segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Corte de 42% no orçamento do metrô pode prejudicar oferta de trens no Recife (PE), diz CBTU


Segundo superintendente da Companhia Brasileira de Transportes Urbanos, há risco de apenas uma das linhas funcionar, somente em horários de pico.

O corte de 42% do orçamento da Companhia Brasileira de Transportes Urbanos (CBTU), que gerencia o serviço de metrô em cinco capitais do país, em relação a 2017 pode alterar de forma drástica a oferta do transporte no Recife. O valor previsto para este ano é, segundo o órgão, insuficiente para operar o serviço normalmente na capital pernambucana.

De acordo com o superintendente da CBTU Recife, Leonardo Villar Beltrão, é comum vir na Lei Orçamentária Anual (LOA) um valor insuficiente para o serviço de metrô, sendo recuperado em sua maior parte ao longo do ano. “A única diferença é que geralmente vem na lei um orçamento maior e depois fazem um contingenciamento. Em 2018, o montante já veio reduzido na lei”, explica.

O superintendente conta que o orçamento previsto para 2018 é de cerca de R$ 60 milhões, contra R$ 104 milhões arrecadados no ano passado. Foram solicitados R$ 120 milhões. “Esse é o ideal. A gente está enviando o pedido ao Ministério [das Cidades], justificando como fazemos todos os anos. Eles sempre repõem o orçamento, foi assim nos últimos anos. A gente espera que, até o dia 20 [de fevereiro], venha uma definição sobre isso”, declara Villar.

Se não ocorrer a recomposição do orçamento, haverá um grande impacto na oferta do serviço, de acordo com o superintendente da CBTU. “As linhas Sul e o VLT seriam desativados, iria operar somente a Linha Centro e nos horários de pico, apenas de segunda a sexta-feira”, descreve o gestor, informando que os trabalhadores terceirizados também podem perder seus contratos.

“A gente já está mandando, de forma preventiva, as cartas para os prestadores de serviços, para deixá-los avisados caso não haja a recomposição. Também está sendo estudado um aumento da tarifa”, conclui Leonardo Villar.

Em entrevista ao G1, o diretor de comunicação do Sindicato dos Metroviários de Pernambuco (Sindmetro-PE), Levi Arruda, informou que a entidade é contrária ao aumento da tarifa e à privatização do serviço e exige providências do governo federal. “Esse colapso era iminente. A gente tem um déficit grande de operários. Existe uma política de desmonte do serviço público, mas vamos entrar com todas as medidas cabíveis”, garante.

A reportagem entrou em contato com o Ministério das Cidades, que apontou que "tem realizado ações junto ao Ministério da Fazenda e do Ministério do Planejamento no sentido de recompor o orçamento destinado à operação do sistema, como aconteceu em 2017 que não houve a necessidade de nenhum ajuste nos serviços prestados ou qualquer interrupção".

Confira abaixo a nota na íntegra:

O Ministério das Cidades tem realizado ações junto ao Ministério da Fazenda e do Ministério do Planejamento no sentido de recompor o orçamento destinado à operação do sistema, como aconteceu em 2017 que não houve a necessidade de nenhum ajuste nos serviços prestados ou qualquer interrupção.

O orçamento da CBTU, por se tratar de sociedade de economia mista dependente de recursos da União, é previsto na Lei Orçamentária para o exercício de 2018, Lei no 13.587/2018. Tal orçamento é proposto pelo Poder Executivo e aprovado pelo Congresso Nacional, e o montante aprovado para 2018 foi de R$ 139,7 milhões na ação de funcionamento dos sistemas de trens, ação de custeio que engloba a operação de todos os sistemas operados pela companhia de trens. Tal limitação se dá em função da necessidade de se adequar as despesas do governo à meta de resultado primário e ao limite de gasto advindo do Novo Regime Fiscal (Emenda Constitucional 95/2016).

Face à necessidade de assegurar a prestação do serviço com segurança e confiabilidade ao usuário, estão sendo realizadas tratativas com o Ministério do Planejamento para ampliar o orçamento da ação para cerca de R$ 200 milhões, patamar próximo ao executado em 2017.

Em 2017, houve ampliação do limite disponível de custeio da companhia, o que permitiu o empenho pela CBTU de R$ 233 milhões na ação de funcionamento dos sistemas, principal ação de custeio da CBTU.

G1 – 08/02/2018

sábado, 17 de fevereiro de 2018

Empreiteiras são condenadas por fraudes em licitações do metrô de SP


Secretário municipal de Transportes de São Paulo é condenado a perda da função pública.

O Tribunal de Justiça de São Paulo condenou, nesta sexta-feira, 12 empresas envolvidas em fraudes em licitações para a construção e instalação da Linha 5 Lilás (Largo 13 à Chácara Klabin), em São Paulo. Entre as empresas condenadas estão as empreiteiras Queiroz Galvão, Andrade Gutierrez, Mendes Júnior e OAS. A juíza Simone Gomes Rodrigues Casoretti, da 9ª Vara de Fazenda Pública, determinou que as empresas reembolsem cerca de R$ 325 milhões aos cofres públicos e fiquem proibidas de contratar com o poder Público por 5 anos e de receberem benefícios ou incentivos fiscais. Na mesma ação, a magistrada homologou o acordo entre a Camargo Corrêa — que admitiu que agiu em conluio com outras empresas para participar de lotes da obra — e o Ministério Público de São Paulo (MPSP). Por conta do acordo, a Camargo Corrêa não fica inidônea e terá de pagar cerca de R$ 24 milhões aos cofres públicos. A decisão cabe recurso.

Além das empreiteiras, as empresas Serveng-Cuvilsan, Heleno & Fonseca, Iesa, Cetenco, CR Almeida e Cosben também foram condenadas. A juíza também condenou o atual secretário municipal de Transportes de São Paulo, Sérgio Avelleda, ex-presidente do Metrô e da CPTM nas gestões tucanas José Serra e Geraldo Alckmin, ao pagamento de R$326.915.754,40, a perda da função pública, a suspensão dos direitos políticos pelo prazo de 5 anos, além da proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais por 5 anos. 

A Camargo Corrêa admitiu no acordo firmado com o MPSP que houve superfaturamento de dois lotes da linha 5 do metrô de São Paulo. Os contratos em valores atualizados chegam a R$ 3,5 bilhões. As empresas condenadas "dividiram" a obra entre elas. No acordo com o MP, ficou estabelecido que a Camargo Corrêa pagaria R$24,3 milhões.


O GLOBO ainda não conseguiu contato com os condenados na ação.

ACORDO DA CAMARGO CORRÊA

A investigação foi aberta com informações obtidas em acordo de leniência feito com a construtora Camargo Correa, executivos e ex-executivos da empresa. Por meio do acordo, as empresas confessam participação na conduta ilegal, fornecem informações e apresentam documentos para colaborar com a apuração do cartel.

O Globo  16/02/2018

O Globo - 16/02/2018


quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Projeto concede porte de arma à segurança do metrô


Os agentes de segurança metroviária poderão ter porte de arma. A permissão está prevista no projeto de autoria do senador Hélio José (Pros-DF), que está em análise na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). A proposta (PLS 34/2018) altera o Estatuto do Desarmamento (Lei 10.826/2003) para estender aos agentes de segurança metroviária a possibilidade de portar arma de fogo, como já é autorizado para as carreiras de agentes prisionais e para as guardas portuárias.
Hélio José argumenta que os metrôs das grandes cidades brasileiras têm sido palco de crimes que vão de furtos a homicídios e, às vezes, vêm sendo usados como meio rápido de fuga para os criminosos. Com isso, segundo o senador, as centenas de milhares de pessoas que utilizam diariamente os metrôs se sentem cada vez menos seguras.
O senador ressalta que a legislação que rege a segurança metroviária (Lei 6.149/1974) permite aos agentes atividades como vigilância, ações de manutenção da ordem, colaboração com a polícia e até prisão em flagrante e, mesmo assim, o Estatuto do Desarmamento não concede a eles o porte de arma. Na visão de Hélio José, essa proibição é uma contradição, pois “quem dá a missão dá os meios”. O projeto seria, assim, uma forma de ajustar a lei e colaborar com mais segurança para os agentes e para os usuários.
O projeto receberá decisão terminativa na CCJ. Se for aprovado e não houver recurso para sua análise pelo Plenário do Senado, poderá seguir para a Câmara dos Deputados.
Senado Notícias – 15/02/2018
Comentário do SINFERP
Verdade, mas também aumentado os casos de seguranças que agem com truculência, inclusive contra usuários.

domingo, 11 de fevereiro de 2018

Paralisação de trens e fechamento de estações provoca caos no metrô do Rio


Os trens do Metrô Rio estão circulando com atrasos nas Linhas 1 e 2, devido à paralisação por 40 minutos neste sábado (10), provocando um verdadeiro caos no sistema. No carnaval, os trens do metrô são os mais utilizados, junto com os trens urbanos, devido ao fechamento das principais vias do centro e da zona sul para os desfiles de blocos. Com a interdição das ruas e avenidas, fica muito mais difícil o deslocamento pela cidade por meio dos ônibus municipais.
A concessionária informou, por meio de nota, que os problemas foram causados pela retenção das portas pelos usuários que impedem a saída do trem da estação e por cinco acessos indevidos de usuários à via, o que provocou o corte de energia em trechos do sistema ao longo da manhã e também na parte da tarde deste sábado.
O Metrô Rio informa ainda que está operando em regime de plantão, com equipes reforçadas e operação ampliada de limpeza para assegurar o conforto dos clientes.
No início da tarde, com o término do desfile do Bloco da Favorita, que levou milhares de pessoas à orla de Copacabana, os foliões se destinaram as estações do Metrô do Cantagalo e Siqueira Campos. Com o grande número de usuários, os seguranças foram obrigados a fechar o acesso às estações por algum tempo, para que as estações fossem esvaziadas para dar acesso aos foliões que saíam do bloco.
Com a interrupção do sistema de trens por 40 minutos e a grande procura de usuários, houve um colapso no sistema, com os trens parados, antes de chegar às estações, sem que houvesse qualquer comunicado pelo sistema de som do Metrô Rio, como relataram diversos clientes pelas redes sociais.
Uma viagem que levava, em média, 25 minutos, estava levando 1hora e 30 minutos. Ainda não há previsão de normalização total do sistema, apesar de a concessionária estar trabalhando para que os trens voltem a circulam dentro dos horários o mais rápido possível.
Esquema para carnaval

A concessionária Metrô Rio montou um esquema especial de funcionamento durante os cinco dias de carnaval. De acordo com a assessoria do Metrô, os trens circularão sem interrupção até as 23h59 da terça-feira (13). A partir das 5h de sábado (10), as composições da Linha 2 farão o trajeto direto entre o bairro da Pavuna, na zona norte, até o Jardim Oceânico, na Barra da Tijuca, sem necessidade de transferência para circular até o final da Linha 4.
Com os desfiles de inúmeros blocos de rua e mudanças no trânsito durante o Carnaval, o metrô é muito usado pelos foliões de blocos e escolas de samba para cruzar a cidade. A concessionária recomenda que os clientes comprem cartões de ida e volta com antecedência para evitar filas. Também serão aceitos os cartões pré-pagos do MetrôRio, o cartão especial de carnaval do Metrô Rio e do aplicativo de transporte 99, Bilhete Único, vale-transporte e cartão Riocard.
Jornal do Brasil – 10/02/2018

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Após atrasos, Alckmin promete entregar linha que liga SP ao aeroporto de Cumbica até o início de abril

Após adiar diversas vezes a data de entrega da linha do trem que ligará São Paulo ao aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) disse na manhã desta sexta-feira (3) que a inauguração da linha 13 Jade da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) ocorre até o começo de abril. A primeira data anunciada para entrega da linha era 2005 (veja adiamentos abaixo).
Até o fim do mês de março, primeira semana de abril, o trem vai estar circulando”, afirmou ele.
Alckmin deixou claro que os operários terão que trabalhar duro para concluir a obra no tempo “Nós entregaremos as duas estações, entregaremos a ferrovia, são 12 km de ferrovia e vai ter que trabalhar bastante, até no carnaval, porque agora que completou o viaduto. Ainda tem que colocar em cima do viaduto os trilhos e a rede aérea porque o trem é elétrico, mas está tudo programado para esses 60 dias”, disse.
Na manhã desta sexta-feira, o governador visitou as obras da Linha 13 da CPTM e vistoriou a ligação do viaduto estaiado que unifica o trajeto por onde o trem irá passar. O viaduto passa sobre as rodovias Ayrton Senna e Hélio Smidt.
Segundo o secretário dos Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, a linha irá funcionar inicialmente em esquema de operação assistida para minimizar os riscos.
Quando inaugurada, a linha 13 vai ter operação assistida aos finais de semana 6 horas por dia sem cobrança de tarifa. Um mês depois, operação assistida todos os dias durante as 6 horas e tarifa grátis. A operação comercial da linha deve começar dois meses após os trens terem começado a circular e em até 4 meses o Expresso da Luz entrará em operação”, afirmou.
Linha 13
Segundo a CPTM, os passageiros poderão embarcar nos trens expressos, que custarão entre R$ 5 e R$ 10, ou optar pelo serviço convencional, de R$ 4. O trajeto expresso durará cerca de 35 minutos e partirá das estações em horários pré-definidos: Aeroporto-Estação da Luz (8h, 10h, 12h e 22h) e Estação da Luz-Aeroporto (9h, 11h, 13h e 21h).
Já o serviço convencional, que ligará a Estação João Goulart, na Zona Leste, ao Aeroporto, estará disponível no mesmo horário comercial das outras linhas, das 4h à meia-noite. Porém, o trajeto durará 52 minutos já que, para conexão com outras linhas da CPTM e do Metrô, será necessário realizar baldeação com a Linha-12-Safira.
Para chegar ao terminal de passageiros ainda será necessário atravessar uma passarela e pegar um ônibus gratuito da GRU Airport, concessionário que administra Cumbica.
Inicialmente projetada para ser próxima ao terminal 3 da CPTM, conhecido como terminal internacional, a estação Aeroporto Guarulhos foi construída próxima ao terminal 1, o que deixará os passageiros distantes da área de embarque. A mudança ocorreu após o aeroporto que era administrado pela Infraero ser concedido à iniciativa privada.
A CPTM anunciou ainda que, nos horários de pico (das 5h às 9h e das 16h às 20h), estarão disponíveis trens que seguirão da Estação Aeroporto até a Estação Brás, sem necessidade de trocar de composição na Estação Engenheiro Goulart, inaugurada em agosto de 2017. O trajeto durará cerca de 35 minutos.
Check in
Os passageiros que usarem o sistema de transporte sobre os trilhos para chegar ao aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, na Grande São Paulo, poderão fazer o procedimento de embarque na estação Luz da CPTM, no Centro de São Paulo, a partir de julho.
A gente pretende instalar na Luz, já está aprovado, totens para fazer check in, leitura de passaporte, colocar etiqueta na bagagem”, afirmou o secretário Clodoaldo Pelissioni. “Os totens são iguais aos existentes no aeroporto de Cumbica.
Adiamentos
A promessa de um trem que liga o Centro da capital ao Aeroporto de Guarulhos é antiga. Em sua primeira gestão, no começo dos anos 2000, Alckmin tinha prometido entregar a Linha 13 até 2005. A data foi adiada.
Em 2007, na gestão de José Serra (PSDB), a entrega do foi anunciada para 2010. Porém, em 2009, a promessa mudou para a Copa de 2014. Por falta de interesse privado, a obra não saiu do papel.
Em 2015, o governo voltou a cogitar o projeto e prometeu entregá-lo até o fim de 2017. Em setembro do ano passado, o governo alterou a data para março de 2018. E agora já cogita entregar apenas em abril.
A Linha 13-Jade terá 12,2 km de extensão e três estações: Engenheiro Goulart (na Zona Leste de São Paulo), Cecap e Aeroporto de Guarulhos (em Cumbica).
Dos 12,2 km da linha, 8 km serão elevados e passarão em cima da rodovia Ayrton Senna, do Parque Ecológico Tietê e rodovia Presidente Dutra.
G1 - 03/02/2018

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Negociação pela Move São Paulo fracassa e governo deve relicitar Linha 6-Laranja





A aguardada retomada das obras da Linha 6-Laranja não ocorrerá mais como planejava o governo do estado. Isso porque o grupo que negociava a compra da concessão, hoje em mãos da empresa Move São Paulo, desistiu da proposta, informou nesta sexta-feira (2), a Secretaria dos Transportes Metropolitanos em nota.

Segundo o governo, o conselho de administração do grupo China Railway Engineering Corporation Ltd. (CREC), que assumiria 50% do negócio, não ficou satisfeito com as condições pedidas pelas empresas que controlam a Move São Paulo. Além da CREC, a japonesa Mitsui, hoje parte da Move, e o grupo brasileiro RUASinvest faziam parte da associação que pretendia assumir a PPP, que prevê a construção e operação da Linha 6.

“Acompanhávamos de perto essa transação entre as empresas privadas pois era de interesse público. Lamentamos que a compra da concessão não tenha se concretizado pois declarar a caducidade e dar início a um novo processo licitatório vai fazer com que as obras demorem mais tempo ara serem retomadas e concluídas”, disse o secretário da pasta, Clodoaldo Pelissioni.

Agora, a gestão Alckmin notificará a Move São Paulo para que retome as obras em até 30 dias contados a partir desta segunda-feira (5). Caso isso não ocorra, e a chance obviamente é mínima, o governo dará início ao que se chama processo de caducidade do contrato, ou seja, o encerramento da PPP por descumprimento por uma das partes. Após isso, terá de ser realizada nova licitação baseada no que resta ainda de obras da linha de 15 km e 15 estações.

17 meses parada

As obras da Linha 6 foram interrompidas pela Move São Paulo no início de setembro de 2016 quando a empresa não obteve um empréstimo do BNDES com juros atraentes capazes de bancar o investimento necessário. Tudo por culpa das suas sócias, envolvidas na Operação Lava Jato e que perderam o crédito na praça. Sem recursos, a empresa até tentou negociar, mas sem sucesso. Mais tarde, aceitou a ideia de negociar a PPP com outras empresas, mas após várias consultas apenas o grupo chinês e seus sócios fizeram uma proposta concreta.

O fim da negociação é uma péssima notícia não só para o governo Alckmin, mas principalmente para a população que será beneficiada com a nova linha. Isso porque o processo de relicitação deve demorar muito tempo e ficar para a próxima administração que será eleita em novembro para assumir em 2019. Numa projeção simplista, é possível imaginar que esse edital só vá ser publicado no ano que vem após toda a burocracia que envolverá esse distrato com a Move São Paulo, entre mensurar o que foi feito e pago e o que ainda falta.

Caso o leilão ainda ocorra no ano que vem, o que é difícil também, o novo grupo responsável deverá reiniciar as obras apenas em 2020 provavelmente. Com pelo menos quatro anos de obras pela frente, a Linha 6, na melhor das hipóteses ficaria pronta por volta de 2024 ou 2025. Lembrando que isso é apenas uma estimativa genérica.

Metrô CPTM – 02/02/2018

Comentário do SINFERP

Bem, dentro das práticas de costume.

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Tribunal de Contas condena a compra de 16 trens da Alstom feita pelo Metrô de SP em 2007

O Tribunal de Contas do Estado de São Paulo considerou irregular a compra de 16 trens da Alstom pelo Metrô em 2007 com o uso de um contrato que tinha 15 anos.

O Metrô deveria ter feito uma nova licitação, e não encomendar os trens à multinacional francesa com um contrato que já havia caducado, de acordo com o TCE.

A decisão diz que a Lei das Licitações estabelece que um contrato vale por cinco anos. Por esse entendimento, o Metrô usou um contrato que vencera em 1997 para fazer compras dez anos depois.

Os 16 trens custaram cerca de R$ 500 milhões em valores de 2007, o equivalente hoje a R$ 930 milhões. À época, o governador do Estado era José Serra (PSDB-SP).

Nenhum executivo do Metrô foi responsabilizado pelas irregularidades. Em 2015, o conselheiro Renato Martins Costa, que havia julgado o contrato, condenara dois executivos do Metrô:

Sergio Avelleda, diretor de assuntos corporativos da companhia em 2007 e atual secretário de Transportes do prefeito João Dória (PSDB), e Conrado Grava de Souza, diretor de operações à época.

Ambos entraram com recursos e a corte decidiu extinguir a multa de mil Ufesp para cada um deles (o equivalente hoje a R$ 25,7 mil) por considerar que eles não agiram com dolo, ou seja, não houve intenção de prejudicar os cofres públicos.

A área técnica do tribunal avaliou que os preços pagos pelos trens estavam regulares. O Metrô alega que houve economia, mas a conselheira do TCE Cristiana de Castro Moraes, que atuou na revisão, apontou que esse suposto ganho não foi comprovado em nenhum momento.

A NOVELA

Em 1992, o Metrô assinou um contrato com a Alstom para a compra de 22 trens, mas só a metade do lote foi fornecida. Quinze anos depois, julgando que esse contrato não havia caducado porque o total de trens não havia sido fornecido, o Metrô decidiu encomendar os 11 que faltavam e acrescentou outros cinco –a Lei das Licitações permite aditivos de até 25%.

O Metrô diz que não fez uma nova licitação porque isso seria prejudicial para os interesses públicos: havia uma demanda urgente por novos trens para os anos seguintes, e uma concorrência empurraria a entrega para 2010.

Sem os trens da Alstom, de acordo com o Metrô, teria sido impossível inaugurar três estações: Sacomã, aberta em outubro de 2009, Tamanduateí e Vila Prudente (ambas de março de 2010).

O TCE não aceitou nenhuma dessas alegações no julgamento do recurso, feito em 29 de novembro do ano passado e tornado público nesta quarta (24).


O cenário macroeconômico e o ambiente específico do mercado no ano de 2007 eram completamente distintos daqueles verificados no ano de 1992, sendo imprópria a utilização do 'saldo contratual atualizado' no que se referia à aquisição dos trens já obsoletos, escreve a conselheira.

A pesquisa de preços, ainda segundo ela, não foi feita com consulta direta aos possíveis fornecedores, mas por meio de pesquisa em sites.

Outro Lado

A gerente jurídica do Metrô, Alexandra Granado, diz que há uma série de equívocos na visão do Tribunal de Contas e que a companhia vai recorrer da decisão.

Segundo ela, só contratos de prestação de serviços, como limpeza ou segurança, valem por cinco anos. Contrato de fornecimento não tem esse limite, afirma.

O Metrô não tinha outra opção à Alstom, segundo ela, porque a companhia estava proibida de tomar empréstimo internacional por causa do grau de endividamento do Estado.

Só podia recorrer ao BNDES, que restringia a contratação a empresas nacionais. A única companhia que fazia trens no país era a multinacional francesa.

Havia ainda o risco de a Alstom entrar com uma ação de indenização pelo fato de o Metrô não ter cumprido o contrato de 1992.

Sergio Avelleda diz que a decisão contraria uma extensa jurisprudência da corte sobre duração de contratos. O entendimento do TCE, consagrado, sempre foi que contrato de escopo só acaba quando o objeto é entregue. Estou convencido de que fizemos o melhor para o Metrô. Ele vai recorrer.

A Alstom afirma por meio de nota discordar da decisão do tribunal. Segundo a empresa, o contrato só se encerra com o fornecimento de todos os trens. Para a empresa, não há qualquer irregularidade no negócio.

Folha de São Paulo - 29/01/2018

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Chineses constroem linha de trem em apenas 9 horas

Obra com 1.500 operários é parte da Nova Rota da Seda: iniciativa 40 vezes maior que o Plano Marshall, criado para reconstruir a Europa após a 2a Guerra.

A obra foi realizada em Longyan, cidade no sul da China, que foi interligada a quatro linhas de trem: Ganlong, Ganruilong, Zhanglong e a nova Nanlong, que irá conectar o sudeste e o centro do país com trens que andam a 200 km/h.
A construção da estação começou às 18h30 do dia 19 de janeiro, e terminou na madrugada do dia 20. A operaçãoreuniu 1.500 operários, 23 escavadeiras e sete trens, que levaram os materiais necessários até o local. Os trabalhadores foram divididos em sete equipes e construíram trilhos, sinalização e controles de tráfego dos trens.
A ferrovia é parte da chamada Nova Rota da Seda, um conjunto de obras chinesas que deverá consumir US$ 5 trilhões e é a maior iniciativa econômica da história – 40 vezes maior, em valores atualizados, do que o Plano Marshall, criado pelos EUA para reconstruir a Europa após a Segunda Guerra Mundial.
Super Interessante - 24/01/2018

domingo, 21 de janeiro de 2018

Metrô SP inaugura estação Higienópolis para ‘gente diferenciada’

O local facilitará o acesso ao Mackenzie, ao Centro Cultural Maria Antônia, ao Sesc Consolação e ao Shopping Pátio Higienópolis.

Quatro anos depois do previsto, a Linha 4 – Amarela do metrô de São Paulo abrirá as portas da estação Higienópolis-Mackenzie. A parada — situada entre as estações República e a Paulista — começará a funcionar na próxima terça-feira, 23.

A princípio, a estação estará aberta apenas entre 10h e 15h. A partir do dia 3 de fevereiro, o funcionamento será em período integral.
Veja - 20/01/2018

sábado, 20 de janeiro de 2018

CCR arremata a concessão das linhas 5-Lilás e 17-Ouro do Metrô de SP

O consórcio Via Mobilidade, liderado pela CCR, arrematou nesta sexta-feira, 19, a concessão das linhas 5-Lilás e 17-Ouro do Metrô de São Paulo. O consórcio ofereceu R$ 553,880 milhões pela outorga fixa das linhas, um ágio de 185% em relação ao valor mínimo estipulado para a disputa, de R$ 194,343 milhões. O lance mínimo divulgado anteriormente pela Secretaria de Transportes Metropolitanos (STM), de R$ 189,6 milhões, foi atualizado pelo IPC-Fipe de jan
O clima na porta da B3 nesta manhã era diferente do visto na semana passada, quando o governo paulista realizou o leilão do trecho Norte do Rodoanel. Na outra terça-feira, pequenos grupos de representantes das proponentes e interessados se reuniam na frente do prédio para discutir expectativas para o certame; hoje, sindicalistas e movimentos sociais protestaram minutos antes do início da entrega das propostas.
O outro consórcio concorrente, Metrô São Paulo Linhas 5 e 17, liderado pela CS Brasil, propôs o pagamento de R$ 388,5 milhões pela outorga fixa dos ativos, um ágio de 99,9%. Como a diferença entre as propostas superou 15%, não foi necessária nova rodada de propostas para definir o vencedor do certame.
O Grupo CCR - líder do consórcio Via Mobilidade, com 83,34% de participação (os 16,66% são da RuasInvest) - era forte candidato a levar a concessão das linhas no certame. Além de deter 75% do controle da ViaQuatro, concessionária da linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo, a companhia atua ainda na construção e operação de outros ativos de mobilidade urbana fora do Estado.
No Rio de Janeiro, a CCR tem uma concessão voltada ao transporte de massa no modal aquaviário (CCR Barcas), é a principal acionista da PPP que administra o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) Carioca e detém ainda a maior parte do controle acionário da ViaRio, concessionária do Corredor Presidente Tancredo Neves (Transolímpica). Na Bahia, o grupo faz parte de uma PPP no sistema metroviário de Salvador e Lauro de Freitas (Metrô Bahia).
Liminar. Vários grupos tentaram impedir a licitação. Ontem à tarde, os vereadores Sâmia Bomfim e Antônio Vespoli, do PSOL, conseguiram que a Justiça suspendesse o leilão. No começo da noite, as liminares caíram e o leilão foi mantido para esta manhã.
Inicialmente, o certame estava previsto para acontecer em 5 de julho do ano passado, mas acabou sendo adiado pelo próprio governo do Estado, que realizou alterações na minuta do contrato e no edital. Três dias antes da nova data estabelecida para a licitação, 28 de setembro, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) suspendeu o leilão por liminar devido a "indícios de restritividade" no edital, que poderiam prejudicar maior participação de potenciais interessados na disputa. As impugnações contra o edital foram consideradas improcedentes pelo Tribunal em decisão no final de dezembro, de modo que o leilão foi retomado.
Linhas. O que será concedido hoje à iniciativa privada é a operação e manutenção das linhas 5 e 17 do Metrô. O critério é o maior valor oferecido pela outorga fixa, com lance mínimo estipulado em R$ 189,622 milhões.
Com duração de 20 anos, o contrato de concessão tem valor estimado de R$ 10,8 bilhões, montante que corresponde à soma das receitas tarifárias de remuneração e de receitas não operacionais, como exploração comercial de espaços livres nas estações. O investimento previsto pela iniciativa privada é de R$ 88,5 milhões, que serão aplicados em melhorias e infraestrutura das linhas.
A expectativa é que o leilão atraia um grupo restrito de empresas interessadas. Entre as candidatas a participar, está o Grupo CCR, que detém várias concessões em mobilidade urbana pelo País.
A linha 5-Lilás ligará o Capão Redondo à Chácara Klabin, na linha Verde do Metrô. Tem hoje 10 estações já em atividade, de um total de 17. Quando completa, fará interligação também com as linhas Azul (estação Santa Cruz), 9-Esmeralda e a própria 17-Ouro, além de três terminais integrados de ônibus.
O monotrilho da linha 17-Ouro integrará o aeroporto de Congonhas à rede metroferroviária da capital. Terá oito estações elevadas (Congonhas, Jardim Aeroporto, Brooklin Paulista, Vereador José Diniz, Campo Belo, Vila Cordeiro, Chucri Zaidan e Morumbi), com interligação nas linhas 5-Lilás e 9-Esmeralda da CPTM, e um pátio de estacionamento e manutenção.
O Estado de São Paulo - 19/01/2018