizados faziam apreensão de mercadorias de comércio irregular na Estação Pinheiros e que entraram em "conflito" com um usuário que teria defendido os ambulantes. Agentes da segurança da CPTM intervieram e encaminharam todos os envolvidos ao Delpom, onde foi registrado um Termo Circunstanciado, segundo a CPTM.

A empresa disse ainda repudiar o uso da violência e que está colaborando com a polícia. Enquanto a investigação sobre o fato não é concluída, os agentes envolvidos foram afastados preventivamente.


G1 – 01/02/2016

Tarifa dos trens do RJ aumenta e serviço ainda desagrada passageiros


Preço da passagem subiu para R$ 3,70 nesta terça-feira. Passageiros reclamam de desconforto e atrasos nas viagens.

Entrou em vigor nesta terça-feira (2) o reajuste das tarifas dos trens. A passagem subiu para R$ 3,70, e mesmo os usuários do Bilhete Único pagam o valor cheio. Antes do reajuste, a passagem custava R$ 3,30 para quem pagava em dinheiro e 10 centavos menos se fosse paga com o cartão de integração. Além de pesar no bolso dos passageiros, o reajuste não é garantia de mais qualidade no serviço oferecido.

Para os usuários do ramal de Belford Roxo, a rotina é de viagens em trens velhos e desconfortáveis. Não é raro ver um trem circulando com as portas abertas - os próprios usuários tomam a iniciativa de impedir o fechamento das portas. Apesar da insegurança, eles argumentam que a medida é necessária para aliviar o calor dentro dos vagões, que em sua maioria não têm sistema de ar condicionado.

Outro problema rotineiro é a incerteza quanto ao tempo de viagem. É comum que os trens fiquem parados nas estações, ou mesmo entre uma estação e outra, aguardando a liberação de uma linha para que a viagem prossiga. Os passageiros reclamam de que essas interrupções aumentam o tempo gasto no percurso em até 20 minutos e garantem que o ramal Belford Roxo é o campeão de atrasos.

G1 – 02/02/2016

Comentário do SINFERP


Só no Rio de Janeiro? 

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Governo paulista retira sigilo de dados do Metrô

Jornal GGN - O Governo do Estado de São Paulo retirou o sigilo que vigorava em 263 conjuntos de documentos relacionados ao transporte metropolitano, como trens do Metrô, da CPTM e os ônibus intermunicipais. Antes, estes documentos estavam sob sigilo de até 25 anos. 
De um total de 303 categorias de informação, agora 40 estão sob sigilo, mas por um período menor, de 5 anos. Em outubro do ano passado, foi revelado que diversos documentos estavam classificados como ultrassecretos, impedindo o acesso a informações que poderiam explicar o motivo dos atrasos nas obras de linhas e estações do Metrô durante mais de duas décadas.
Da Folha
O governo Geraldo Alckmin (PSDB) decidiu tornar públicos 263 conjuntos de documentos do transporte metropolitano (trens do Metrô e da CPTM e os ônibus intermunicipais) que antes eram mantidos sob sigilo de até 25 anos pela administração.
De um total de 303, 40 categorias de informação continuarão em segredo, mas por período menor — cinco anos.
A medida ocorre após a Folha revelar, em outubro, que centenas de documentos haviam sido classificados como ultrassecretos pelo governo.

Com o veto, os paulistas só iriam poder saber os motivos exatos de atrasos em obras de linhas e estações, por exemplo, 25 anos após a elaboração dos relatórios oficiais.
Após a publicação da reportagem, o governo voltou atrás e determinou que a classificação dos dados estaduais fosse revista pela Ceai (Comissão Estadual de Acesso à Informação) em 60 dias.
Com atraso, após análise da comissão, as primeiras tabelas com os documentos ainda mantidos sob sigilo serão publicadas nos próximos dias no "Diário Oficial".
Nenhum dado da área de transportes continuará com o carimbo de ultrassecreto (25 anos de sigilo) ou secreto (10 anos), prazos previstos na Lei de Acesso à Informação.
"Não será objeto de sigilo nenhum documento administrativo, nada que envolva administração, contratos, contas", afirma o presidente da Ceai, Izaias Santana.
SEGURANÇA
As informações que permanecerão ocultas seguirão basicamente dois critérios: questões de segurança e relativos a dados pessoais.
Entre os documentos que permanecerão ocultos por questões de segurança estão dados sobre o sistema de frenagem dos trens, esquema elétrico, procedimentos de testes, manual de operação, entre outros.
A lista que foi revogada vetava acesso a dados como estudos de viabilidade, relatórios de acompanhamento de obras, projetos e até vídeos do programa "Arte no Metrô" — que expõe obras de arte. Na ocasião, o governo alegou que o objetivo era evitar que pessoas "mal-intencionadas" tivessem acesso a informações sensíveis.
Também será publicada no "Diário Oficial" uma relação de 15 tipos de documentos sigilosos da SAP (Secretaria de Administração Penitenciária). Antes, eram 93.
Sete conjuntos de dados ficarão ocultos por 100 anos — entre eles estão prontuários de detentos, dados de proteção a testemunhas e dados de servidores. Também serão sigilosas informações do sistema de inteligência e registro de ocorrências na rede de vídeo da prisão.
A revisão das sugestões de sigilo enviadas pelas secretarias ainda não acabou. A comissão verifica listas enviadas pelas áreas da Segurança —que inclui as polícias Civil e Militar— e Sabesp.
O presidente da comissão atribui o atraso à "complexidade" do trabalho. Para Santana, como servidores respondem no caso de divulgação de documentos sigilosos, a interpretação inicial para vetar acesso "foi mais ampliativa do que deveria ser". 

GGN – 02/02/2016